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Aqui estão reunidos todos as postagens referentes ao Grupo de Estudos de Geografia Histórica do segundo semestre de 2010 (2010-2)

>Capítulo 13-Os Espaços da Racionalidade, por Ana Luiza, Carlos e Tatiane

>Capítulo 13-Os Espaços da Racionalidade

Por: Ana Luiza
Carlos
Tatiane

Tatiane inicia a apresentação fazendo a introdução do capítulo e expondo o primeiro subtítulo: “É possível um espaço racional?”, onde o autor explica que a racionalização foi sendo introduzida na sociedade aos poucos, ele divide a racionalidade em dois tipos: a racionalidade intencional, que se refere ao comportamento do agente econômico e a racionalidade não intencional, pertencente ao sistema econômico enquanto realidade. É citado também o pensamento de Habermas que distingue duas tendências paralelas e interdependentes, a racionalidade por cima e por baixo, onde a última resultaria de um “progresso cumulativo das forças produtivas”, ao nível de todo um território. Já Johnson fala da racionalidade do espaço, onde as coisas, ou melhor, a mecanização é introduzida nessa racionalidade. Tatiane termina completando que a técnica é responsável pela racionalização, assim como a informação, em meio a fixos e fluxos se realiza e conclui com uma pergunta chave: qual é a verdadeira racionalidade do espaço?
Ana Luiza deu início ao subtítulo: “Produção de uma racionalidade do espaço”, onde foi colocado que a paisagem é um espaço racional e de reflexão. Foi citada também a teoria de Johnson que fala da “racionalização” das paisagens americanas, utilizando o Midwest americano como exemplo de espaço irracional, experiência esta que demonstra que para se realizar um grau razoavelmente satisfatório de eficiência produtiva regional, o padrão dos lugares centrais e de suas funções precisa ser reestruturado e racionalizado. Ana Luiza também colocou que é preciso pensar o espaço de forma técnica, para ser racional ele precisa ser instrumentalizado, e que além disso, as técnicas são autorizações para “o fazer”, quanto mais artificial for o espaço, mais racional ele será. O espaço de fluxos não é abrangente, pois não abrange o território inteiro.
Outra noção citada também como restrita é a de homogeneização. As ações de homogeneidade impõem uma ordem acima das heterogeneidades, essa homogeneização só é obtida pela norma do valor produtivo.
Ana Luiza conclui afirmando que o uso mais adequado do território depende da informação. Há no objeto técnico a prévia determinação de uma racionalidade, ou seja, o seu objetivo. E que de fato, as ações humanas se adaptam aos artefatos materiais.
Carlos expôs o subtítulo: “O espaço racional”. Nesse trecho do texto o autor trata o espaço racional como espaço cibernético, uma matematização do espaço. Na explicação, ainda é citado Cournot, que anunciava em pleno século XVIII, uma era geral da mecanização, onde a história seria substituída pela estatística, seria a chamada administração das coisas. O moderno vai estar ligado às técnicas e à matemática, pois os grandes sistemas técnicos ilustram fisicamente uma dimensão característica da representação moderna do mundo.
Carlos explica que os arranjos espaciais se montam se maneiras diferentes, há lugares fora e dentro das redes.
Há espaços marcados pela ciência, pela tecnologia, ou seja, por uma alta carga de racionalidade, porém, essa racionalidade sistêmica não se dá se maneira total e homogênea, em algumas zonas ela é maior, em outras menor, ou mesmo inexistente. Um exemplo dado por Carlos é observar as lógicas diferentes no campo e na cidade, lógicas vizinhas, porém segregadas.
Ainda nesse mesmo tema, para se explicar os limites da racionalidade no campo e na cidade, é utilizada a parábola de Benjamin Coriat, quando escreveu sobre o ateliê e o cronômetro, onde no ateliê trabalha-se se modo artesanal, sem pressa, mas com a chegada do cronômetro, o trabalho cai na lógica do taylorismo. Nessa condição, o campo imita a indústria na busca permanente por precisão. Porém Carlos atenta para o fato, de que mesmo o campo aderindo á lógica da cidade, continua agindo dentro do seu tempo, com a diferença de agora depender de objetos técnicos. E fica uma pergunta, se a matriz reguladora do campo fica na cidade, sua lógica é rural ou urbana?
O autor também lança o conceito de diversidade socioespacial fazendo ligação com as ecologias sociotécnicas. Em uma mesma cidade há lógicas individuais, algumas áreas podem ser turísticas, por exemplo, onde necessita-se de técnicas para sua concretização. Carlos usa como exemplo o Porto do Açu, que transformou a lógica de São João da Barra, há uma visível diferença entre a cidade de dez anos atrás e a de dez anos a frente. Resumindo, a racionalidade de hoje é o modo de produção capitalista.

