Próxima reunião do 5 GEGH – 24/04/2012

Após a interrupção para a realização do minicurso Espaço Simbólico: paisagem e representações, realizaremos na próxima terça-feira a quinta reunião do 5° Grupo de Estudos de Geografia Histórica. Na ocasião discutiremos os dois últimos capítulos do livro “Espaço e Método” de Milton Santos. O capítulo 8 trata da “Evolução Espacial como Cooperação  e Conflito em um Campo de Forças” e o capítulo 9 é denominado “Espaço e Distribuição dos Recursos Sociais”. Na tabela abaixo aparecem os participantes com funções especiais nesta reunião, com a primeira coluna de nomes referindo-se aos apresentadores, a próxima aos debatedores e a última a relatoria. A reunião acontecerá na SALA 218 (Prédio Anexo).

24.04.2012 Espaço e Método – Cap. 8 Priscila Alves José Felipe Tatiane
  Espaço e Método – Cap. 9 Bruna Renato, Sabrina e Andrea Tatiane

Reunião do dia 23/11/2011 – Encerramento do Grupo 2011-2

No dia 23/11/2011 realizamos nossa última reunião do semestre. Neste dia discutimos o cap. 23 do livro do Konder, bem como a conclusão do livro. Esta discussão foi capitaneada pelo Hélio, que realizou um balanço da questão da ideologia e trouxe alguns textos complementares do próprio Konder. Ato contínuo realizamos a escolha das temáticas para o próximo grupo de estudos. As opções, já apresentadas, encontram-se abaixo:

Opção 1 – Textos teórico-metodológicos de Milton Santos (livros: “Espaço e Método” [1985] e “Metamorfoses do Espaço Habitado: fundamentos teóricos e metodológicos da Geografia” [1988]) – aprofundamento dos estudos já realizados do livro “A natureza do Espaço: Técnica e Tempo. Razão e Emoção”, abordando textos anteriores que tratam da teoria da geografia;

Opção 2 – A teorização de Ruy Moreira – Livro “Pensar e ser em Geografia: ensaios de história, epistemologia e ontologia do espaço geográfico” (2007) – Pensador da abordagem crítica, esse livro reune sua idéias já apresentadas em outros livros e artigos;

Opção 3 – A teorização de Ana Fani Alessandri Carlos – Livro “A Condição Espacial” (2011) – livro recém-lançado com a teorização da autora, grande difusora no Brasil do pensamento de Henry Lefebvre e de seu conceito de “produção do espaço”;

Opção 4 – Livro “A condição pós-moderna: uma pesquisa sobre as origens da mudança cultural” [1989] de David Harvey – Grande teórico da geografia contemporânea, neste livro, já clássico, reflete sobre as noções de tempo e espaço na modernidade e na pós-modernidade e seus impactos sobre as instâncias cultural e econômica das sociedades pós-industriais;

Opção 5 – Livro “Orientalismo: o Oriente como invenção do Ocidente” [1978], de Edward W. Said – crítico literário palestino radicado nos Estados Unidos. Essa sua grande obra é considerada uma precursora dos chamados estudos pós-coloniais, que passaram a incorporar o ponto de vista dos povos colonizados pelos europeus. Como explicitado no título, coloca que o Oriente foi inventado pelo Ocidente, que com isso passa a rotular as sociedades a leste da Europa com o signo do Outro, do exotismo e da inferioridade;

Opção 6 – Livro “Passagens da Antiguidade ao Feudalismo” (1974) de Perry Anderson. Livro clássico e brilhante deste historiador marxista, que analisa o surgimento do feudalismo na perspectiva de todos os povos envolvidos no mundo antigo, inclusive os povos chamados bárbaros, analisados como formações sociais (e portanto espaciais) diferenciadas.

