Arquivo da categoria: Geohistórica – produção

Participação do Geohistórica na V Semana de Geografia UFF Campos

Ocorreu na semana passada, entre os dias 17 e 20 de abril de 2017, a V Semana de Geografia UFF Campos sob o tema “Geografia em Múltiplas Escalas”. Durante a semana, diversas atividades fizeram parte da programação, como oficinas, trabalho de campo, mostra de fotografias, mini-curso, como o que referiu-se à “Geografia do mundo árabe”, ministrado pelo professor Dr. Frédéric Jean Marie Monié (UFRJ), além de palestras e mesas com professores da própria UFF-Campos e convidados.

Também houveram apresentações orais de trabalhos da graduação e da pós-graduação, onde o Grupo de Estudos de Geografia Histórica foi representado pela mestranda Mariana Machado Tavares, com o trabalho intitulado “A favela Baleeira no contexto urbano de Campos dos Goytacazes/RJ: Da formação Geohistórica à transformação em um território ligado ao tráfico de drogas” e também pela estudante do 7º período, Pâmela Souza Cruz, por meio da apresentação do trabalho intitulado “Historicismo: A visão disciplinária de Carl Sauer”, que refere-se à segunda etapa de um trabalho que encontra-se em andamento e tem como objetivo geral, identificar e analisar as contribuições deixadas pelo geógrafo Carl Sauer à geografia histórica. Nesta etapa a proposta foi procurar compreender a matriz disciplinária que fundamentou o pensamento de Sauer, possibilitando desta maneira, estabelecer conexões com as influências sauerianas. 

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Geohistórica no XXII ENEG 2017

Entre os dias 12 e 16 de abril de 2017, ocorreu na UERJ (FFP- Faculdade de Formação de Professores) em São Gonçalo no Rio de Janeiro, o XXII Encontro Nacional de Estudantes de Geografia, sob o tema: “GEOBRASILIDADES: Uma juventude que jamais temerá”. Durante o evento ocorreram diversas atividades, como grupo de discussões, palestras, minicursos, trabalhos de campo, apresentações de trabalhos. Destaque para a Mesa 3: “Geografia sem Temer, o povo no poder”, que contou com a presença de professores como, Dr. Ruy Moreira, Dr. Carlos Walter Porto-Gonçalves, Dr. Floriano José Godinho de Oliveira e o professor Antonio, diretor da Sinpro. As discussões levantadas foram de suma importância, visto o contexto político no qual encontra-se o país. Os professores trouxeram importantes contextualizações em relação ao golpe ocorrido em 1964 e o golpe ocorrido em 2016, e destacaram a importância da luta coletiva em prol de uma mudança significativa deste cenário.

O Grupo de Estudos de Geografia Histórica esteve presente por meio da apresentação da estudante, Pâmela Souza Cruz, com o trabalho intitulado “A Geografia Histórica de Carl Sauer, onde foi destacada a relação entre a geografia histórica e um dos maiores geógrafos do século XX, Carl Ortwin Sauer, por meio da análise de suas obras, que explicitam a importância da dimensão temporal e histórica nos estudos dos fatos geográficos. Na ocasião, as obras analisadas foram, o artigo intitulado“The Morphology of Landscape” (1925) e o discurso realizado em 1940 na Associação de Geógrafos Americana, publicado como“Foreword to historical geography” em 1941. Em ambas as obras, foram identificados elementos que elucidam a geografia histórica, quando o elemento tempo é incorporado como um fator de análise em relação à ação humana sobre o meio, ou uma paisagem natural, transformando-a em paisagem cultural, como é observado na “Morfologia da Paisagem”. Para Sauer, a geografia histórica seria o estudo das áreas culturais , com o objetivo de definir e entender as associações humanas que crescem em áreas e sofreram uma série de mudanças em sua paisagem cultural (Sauer,1941).

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Lançamento do livro O Retorno dos mapas: Sistemas de informação Geográfica em História

Noticiamos o lançamento e parabenizamos os editores do livro O Retorno dos mapas: Sistemas de informação Geográfica em História, editado por Carlos  Valencia  Villa e Tiago Gil e onde o GEOHISTÓRICA tem uma participação com o artigo “As companhias ferroviárias paulistas e a disputa por territórios, 1868 – 1892”,  de Marcelo Werner da Silva.

Abaixo a apresentação do livro:

A ideia de usar mapas para visualizar conhecimento histórico não é nova. Usada de modo esporádico até meados do século XX, muito em função do autor e de sua forma de pensar, seu uso sistemático passou a ser efetivo na segunda metade desse século, nem tanto pela facilidade técnica, mas, especialmente, pelo crescimento da relevância da cartografia como um campo separado da geografia.
Essa coletânea reúne 15 capítulos que abarcam, espacialmente, estudos de Montevidéu, ao sul, até a Ilha de Malta, ao norte, passando pela Amazônia, pelos sertões e pelo litoral atlântico. Temporalmente, os textos vão do século XVI até o começo do XX. Essas amplitudes espacial e temporal explícita a flexibilidade e as possibilidades dos SIGs nas pesquisas dos historiadores.
O leitor perceberá, no decorrer de sua leitura, que este livro apresenta o retorno dos mapas, todos eles diferentes e produzidos segundo as necessidades de cada pesquisa, o que significa, em outras palavras, que nenhum deles foi feito para ilustrar: todos foram construídos como ferramentas de trabalho, são insumo e produto da pesquisa dos historiadores que, sem dúvida, permitem avanços no conhecimento das sociedades do passado.