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>Encerramento do projeto de extensão

>Prezados participantes do projeto de extensão “Grupo de Estudos de Geografia Histórica”, 2010-2

Estamos chegando no final do projeto e ainda estou aguardando o envio das apresentações e dos relatórios de cada reunião. Os que recebi já postei e como podem perceber são poucos ainda.

Na reunião de amanhã, marcada para as 15 horas, a tarefa é cada equipe realizar um resumo de seu capítulo com um parágrafo (pequeno) de extensão. É necessário também trazer 15 cópias para distribuir às demais equipes.

Após a atividade realizaremos uma reunião de confraternização de encerramento, cuja organização está a cargo da Ana Carolina (carolsinharadcliffe@bol.com).

Aguardo então os textos e até amanhã!

Marcelo

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>Apresentação do Cap. 10 – Martins e equipe

>A apresentação do cap. 10 está hospedada no endereço abaixo:
http://rapidshare.com/files/435295255/Apresenta____o_Cap._10_-_Martins_e_equipe.pdf

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>Relatório GEGH – 09.11.2010 – Cap. 8, por Sueleni

>Ata do capítulo 8 – As unicidades: A produção da Inteligência Planetária
Aos 9 dias do mês de novembro do ano de 2010 as 15h aconteceu mais uma reunião do Grupo de Estudos de Geografia Histórica sob a coordenação do professor Marcelo Werner. Em virtude dos sucessivos feriados algumas atividades ficaram pendentes tendo que serem resolvidas neste encontro antes que começasse a apresentação do capítulo 9. Dessa forma, Valéria deu início a leitura da ata referente ao capítulo 6 intitulado “O tempo, os eventos e os espaços”. Após a leitura o coordenador Marcelo Werner fez uma pequena abordagem do capítulo 7 com a finalidade de relembrar a apresentação do mesmo.
Felipe, o comentador deste capítulo, iniciou suas considerações destacando que os períodos passam a ter intervalos menores, pois as técnicas propõe isso a medida que adquirem novas formas de energia. A informação também é peça chave nesse sistema técnico atual, uma vez que ela está contida nos objetos que por sua vez não funcionarão sem a informação. Felipe destaca a importância de pontuar essas questões, já que os mesmos estão presentes no capítulo 8. O coordenador intercede no comentário de Felipe lembrando que o capítulo 7 abre a 3ª parte do livro de Milton Santos, o coordenador destaca ainda alguns pontos como: (i) o histórico que Santos faz da periodização; e (ii) os sistemas técnicos como invasores que estão ocupando novos espaços, porém, é uma invasão com limites; (iii) e por fim aborda a evidência das técnicas da informação como principal motor da globalização. Após tais comentários o coordenador convida o grupo composto por Martins, Priscila, Elaine e Keila responsável pela apresentação do capítulo 8 para iniciarem suas considerações sobre o mesmo.
Martins iniciou sua fala explicando o seria a unicidade técnica, a emergência da unicidade técnica e do tempo e do motor único da vida econômica e social. Essas três unicidades são à base do fenômeno da globalização e das transformações contemporâneas.
Martins fez uma pequena abordagem sobre o histórico da unicidade técnica, antes os sistemas técnicos existentes eram locais, viviam isolados, cada grupo tinha sua própria técnica. Ao longo da História houve uma desterritorialização das técnicas, a saída de uma técnica local que se expande para outros lugares adaptando-se, possibilitando assim uma reterritorialização. Segundo Milton Santos isso é uma redução das técnicas existentes.
O século XVI com a expansão do capitalismo e com as grandes navegações propiciou uma “contaminação” mútua das técnicas.