As opções apresentadas foram votadas por todos os componentes do grupo, vencendo a opção 1. Portanto no próximo grupo de estudos estudaremos dois livros teórico-metodológicos de Milton Santos:
“Espaço e Método” [1985] e
“Metamorfoses do Espaço Habitado: fundamentos teóricos e metodológicos da Geografia” [1988]

Com a discussão destes livros teremos um aprofundamento dos estudos já realizados no grupo, no segundo semestre de 2010, com o livro do mesmo autor “A natureza do Espaço: Técnica e Tempo. Razão e Emoção”
Após esta escolha foi realizado em grupo uma avaliação sobre os debates do semestre, encerrando as discussões. Para encerrar os trabalhos realizados um coquetel de confraternização, comemorando a conclusão com sucesso de mais um grupo de estudos, com um grupo pequeno mas coeso que topou enfrentar a discussão da questão da ideologia. A todas e todos o meu muito obrigado e até 2012!
Marcelo Werner da Silva
Coordenador do Grupo de Estudos de Geografia Histórica
UFF/CAMPOS

Reunião do dia 16.11.2011

Na reunião do dia 16.11.2011 foram discutidos os capítulos 19, 20, 21 e 22 do livro do Konder. A reunião foi secretariada pelo Lucas, cujo texto será lido no início da próxima reunião.
O capítulo 19, que tratou da relação entre Ideologia e Psicanálise foi lido e discutido, tendo em vista a ausência do relator. Já o capítulo 20, que tratou da relação entre Ideologia e Arte foi apresentado pela Priscila, que utilizou o seguinte roteiro:

Roteiro do cap. 20 - Ideologia e Arte

Já o capítulo 21, intitulado de “ideologia e Ética”, foi apresentado pela Ana Carolina, que utilizou o seguinte roteiro:

Roteriro de Apresentação do capítulo 21 - Ideologia e Ética

Na sequencia foi apresentado pelo Martins o capítulo 22, “Ideologia e Cotidiano”, que utilizou o seguinte roteiro para a apresentação:

Roteriro de Apresentação do capítulo 22 - Ideologia e Cotidiano

Link para a mensagem no blog:


Grupo de Estudos de Geografia Histórica
https://geohistorica.wordpress.com/

Temas para debate no próximo semestre

Como estamos próximos do encerramento do grupo no presente semestre, desde já gostaria de agradecer o empenho do grupo que “topou a empreitada” de um tema árido e difícil como é discutir o conceito de ideologia. Para o próximo semestre, gostaria de contar com a opinião de todos sobre os possíveis livros a serem discutidos. Listo abaixo algumas opções, podendo ser sugeridos outros livros:

Opção 1 – Textos teórico-metodológicos de Milton Santos (livros: “Espaço e Método” [1985] e “Metamorfoses do Espaço Habitado: fundamentos teóricos e metodológicos da Geografia” [1988]) – aprofundamento dos estudos já realizados do livro “A natureza do Espaço: Técnica e Tempo. Razão e Emoção”, abordando textos anteriores que tratam da teoria da geografia;

Opção 2 – A teorização de Ruy Moreira – Livro “Pensar e ser em Geografia: ensaios de história, epistemologia e ontologia do espaço geográfico” (2007) – Pensador da abordagem crítica, esse livro reune sua idéias já apresentadas em outros livros e artigos;

Opção 3 – A teorização de Ana Fani Alessandri Carlos – Livro “A Condição Espacial” (2011) – livro recém-lançado com a teorização da autora, grande difusora no Brasil do pensamento de Henry Lefebvre e de seu conceito de “produção do espaço”;

Opção 4 – Livro “A condição pós-moderna: uma pesquisa sobre as origens da mudança cultural” [1989] de David Harvey – Grande teórico da geografia contemporânea, neste livro, já clássico, reflete sobre as noções de tempo e espaço na modernidade e na pós-modernidade e seus impactos sobre as instâncias cultural e econômica das sociedades pós-industriais;

Opção 5 – Livro “Orientalismo: o Oriente como invenção do Ocidente” [1978], de Edward W. Said – crítico literário palestino radicado nos Estados Unidos. Essa sua grande obra é considerada uma precursora dos chamados estudos pós-coloniais, que passaram a incorporar o ponto de vista dos povos colonizados pelos europeus. Como explicitado no título, coloca que o Oriente foi inventado pelo Ocidente, que com isso passa a rotular as sociedades a leste da Europa com o signo do Outro, do exotismo e da inferioridade;

Opção 6 – Livro “Passagens da Antiguidade ao Feudalismo” (1974) de Perry Anderson. Livro clássico e brilhante deste historiador marxista, que analisa o surgimento do feudalismo na perspectiva de todos os povos envolvidos no mundo antigo, inclusive os povos chamados bárbaros, analisados como formações sociais (e portanto espaciais) diferenciadas.