VALENCIA, Carlos & GIL, Tiago. O retorno dos mapas. Sistemas de informação Geográfica em História. Porto Alegre: Ladeira Livros, 2016.

Fonte: http://lhs.unb.br/lhs/2017/03/27/o-retorno-dos-mapas-sistemas-de-informacao-geografica-em-historia/

Para baixar o livro basta clicar na imagem abaixo:

retornoMapas

Abaixo o índice do livro:

Valencia&Gil. O retorno dos Mapas

Valencia&Gil. O retorno dos Mapas(2)

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Campos dos Goytacazes é uma cidade média?

Campos dos Goytacazes  é uma cidade média?

Por Marcelo Werner da Silva (1)
Dedicado aos/as alunos/as de graduação e mestrado da UFF/CAMPOS
Esta é uma questão que parece não envolver muito polêmica. Mas como muitos aqui efetuam pesquisas sobre Campos dos Goytacazes e a consideram uma cidade média, gostaria de problematizar um pouco a questão. Ela pode também interessar a todos que efetuem pesquisas em cidades que não são as metropoles nacionais ou regionais e que portanto estão envolvidos na discussão sobre as cidades médias.
A discussão sobre o urbano brasileiro, em rápida transformação, ainda é motivo de muita polêmica. Podemos citar como exemplo o conceito de região metropolitana. De um conceito técnico/acadêmico passou a político, sendo que agora há regiões metropolitanas em alguns estados, com cidades-polo de 80 a 100.000 habitantes.
Sobre as cidade médias também ocorre muita discussão, pois é um exemplo de conhecimento em construção, portanto há que explicitar as escolhas realizadas.
O melhor levantamento empírico sobre a rede urbana brasileira é o “Rede de Influência das Cidades” (REGIC), cujo último levantamento, infelizmente, é de 2007. Por esse levamento e de acordo com pesquisadora do IBGE que participou desse levantamento (Maria Luisa Castello Branco) Campos não é considerada uma cidade média. Para essa autora (2), no RJ, temos Macaé, Cabo Frio e Angra dos Reis como cidades médias. Seu corte foi de 100 a 350 mil habitantes. Cidade maiores ou que estão nesta faixa de população, mas que pertencem à região metropolitana do Rio de Janeiro (que se soprepõe a qualquer outra classificação), não são consideradas cidades médias. No caso de Campos ele é considerada mais do que uma cidade média. Ela está entre as 40 maiores aglomerações urbanas do país e por isso chamadas pelo IBGE de Áreas de Concentração de População (ACP). No levantamento citado, cidades nesta condição também não foram consideradas cidades médias.
Claro, há outros levantamentos com outras classificações, como o de Lima e Lemos, que posto abaixo, que considera a faixa entre 100 a 500.000 habitantes. Neste caso Campos estaria classificado como um “Mesopólo industrial ou enclave agropecuário com base industrial não-consolidada, escala interna dos estabelecimentos, pobreza urbana, força de trabalho desqualificada, indústrias weberianas ou tradicionais”. Em outro trabalho coordenado por Lemos, citado no mesmo trabalho, Campos é considerado um “Mesopólo extrativo“.
A discussão aqui é preliminar. O Objetivo é lembrar que, em se tratando de trabalhos acadêmicos, não é possível ter e adotar noções e conceitos sem discussão. Há que contextualizar e explicitar as escolhas teóricas e metodológicas adotadas.
(1) Professor do curso de Geografia do Departamento de Geografia de Campos e dos Programas de Pós-Graduação em Geografia (PPG) e em Desenvolvimento Regional, Ambiente e Políticas Públicas (PPGDAP), Universidade Federal Fluminense, Campos dos Goytacazes/RJ.
(2) BRANCO, Maria Luisa Castello. Cidades Médias no Brasil. In: SPÓSITO, Eliseu Savério. Cidades Médias: Produção do Espaço Urbano e Regional. São Paulo: Expressão Popular, 2006. p. 245-277.
DOCUMENTOS:
REGIC 2007
Livro Cidades Médias e Região.