O século XIX foi marcado pela afirmação das técnicas da vida social, a sua difusão teria sido atenuada por motivos políticos, Martins, no entanto, enfatizou que Milton Santos não explica muito sobre isso, apesar disso ele destacou que tais motivos políticos talvez estivessem ligados ao imperialismo. Após a Segunda Guerra Mundial ocorreu a morte dos Impérios e a criação de organismos como a ONU, FMI, Banco Mundial.
Após a periodização da unicidade técnica Martins começou a expor a questão dos ‘Sistemas técnicos hegemônicos interligados’ e deu o exemplo do computador que é igual em qualquer parte do mundo devido ao caráter sistêmico das técnicas. Martins prosseguiu falando sobre a ‘força invasora + caráter sistêmico’ das técnicas que consiste na inserção social dos indivíduos ao se utilizarem dessas técnicas como, por exemplo, o cartão de crédito que invadiu o mundo e possui um caráter sistêmico a medida que em qualquer lugar do mundo qualquer pessoa pode utilizar tal serviço. Ao falar sobre a ‘fragmentação do processo econômico’ Martins discorreu sobre a base do processo econômico das multinacionais que fabrica várias partes de um mesmo produto em diversas partes do mundo. Por fim Martins colocou a definição de Milton Santos sobre a unicidade técnica como uma das mais sucintas deste autor. Assim Martins encerrou sua parte e passou a palavra para a Priscila que começou a falar sobre a unicidade do tempo.
Priscila destaca sobre o que Milton Santos afirma ser a maravilha do nosso tempo, um privilégio de nossa geração presenciar essa simultaneidade dos eventos. Priscila ao citar o exemplo do livro que fala da morte de George Washington e da demora desta notícia deixa claro que a defasagem dessas informações era devido as distâncias e os meios para vencê-la.
Priscila destacou ainda os dois grandes momentos do ponto de vista geográfico que o mundo teve, foram eles: (i) as grandes navegações e (ii) os satélites. Assim Priscila enfatizou que esses dois fatores tornaram possível a circulação da informação que por sua vez ganhou a possibilidade de fluir instantaneamente pelo mundo. Sem a vastidão das informações não haveria sistema técnico universalmente integrado e a globalização não seria possível. Por fim Priscila destacou que apesar de todo o benefício das informações, a informação instantânea e globalizada não é veraz porque esta é intermediada pelas grandes empresas sendo concentrada e controlada. Dessa forma a idéia de aldeia global se torna equivocada a medida que nem todas as pessoas têm acesso a informação. Priscila passou a palavra para Elaine que explicou sobre o motor único.
Retomando algumas palavras de Martins Elaine iniciou dizendo que antes da 2ª Guerra mundial existiam os grandes impérios que funcionavam de forma isolada. Após a 2ª Guerra houve uma universalidade das técnicas e com a criação dos Estados-Nações houve uma padronização dos costumes principalmente o norte-americano possibilitado pela velocidade das informações.
Elaine prosseguiu sua apresentação explicitando a diferença das Multinacionais e das Empresas Globais. Antes as multinacionais possuíam maior autonomia para atuar no território, de acordo com Elaine isto se dava devido à falta de informação. Atualmente com a velocidade das informações as empresas globais estão subordinadas a sua matriz, há uma descentralização dos produtos fabricados, porém no que se refere a tomada de decisões há uma centralidade, propiciando um maior controle das empresas globais. Para finalizar sua apresentação Elaine destacou a imaterialidade das informações e como esta se torna um produto no mercado.