Atenciosamente,
Marcelo Werner da Silva

Reunião do dia 09.11.2011

Na reunião do dia 09.11.2011 foram discutidos os capítulos 15, 16, 17 e 18 do livro do Konder. A reunião foi secretariada pelo Hélio, cujo texto será lido no início da próxima reunião.
O capítulo 15, que tratou da relação entre Ideologia e Linguagem, foi apresentado pela Ana Carolina que utilizou o seguinte roteiro:
A QUESTÃO DA IDEOLOGIA
[Leandro Konder]
Capítulo 15 – Ideologia e Linguagem

· Um dos campos mais rico para se observar os fenômenos ideológicos é o da linguagem.

· As palavras, as inflexões, o modo de construir as frases, cada uma dessas coisas tem a suma própria história. A linguagem põe a nu os valores das sociedades que os criaram e os mantêm vivos.

· É necessária uma maior reflexão sobre a presença do ideológico na estrutura de linguagem.

· O autor apresenta três autores que desenvolveram importantes considerações teóricas sobre o nexo da ideologia com a linguagem: Walter Benjamin, Mikhail Bakhtin e Jürgen Habermas.

· Benjamin atribuía uma significação decisiva à linguagem. Para ele a realidade estava expressa na língua. A teoria benjaminiana da linguagem tem como uma dimensão inequivocamente teológica. Para Benjamin existia a linguagem das coisas (era divina) e a linguagem dos homens (que completava a primeira), no entanto, com a sua aproximação ao marxismo suas formulações foram submetidas a algumas complementações corretivas.

· Para Mikhail Bakhtina linguagem estava sendo sempre criada, e o povo desempenhava um papel absolutamente essencial nesse processo de criação permanente, considerava que as camadas populares aptas para reagir contra a coisificação da linguagem.

· O alemão Jürgen Habermas contrapõe a pretensão de lidar com sujeitos humanos como se fossem coisas. Para o autor a base capaz de nos proporcionar a possibilidade de compreender com alguma objetividade a nossa realidade, a realidade social é a intersubjetividade. A chave que nos abre a possibilidade de compreender a inserção da dinâmica das subjetividades na dinâmica da intersubjetividade é a linguagem. É na linguagem que podemos efetivamente tomar consciência do nosso ser e do nosso ser do mundo.

· Em suma, a linguagem não é só o meio pelo qual nos comunicamos e nos expressamos, é também um elemento constitutivo do que somos. Uma revelação do que somos e como podemos nos tornar. No entanto, a própria linguagem nos Poe diretamente diante da contradição mais evidente: a dela mesma. O paradoxo da linguagem nos ajuda a perceber que a questão da ideologia não pode ser efetivamente resolvida no âmbito exclusivo da linguagem.

Já o capítulo 16, que trata das “Objeções à ideologia”, foi apresentado pela Tatiane que utilizou o seguinte roteiro:

Konder cap. 16 - Tatiane 09.11.11

O capítulo 17, “Ideologia e pós-modernismo” foi apresentado pela Ranna, que utilizou o roteiro abaixo, bem como disponibilizou cópias do artigo “O mundo pós-ideológico” de Slavoj Zizek:

Konder cap. 17 - Ranna - 09.11.11

Por fim o capítulo 18 que abordou a relação entre “Ideologia e História” foi apresentado pelo Lucas, que utilizou o roteiro abaixo:

Konder cap. 18 - Lucas - 09.11.11

Reunião do dia 26.10.2011

A reunião do dia 26.10.2011 foi coordenada pelo Martins e secretariada pela Tatiane, cujo relatório encaminharei posteriormente. Neste dia foram discutidos os capítuloa 12, 13 e 14 do livro do Konder, bem como o Cap. 5 da Marilena Chauí, denominado “A ideologia da competência”. O capítulo 12, sobre a ideologia em Goldmann, foi lido e discutido, tendo em vista a ausência da relatora. O capítulo 13, a ideologia em Habermas foi apresentado por Olavo, que utilizou o seguinte roteiro:

APRESENTAÇÃO DO CAP. 13 – A QUESTÃO DA IDEOLOGIA EM JÜRGEN HABERMAS

· Desenvolveu sua obra a partir da reflexão entre trabalho & interação, e distinguindo a leitura da atuação dos atores e produtores sociais, onde em sua obra define “razão comunicativa” (a importância da comunicação, linguagem, interpretação livre, racional e crítica) ligada a “razão instrumental” (trabalho, ‘atividade mecânica’, limitação, alienação.).

