Arquivo da categoria: Material de pesquisa

Lançamento do livro O Retorno dos mapas: Sistemas de informação Geográfica em História

Noticiamos o lançamento e parabenizamos os editores do livro O Retorno dos mapas: Sistemas de informação Geográfica em História, editado por Carlos  Valencia  Villa e Tiago Gil e onde o GEOHISTÓRICA tem uma participação com o artigo “As companhias ferroviárias paulistas e a disputa por territórios, 1868 – 1892”,  de Marcelo Werner da Silva.

Abaixo a apresentação do livro:

A ideia de usar mapas para visualizar conhecimento histórico não é nova. Usada de modo esporádico até meados do século XX, muito em função do autor e de sua forma de pensar, seu uso sistemático passou a ser efetivo na segunda metade desse século, nem tanto pela facilidade técnica, mas, especialmente, pelo crescimento da relevância da cartografia como um campo separado da geografia.
Essa coletânea reúne 15 capítulos que abarcam, espacialmente, estudos de Montevidéu, ao sul, até a Ilha de Malta, ao norte, passando pela Amazônia, pelos sertões e pelo litoral atlântico. Temporalmente, os textos vão do século XVI até o começo do XX. Essas amplitudes espacial e temporal explícita a flexibilidade e as possibilidades dos SIGs nas pesquisas dos historiadores.
O leitor perceberá, no decorrer de sua leitura, que este livro apresenta o retorno dos mapas, todos eles diferentes e produzidos segundo as necessidades de cada pesquisa, o que significa, em outras palavras, que nenhum deles foi feito para ilustrar: todos foram construídos como ferramentas de trabalho, são insumo e produto da pesquisa dos historiadores que, sem dúvida, permitem avanços no conhecimento das sociedades do passado.

VALENCIA, Carlos & GIL, Tiago. O retorno dos mapas. Sistemas de informação Geográfica em História. Porto Alegre: Ladeira Livros, 2016.

Fonte: http://lhs.unb.br/lhs/2017/03/27/o-retorno-dos-mapas-sistemas-de-informacao-geografica-em-historia/

Para baixar o livro basta clicar na imagem abaixo:

retornoMapas

Abaixo o índice do livro:

Valencia&Gil. O retorno dos Mapas

Valencia&Gil. O retorno dos Mapas(2)

Deixe um comentário

Arquivado em Geohistórica - produção, Grupo de Estudos de Geografia Histórica, Material de pesquisa, Notícias e Eventos

Campos dos Goytacazes é uma cidade média?

Campos dos Goytacazes  é uma cidade média?

Por Marcelo Werner da Silva (1)
Dedicado aos/as alunos/as de graduação e mestrado da UFF/CAMPOS
Esta é uma questão que parece não envolver muito polêmica. Mas como muitos aqui efetuam pesquisas sobre Campos dos Goytacazes e a consideram uma cidade média, gostaria de problematizar um pouco a questão. Ela pode também interessar a todos que efetuem pesquisas em cidades que não são as metropoles nacionais ou regionais e que portanto estão envolvidos na discussão sobre as cidades médias.
A discussão sobre o urbano brasileiro, em rápida transformação, ainda é motivo de muita polêmica. Podemos citar como exemplo o conceito de região metropolitana. De um conceito técnico/acadêmico passou a político, sendo que agora há regiões metropolitanas em alguns estados, com cidades-polo de 80 a 100.000 habitantes.
Sobre as cidade médias também ocorre muita discussão, pois é um exemplo de conhecimento em construção, portanto há que explicitar as escolhas realizadas.
O melhor levantamento empírico sobre a rede urbana brasileira é o “Rede de Influência das Cidades” (REGIC), cujo último levantamento, infelizmente, é de 2007. Por esse levamento e de acordo com pesquisadora do IBGE que participou desse levantamento (Maria Luisa Castello Branco) Campos não é considerada uma cidade média. Para essa autora (2), no RJ, temos Macaé, Cabo Frio e Angra dos Reis como cidades médias. Seu corte foi de 100 a 350 mil habitantes. Cidade maiores ou que estão nesta faixa de população, mas que pertencem à região metropolitana do Rio de Janeiro (que se soprepõe a qualquer outra classificação), não são consideradas cidades médias. No caso de Campos ele é considerada mais do que uma cidade média. Ela está entre as 40 maiores aglomerações urbanas do país e por isso chamadas pelo IBGE de Áreas de Concentração de População (ACP). No levantamento citado, cidades nesta condição também não foram consideradas cidades médias.
Claro, há outros levantamentos com outras classificações, como o de Lima e Lemos, que posto abaixo, que considera a faixa entre 100 a 500.000 habitantes. Neste caso Campos estaria classificado como um “Mesopólo industrial ou enclave agropecuário com base industrial não-consolidada, escala interna dos estabelecimentos, pobreza urbana, força de trabalho desqualificada, indústrias weberianas ou tradicionais”. Em outro trabalho coordenado por Lemos, citado no mesmo trabalho, Campos é considerado um “Mesopólo extrativo“.
A discussão aqui é preliminar. O Objetivo é lembrar que, em se tratando de trabalhos acadêmicos, não é possível ter e adotar noções e conceitos sem discussão. Há que contextualizar e explicitar as escolhas teóricas e metodológicas adotadas.
(1) Professor do curso de Geografia do Departamento de Geografia de Campos e dos Programas de Pós-Graduação em Geografia (PPG) e em Desenvolvimento Regional, Ambiente e Políticas Públicas (PPGDAP), Universidade Federal Fluminense, Campos dos Goytacazes/RJ.
(2) BRANCO, Maria Luisa Castello. Cidades Médias no Brasil. In: SPÓSITO, Eliseu Savério. Cidades Médias: Produção do Espaço Urbano e Regional. São Paulo: Expressão Popular, 2006. p. 245-277.
DOCUMENTOS:
REGIC 2007
Livro Cidades Médias e Região.

CIDADES MÉDIAS BRASILEIRAS: CARACTERÍSTICAS E DINÂMICAS URBANO-INDUSTRIAIS de Fabiano Maia Pereira e Mauro Borges Lemos

Cidades médias e pequenas teorias, conceitos e estudos de caso, da Rede Brasileira de Cidades Mèdias (REDBCM)

Deixe um comentário

Arquivado em Discussões e Debates, Geohistórica - produção, Grupo de Estudos de Geografia Histórica, Material de pesquisa

Mapas do Centro de Cartografia Americano, ligado a Cia, disponibiliza seus mapas desde a década de 1940

Reportagem do site NEXO aborda os mapas do Centro de Cartografia Americano, ligado a CIA e que tem grande produção de material sobre diversos países do mundo. Agora todo esse material, em alta e baixa resolução, está disponível em uma página do FLICKR.

Abaixo o link para a reportagem e para a galeria no Flickr, bem como um exemplo dos mapas (históricos) existentes, da década de 1940 até a década de 2010:

Link da reportagem:

https://www.nexojornal.com.br/expresso/2016/12/29/Os-mapas-da-CIA-n%C3%A3o-s%C3%A3o-mais-secretos.-E-est%C3%A3o-dispon%C3%ADveis-no-Flickr

Link da galeria no Flickr:

https://www.flickr.com/photos/ciagov/collections/72157674854602812/

__________________

front-sovietico-na-segunda-guerra-mundial
Front soviético durante a segunda guerra mundial.

Deixe um comentário

Arquivado em Grupo de Estudos de Geografia Histórica, Material de pesquisa