Elaine passou a palavra para Keila que expôs sobre a globalização financeira, destacando que a finança se tornou global constituindo a principal alavanca das atividades econômicas internacionais. O setor financeiro se tornou o verdadeiro regulador da economia. Keila finalizou falando sobre a mais-valia fugaz que tem no lucro o seu principal objetivo. E a principal ironia que Milton Santos coloca sobre a mais-valia é o seu uso para medir a economia global, no entanto, esta economia global não pode ser medida.
Após a apresentação do grupo o coordenador passou a palavra para a comentadora responsável pelo capítulo. Nina iniciou seus comentários elogiando a apresentação do grupo e destacando que a leitura que ela fez deste capítulo a lembrou muito do livro “Por uma outra Globalização” de M.Santos.
Nina destacou a apresentação do Martins e o resgate histórico feito por ele sobre a unicidade técnica. Nina pontuou a relevância deste histórico para evidenciar o caminho dos grandes sistemas técnicos até chegar a unicidade técnica. Ela destacou ainda a importância da informação como possibilidade para a globalização e sintetizou afirmando que a globalização só existe porque há uma base técnica e uma base física para isso.
Nina destaca dois pontos. A primeira seria a fábula da aldeia global, onde nem tudo ficou pequeno. O outro ponto refere-se a questão que muitos autores diante da complexidade da globalização tentam apagar o ‘espaço’, M.Santos por sua vez afirma que o espaço ganha mais importância ainda, se tornando mais importante que o próprio tempo.
Nina concluiu destacando que as grandes empresas controlam as técnicas e por isso elas se tornam perversas, pois estão concentradas nas mãos de poucos atores hegemônicos que exercem não mais uma competição e sim uma competitividade.
Após os comentários de Nina, deu inicio o debate, Elaine destacou três pontos: (i) referente a empresa global – antes a produção se dava em massa, agora com as técnicas facilitou a produção; (ii) importância do espaço – progressos que se deram junto com a informação e a telecomunicação ( como as empresas se utilizam do fuso a seu favor); (iii) Retirada do Estado na economia – a existência de uma mão invisível, porém muito eficaz. O Estado dessa forma ajuda as empresas deixando o social de lado. Candido contribui dizendo que o social não interessa para o Estado.
Hamilton chamou atenção para a existência de uma técnica de sistemas de objetos e ações e uma técnica imaterial. Para exemplificar Hamilton falou do Hospital Sírio Libanez que realiza cirurgias por vídeo conferência.
Valéria destacou sobre a importância do dinheiro exemplificando com um evento em Petrópolis onde não poderia utilizar o dinheiro para adquirir os produtos, a aquisição dos mesmos era feita por meio da troca. Com este exemplo Valéria enfatizou como foi difícil a realização de tal tarefa. Assim Elaine pontuou porque a troca é difícil dando um exemplo: para trocar uma bolsa por um livro, é necessário que uma pessoa que tenha uma bolsa queira um livro que outra pessoa que tem o livro não tenha uma bolsa e que esteja disposta a trocar. Valéria retomou a palavra destacando que atualmente o dinheiro é tão importante que se vendem até os valores morais.
Keila destacou o objetivo do lucro e sua competição desenfreada. O coordenador, Marcelo, enfatizou a especulação financeira atual, destacando a própria especulação feita no Brasil para copa de 2014 que artificialmente cria-se valor para as coisas.
Hamilton destaca a atualidade do livro e perspicácia do autor em analisar o atual em que vivemos. O coordenador, Marcelo destacou que o melhor exemplo e simultaneidade e unicidade foi a queda das torres gêmeas. Laila destacou que este evento quebrou paradigmas, completando Tatiane disse que este evento evidenciou as fragilidades norte- americanas. Felipe destacou que o poder AL Qaeda está no ataque surpresa.
Para finalizar o coordenador, Marcelo completou dizendo que este ataque foi planejado para uma sociedade do espetáculo.