CIDADES MÉDIAS BRASILEIRAS: CARACTERÍSTICAS E DINÂMICAS URBANO-INDUSTRIAIS de Fabiano Maia Pereira e Mauro Borges Lemos

Cidades médias e pequenas teorias, conceitos e estudos de caso, da Rede Brasileira de Cidades Mèdias (REDBCM)

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Balanço de participação do Grupo de Estudos e Pesquisas de Geografia Histórica na Agenda Acadêmica da UFF 2016

Entre os dia 13 a 23 de outubro de 2016, ocorreu a Semana Nacional de Ciência e Tecnologia, cujo tema fora, “Ciência Alimentando o Brasil”. Durante esta semana, ocorreu o que se chama de Agenda Acadêmica da UFF, onde estudantes participaram de uma sucessão de eventos que tinham por intuito apresentar pesquisas e atividades desenvolvidas dentro da Universidade. Dentre estes eventos, está a XIX Semana de Monitoria, no qual o Grupo de Estudos e Pesquisas de Geografia Histórica esteve presente através da participação da aluna e monitora, que tem suas ações integradas ao Geohistórica, Pâmela Souza Cruz, estudante de graduação em Geografia, orientada pelo professor Marcelo Werner da Silva.

O projeto apresentado na Semana de Monitoria fora intitulado: Suporte Teórico Para Estudantes de Geografia e refere-se a monitoria das disciplinas Sociedade e Natureza, durante o primeiro semestre de 2016, ministrada pelo professor Marcelo Werner aos alunos de Geografia do 1º período, e Teorias da Geografia referente ao segundo semestre de 2016. A disciplina de Sociedade e Natureza procurou tratar das principais visões de mundo, assim como, as relações Homem x Meio durante as distintas fases históricas. Já a disciplina de Teorias da Geografia, busca trabalhar a percepção acerca dos principais conceitos geográficos, como Paisagem, Lugar, Território, Espaço e Região.

Esta participação foi a primeira da aluna enquanto monitora, na qual tinha como atribuições realizar atendimento semanais aos alunos, desenvolver estratégias para o melhor aprendizado dos mesmos, produzir material didático de auxílio e de apoio relacionado aos conceitos geográficos, em especial, o conceito de Paisagem, pesquisado atualmente, onde dedica-se atenção às obras de Carl Ortwin Sauer, tendo também, rendido o artigo “A Circulação Implícita no Artigo A Morfologia da Paisagem de  Carl O. Sauer”.

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Grupo de Estudos e Pesquisas de Geografia Histórica no III CONEPE – Congresso de Ensino, Pesquisa e Extensão

O Grupo de Estudos e Pesquisas de Geografia Histórica esteve presente no III CONEPE – Congresso de Ensino, Pesquisa e Extensão, realizado pelo IFF – Guarus, em Campos dos Goytacazes – RJ, com a participação da integrante do grupo, e estudante de mestrado em Geografia da UFF, Mariana Machado Tavares, orientada pelo professor Dr. Marcelo Werner da Silva.

O trabalho apresentado faz parte da pesquisa desenvolvida pela mestranda, que estuda a favela como um território de resistência, produzido socialmente por grupos que fazem e refazem a cidade mesmo diante das adversidades. Com o título FAVELAS: TERRITÓRIOS DE RESISTÊNCIA QUE VÃO ALÉM DOS ESTEREÓTIPOS, o trabalho visa discutir a favela pela visão dos seus moradores, identificando quem são estes atores sociais, como eles enfrentam os desafios da vida cotidiana e territorializam o espaço onde vivem. A pesquisa pretende dar visibilidade a estes cidadãos alijados dos seus direitos e marcados pelo estigma, que influencia as suas atividades diárias. Entendemos que a favela é um espaço de relações, trocas e valorização simbólica, muito além dos estereótipos e do preconceito.

Para o estudo, elegeu-se a favela Baleeira, presente no espaço urbano de Campos dos Goytacazes – RJ e um dos procedimentos é a busca de documentos que resgatem a história desta favela para a compreensão da sua formação socioespacial e da sua presença na cidade.

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Grupo de Estudos e Pesquisas de Geografia Histórica na Mostra de Pós-Graduação I IFF – UFF e XVI UENF

O Grupo de Estudos e Pesquisas de Geografia Histórica da UFF – Campos dos Goytacazes/RJ, foi representado na Mostra de Pós-Graduação que ocorreu na Universidade Estadual do Norte Fluminense Darcy Ribeiro (UENF) no dia 19/10/2016, através da pesquisa A FAVELA BALEEIRA NO CONTEXTO URBANO DE CAMPOS DOS GOYTACAZES NA VISÃO DE SEUS MORADORES, que está sendo desenvolvida por Mariana Machado Tavares, integrante do grupo, aluna do mestrado em Geografia da UFF – Campos e orientanda do professor Dr. Marcelo Werner da Silva, coordenador do grupo.

A pesquisa apresentada tem como objetivo geral compreender a favela Baleeira no contexto urbano a partir da visão dos seus moradores, investigando como estes reagem diante dos desafios da vida cotidiana e se relacionam com o Estado, o poder local e outros habitantes da cidade.

Um dos procedimentos desta pesquisa é o trabalho com documentos que resgatem a memória da favela Baleeira, a fim de conhecermos e evidenciarmos a sua formação  socioespacial histórica.

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