· Para Habermas, o conceito de ideologia surge quando na organização social de classes, a classe dominante (burguesa) legitima seu caráter dominante e utiliza da “razão instrumental” (prisão, ideologia) para em uma população despolitizada aplicar um discurso embasado em razões pragmáticas(através da evolução técnica e científica) justificando as condições liberais de atuação de empresas privadas no Estado.

· “Mundo da vida” é o espaço (abstrato) onde ocorrem as interlocuções comunicativas, onde a linguagem e os símbolos constroem livres é a vivência humana em seu estado ‘puro’, diferente do “Sistema” que é a esfera de criação de ideologias alienadoras.

· Critica a Marx, entendendo que ele não foi completo em sua construção ao identificar que Marx conceitua trabalho e interação somente no meio produtivo, e não expandiu sua criação, manteve-se limitado ao modelo de produção.

· Interpreta também como Marx e Hegel “a subjetividade como princípio. (…) O sujeito conhece os objetos ao fabricá-los, ao dominá-los.”

· “Ele sustenta a idéia de que o pensamento crítico precisa se ligar ao inconformismo, orientando-o no sentido da busca de uma situação de comunicação ‘isenta de dominação’, como seria a ‘situação ideal de fala’(…)” livre, onde a interpretação crítica é fundamental para libertação.
Já o capítulo 14, sobre a ideologia em no Brasil, foi lido e discutido, tendo em vista a ausência da relatora. Por fim foi apresentado o capítulo 5 da Marilena Chauí pelo Hebert, que utilizou o seguinte roteiro:

Reunião do dia 05.10.2011

A reunião deste dia foi secretariada pela Ranna, cujo relato enviarei oportunamente. Neste dia foram apresentados os capítulos 10 e 11 do livro do Konder e o texto de Louis Althusser, “Ideologia e Aparelhos Ideológicos do Estado: Notas para uma investigação”, que iniciou a ser apresentado. O capítulo 10, que trata da Ideologia em Bakhtin, foi apresentado pelo Martins que utilizou o seguinte roteiro:

Konder cap. 10 - Martins - 05.10.2011

Em seguida foi apresentado o Capítulo 11, a Ideologia em Althusser, apresentado pela Ana Carolina que utilizou o seguinte roteiro:

Konder cap. 11 - Ana - 05.10.2011

Por fim Hélio realizou uma introdução à temática contida no texto Althusser, Louis. Ideologia e Aparelhos Ideológicos do Estado: Notas para uma investigação. In: ZIZEK, Slavoj. Um mapa da Ideologia. Rio de Janeiro: Contraponto, 1996. p. 105-142.


Grupo de Estudos de Geografia Histórica
https://geohistorica.wordpress.com/05.

Participação do Grupo na III MOSTRA DE EXTENSÃO IFF UENF UFF – Relatório do dia 19.10.2011

A reunião do dia 19.10.2011 do Grupo de Estudos de Geografia Histórica foi realizada na Universidade Estadual do Norte Fluminense (UENF), em que apresentamos a proposta do Grupo de Estudos na III MOSTRA DE EXTENSÃO IFF UENF UFF. A participação se deu em dois momentos: pela manhã houve a exposição de um banner sobre o GEGH e na parte da tarde aconteceu a apresentação oral por parte da Tatiane e da Ana Carolina. Abaixo fotos do evento:

Tatiane, Ana e Olavo durante a apresentação do banner do GEGH
Tatiane e Ana durante a apresentação oral durante a III Mostra de Extensão UFF-UENF-IFF 2011
Tatiane e Ana durante a apresentação oral na III Mostra de Extensão UFF-UENF-IFF

Relatório da reunião do dia 28.09.2011

A reunião deste dia foi secretariada pelo Hebert, cujo relato reproduzo abaixo:

Prof. Marcelo (coordenador do curso) inicia o encontro, como de costume, lendo o relatório do encontro anterior. Em sequencia, iniciam-se as apresentações com o relator Lucas apresentando os capítulos IV e V. Lucas inicia sua apresentação a cerca de quatro pontos principais abordados por Konder sobre o autor Lukács, dando continuidade apresentou sobre Mannheim sendo bem sucinto nesta segunda parte. Marcelo comenta sobre o formato do texto de Konder – sequencial quanta cronologia nas definições de ideologia dos autores – segue o coordenador aprofundando melhor a fala de Lucas sobre os autores por ele apresentados. Em seguida abre-se para discursão, Priscila relata sobre seu otimismo, concordando com Konder quanto ao poder modificador e revolucionário da classe trabalhadora (Marcelo diz ser essa a intenção do grupo, trazer sua opinião baseado no texto em discursão), já Tatiane elogia a argumentação da Priscila mesmo discordando. Logo após a discursão inicia-se uma discursão sobre assuntos diversos. Principia-se outra apresentação regida por Ranna, apresentando os capítulos VI e VII. Fez comentários bem abrangentes sobre o capitulo VI, abordando diversos pontos do pensamento tanto de Horkheimer quanto de Adorno. Em seguida, a Ranna apresenta o capitulo VII enfatizando o olhar teórico partilhando entre Marcuse e Adorno, sendo o primeiro mais ativista dos movimentos culturais mais diversos. Tatiane adianta alguns comentários quanto ao capítulo que por ela será apresentado, e afirmando os ideais combinados entre Gramsci e Adorno em relação à perda do caráter socialista das nações ditas “socialistas”, Marcelo a auxilia na argumentação. Hélio complementa caracterizando a vinda tardia e confusa dos ideais marxistas ao Brasil, Hélio continua citando diversos movimentos culturais que partilharam do marxismo, e que no Brasil se deram de uma forma muito particular, e que esta forma particular seria, talvez, a correta. Seguindo para a terceira apresentação do encontro Olavo apresenta sobre o capítulo VIII, que diz respeito à ideologia em Walter Benjamin (Marcelo cita sobre a volta no tempo da sequência no livro de Konder), apresentação constrói-se a partir da ideologia por traz até dos meios artísticos – que para lukács era a meio de fugir a ideologia – os quais eram utilizados pelo capitalismo para se proliferar, termina a apresentação com uma citação de Konder, a qual foi bem discutida pelo grupo, que dizia sobre a “salvação” de todos até dos mais corrompidos. Hélio traz de volta, ainda em relação à citação, a “santificação” dos trabalhadores. Marcelo retoma a discursão para a industrialização da cultura, Olavo cita um exemplo de seus amigos produtores de cultura (Rappers) que repudiam esta industrialização. Hélio traz um exemplo de uma banda de forró e junto a outros integrantes do grupo dizem-se a favor de medidas proliferadoras de cultura, que não seguem uma cultura capitalista, como a pirataria. Dando continuidade as apresentações, segue Tatiane apresentando o capitulo IX sobre Gramsci. A relatora faz uma introdução relatando sobre a repressão sofrida por Benjamin e de Gramsci, por parte do nazifascismo. Segue falando sobre a relação de Gramsci e a Ideologia, ressaltando a relação entre Gramsci e Marx. Tatiana ressalta a citação que Konder faz, na qual diz “o socialismo só se aplica por meio da violência”, ressalta também o meio pelo qual Gramsci diz ser o adequado para combater a ideologia, que é conhecer seu inimigo. E finaliza argumentando o objetivo de Gramsci que era o de incentivar uma intervenção consciente e ativa dos de baixo. Marcelo comenta que esta abordagem de Konder quanto Gramsci foge ao de costume. Hélio completa fazendo um diálogo entre o contexto histórico – tanto na Itália quanto na própria Europa – e a teoria de Gramsci, cita que todos somos passiveis de ideologização e também de uma contra ideologização.

Apresentações do dia:

Cap. 4 e 5 do livro do Konder – Apresentação de Lucas:
1. Capítulo 4 – Em Lukács

• Primeiro contato com Marx;
• História e consciência de classe, de 1929 (ensaio sobre a reificação);
• Crítica a Engles;
• A ideologia e a sua abordagem temática do cotidiano.

2. Capítulo 5 – Em Mannheim

• Conservadorismo Ideológico;
• Distorção Ideológica;
• Erro do Marxismo.