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>Resumo Cap. 7 – O sistema técnico atual – Roberta, Cândido e Lucas

>O SISTEMA TÉCNICO ATUAL

INTRODUÇÃO

As características da sociedade e do espaço geográfico, em um dado momento de sua evolução, estão em relação com um determinado estado das técnicas. Desse modo, o conhecimento dos sistemas técnicos sucessivos é essencial para o entendimento das diversas formas históricas de estruturação, funcionamento e articulação dos territórios, desde os albores da historia até a época atual. Cada período é portador de um sentido, partilhado pelo espaço e pela sociedade, representativo da forma como a história realiza as promessas da técnica.

OS PERÍODOS TÉCNICOS

A evolução milenar das técnicas permitiu a J. Attali (1982) referir-se às técnicas do corpo, às técnicas das máquinas e às técnicas dos signos; e autorizou J. Rose (1974) a propor três grandes tempos: a revolução neolítica, a revolução industrial, a revolução cibernética. De modo diferente, Ortega y Gasset (1939) também identifica três momentos nessa evolução: a técnica do acaso, a técnica do artesão, a técnica do técnico ou do engenheiro. C. Mitcham (1991, pp. 62 -63) comenta esta última periodização, dizendo que na primeira fase não há um método para descobrir ou transmitir as técnicas utilizadas, na seguinte já há algumas técnicas conscientes transmitidas entre gerações por uma classe especial, a dos artesãos. Mas aqui há apenas “destreza e não ciência”. É, apenas, na terceira fase que se instala esse “estudo consciente… a tecnologia, […] com o desenvolvimento do modo ana lítico de pensar vinculado à ciência moderna”. Heidegger simplifica a questão, propondo que se reconheça uma técnica dos antigos e uma técnica dos modernos, incluindo entre aqueles os dois primeiros momentos da classificação de Ortega (Mitcham, 1991, p. 74).
Olhando o processo evolutivo das técnicas, L. Mumford (1934) também propõe agrupá -las em três momentos: um primeiro, o das técnicas intuitivas que utilizam a água e o vento, vigente até cerca de
1750; um segundo, o das técnicas empíricas do ferro e do carvão, situado entre 1750 e 1900; e um terceiro, o das técnicas científicas da eletricidade e das ligas metálicas, iniciado em torno de 1900.
Uma história geral, mas simplificada, dos instrument os artificiais utilizados pelo homem, seria resumida em três palavras: a ferramenta, a máquina, o autómato. Suas definições revelam momentos decisivos na evolução das relações entre o homem, o mundo vivo, os materiais, as formas de energia. A ferramenta é movida pela força do homem, inteiramente sob o seu controle; a máquina, também controlada pelo homem, é um conjunto de ferramentas que exige uma energia não -humana; o autómato, capaz de responder às informações recebidas, nessas circunstâncias foge ao controle humano (Laloup & Nélis, 1962, p. 34 -36).
O papel que as técnicas alcançaram, através da máquina, na produção da história mundial, a partir da revolução industrial, faz desse momento um marco definitivo. É, também, um momento de grande aceleração, ponto de partida para transformações consideráveis.
As técnicas que proporcionaram e emergiram da Revolução Industrial trouxeram ao conhecimento da humanidade uma nova categoria. E uma dimensão na estratificação social, a princípio na Europa e, posteriormente, nos territórios pelo europeus invadidos.
A classe operária, o proletariado, recém surgido, modifica, redesenha a natureza do espaço. O darwinismo social e a ciência das raças inspiram ideologias que irão intervir não apenas no processo de divisão territorial do trabalho como moldarão concomitantemente, a formação étnica das categorias sócio-ocupacionais, mediante uma divisão social do trabalho.
Esse processo, que é próprio do modo capitalista de produção, concorre para a formatação da estrutura social perversa que temos. A globalização é resultado das técnicas informacionais. Nela, a competição foi substituída pela competitividade … a diferença entre uma e outra é que a competitividade exclui a compaixão, produz um mundo perverso. A globalização produz um globalitarismo, que reproduz a própria globalização.
O humanismo deixou de ser ordenador do mundo. O ordenador do mundo hoje é o dinheiro mas, o dinheiro em estado puro. O dinheiro em estado puro só é ordenador da vida, por causa dessa geopolítica que se instalou, proposta pelos economistas e imposta pelas empresas de comunicação de massa, que se apropriam das técnicas informacionais.

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>Apresentação Cap. 6 – Carlos, Tatiane, Laila e Marco

>CAP. 6 – O TEMPO (OS EVENTOS) E O ESPAÇO
O texto da apresentação deste capítulo encontra-se hospedado no seguinte endereço:
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>Apresentação do Cap. 3 – O Espaço Geográfico, um híbrido, por Gisele e Sueleni

>O Espaço Geográfico, um híbrido
Universidade Federal Fluminense

Gisele
Sueleni

Entre Acão e Objeto: A intencionalidade

• “ter uma idéia é ter uma idéia de algo; toda afirmacão é afirmacão de algo; toda afirmacão é afirmacão de algo: todo desejo é desejo de algo”.

• “Intencionalidade — essa nocão é igualmente eficaz na contemplacão do processo de producão e de producão das coisas; resultado da relacão entre homem e o mundo, entre o homem e o seu entorno”.

• Relacão entre sujeito e objeto;

• A proposta por (Santos apud Marcel), entre o ter e a espacialidade.

• a idéia do evento intencional está implícita na idéia
de conduta, de acão e, dentro dessa categoria geral, propõe destacar a nocão de episódio, “implícita na idéia de intencionalidade e de direcão dessa conduta e dessa acão”.

• A intencão — acão — irreversível

A nocão de episódio quadra-se bem à idéia:

Vida unitária das AÇÕES e dos OBJETOS

Producão dos eventos reproducão do espaco geográfico

• Acões se convertem em trajetórias espaco-
temporais da matéria = objetos + acão tomadas em conjunto.

• Um evento é resultado de feixe de vetores, conduzido por um processo, levando uma nova funcão ao meio preexistente.

A inseparabilidade dos objetos e das ações

• Todo e qualquer período histórico traz ao longo do tempo um novo arranjo de objetos, novos padrões e novas formas de acão. (imagem de SP)

• Kant pontua, que os “objetos mudam e criam diferentes geografias em diferentes épocas”.

• Os conjuntos formados por objetos novos e acões
novas tendem a ser mais produtivos e constituem, num dado lugar, situacões hegemônicas.

• O enfoque do espaco geográfico, como o resultado da conjugacão entre sistemas de objetos e sistemas de acões, permite transitar do passado ao futuro, mediante a consideracão do presente.

O espaço Geográfico, um Híbrido

• Espaco

sistemas de objetos e sistemas de acões

• […]“todo sistema e toda estrutura devem ser abordadas como realidades “mistas” e contraditórias de objetos e de relacões que não podem existir separadamente”.

Uma necessidade Epistemológica: A distincão entre Paisagem e Espaco

• Paisagem X Espaço;

• Paisagem dita como Configuração Territorial;

• Paisagem – conjunto de objetos reais- concreto;

• Espaço – construção horizontal, uma situação única

• Paisagem – distribuição de formas
objetos

• Espaço – intrusão da sociedade nessas formas-objetos

• Paisagem – IMUTÁVEL

• Espaço – MUTÁVEL

• Sociedade – atribuição de novas formas
geográficas – organização do espaço;

• Dialética das formas-conteúdo –
evolução do Espaço.

• “ A paisagem é história congelada, mas
participa da história viva”. p. 107

• Funcionamento da paisagem

• “[…] A paisagem é testemunha da
sucessão dos meios de trabalho, um histórico acumulado. O espaço humano é a síntese, sempre provisória e sempre renovada, das contradições e da dialética social”.

Referência:
SANTOS, Milton. A Natureza do espaço: técnica e tempo, razão e emoção. 4.ed.1. reimpr. — São Paulo: Editora da Universidade de São Paulo, 2004.

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