Cap. 6 e 7 do livro do Konder – Apresentação de Ranna:
 Capítulo VI
Em Horkheimer e Adorno

• Movimento teórico distinto  Viria a constituir a Escola de Frankfurt¹*
• Dinâmica da Escola de Frankfurt
• Horkheimer- Liderança intelectual (2ª metade dos anos 20)
-Preocupação com a questão da ideologia
• Pesquisas passaram a manifestar nova ênfase: Concentraram-se nos fenômenos sociopolíticos que se verificavam no plano da cultura.
– Duas constatações dolorosas:
1. O movimento operário e as organizações de esquerda não haviam sido capazes de evitar a conquista de Hitler.
2. As ações promovidas por Stalin estavam avançando para uma sociedade totalmente controlada pelo Estado.
• Teoria tradicional e teoria crítica
• O modo de produção capitalista no século XX
• Obra: Dialética do esclarecimento  No século XX, a ideologia dominante e a sua capacidade de impingir ás pessoas uma “ ilusão de harmonia” (págs.: 80,81e 82)
• A indústria cultural
– sobrevivência do capitalismo
– função essencial em sua preservação, reprodução e renovação
• “ A ideologia, assim reduzida a um discurso vago e descompromissado, nem por isso se torna mais transparente, e tampouco, mais fraca. Justamente sua vagueza, aversão quase cientifica a fixar-se em qualquer coisa que não se deixe verificar, funciona como instrumento da dominação” ( Adorno e Horkheimer,1985, p. 138)
• Novas formas da ideologia
• A ideologia na Semicultura.
• O mundo atual para Adorno

 Capitulo VII
Em Marcuse

• O inicio do capitulo – História de Adorno
• O capitalismo com umas das razões para engajar-se nos combates possíveis
• Criticava o totalitarismo e o liberalismo
– Criticas ao Marxismo
• Desenvolve análises desmitificadas do consumismo na sociedade norte- americana
• A nova ideologia dominante assegurava a lucratividade do sistema
• A analise do sistema e da sua ideologia não se desenvolvia absolutamente , em oposição ás analises
de Adorno e Horkheimer haviam dedicado á industria cultural.
– Divergência subjacente
• Mobilização estudantil

Cap. 8 do livro do Konder – Apresentação de Olavo:

Cap. 9 do livro do Konder – Apresentação de Tatiane:

Walter Benjamin morreu em 1940. Pensador alemão foi exilado na França, preso quando tentava fugir para a Espanha pela polícia francesa, após sua prisão se suicidou.
Antonio Gramsci morreu em 1937. Pensador italiano, foi preso pela polícia de Mussolini, passou 10 anos na prisão e só saiu de lá para morrer em uma clínica. Ele foi o fundador do partido comunista da Itália.
Ambos foram vítimas da extrema direita, do nazifacismo.
Gramsci desenvolve a partir de Marx. Para Gramsci, Marx era de um “historicismo absoluto”.
O “senso comum” sua tradição negativa ganha força ao longo dos séculos XVII e XIII. Gramsci admite o bom senso, do senso comum. Porém teme que ele seja superestimado.
Segundo Gramsci: A criação do conceito ideologia, por filósofos franceses estava vinculado a um “materialismo vulgar”.
Ideologia “historicamente orgânica” e ideologia “arbitrária”.
Ideologia x Ciência / Ideologia x Filosofia
Marxismo (filosofia da práxis), não está imune a ideologia.
Elementos da ideologia.
Ideologia para Gramsci, e ideologia para Marx segundo Gramsci.
Gramsci sem dúvida um materialista, porém ele possui a peculiaridade de não desconsiderar as culturas.
Objetivo de Gramsci era incentivar cada vez mais uma intervenção ativa e consciente dos de baixo.

AVISO IMPORTANTE DO GRUPO DE ESTUDOS DE GEO. HISTÓRICA

Prezados participantes,
Devido à VIII Semana Nacional de Ciência, Tecnologia e Inovação, acontecerá na próxima semana na UFF a Agenda Acadêmica UFF 2011, com atividades também de Extensão caso do nosso Grupo de Estudos, que participará da III MOSTRA DE EXTENSÃO IFF UENF UFF. A apresentação do nosso Grupo acontecerá no mesmo horário da reunião de quarta, dia 19/10/2011, a partir das 14 horas no Anfiteatro IV – Centro de Convenções/UENF. Portanto nossa reunião de quarta está transferida para a assistência da apresentação de nosso projeto no horário informado. Por esse motivo teremos que marcar outro dia para a as apresentações que seriam realizadas no dia 19/10. Sugiro os dias 20, 21, 24 ou 25, às 14 horas, motivo pelo qual consulto a todos para saber da possibilidade ou impossibilidade da participação de cada um nos dias citados.
Desde já agradeço o retorno a esse email,
Atenciosamente,
Marcelo