Bolsa de Pós-Doc para o PPG/UFF Campos na área de Geografia Histórica/História do Pensamento Geográfico

Gostaria de divulgar o lançamento de um edital de seleção de uma bolsa PNPD (Pós-Doc) para o programa de Pós-Graduação em Geografia (UFF CAMPOS DOS GOYTACAZES/RJ).

Dentre as áreas de pesquisa está a Geografia Histórica e a História do Pensamento Geográfico, sob a supervisão do coordenador do Geohistórica, o prof. Marcelo Werner da Silva.

Maiores informações na página do PPG:

http://www.ppg.uff.br/index.php/selecao-de-uma-bolsa-pnpd-para-o-ppg-geografia-campos/

 

Relato sobre o Colóquio Brasileiro de Geografia Histórica

A realização do Colóquio Brasileiro de Geografia Histórica, em Campos dos Goytacazes/RJ, nas dependências da Universidade Federal Fluminense e sob os auspícios do Programa de Pós-Graduação em Geografia do ESR/UFF/CAMPOS, revestiu-se de enorme sucesso.

Apesar do pouco tempo de preparação e de coincidir praticamente com o inicio do ano letivo da Universidade Federal Fluminense, teve grande público presente na palestra de abertura, realizada pelo prof. Manoel Fernandes de Sousa Neto (USP) e nas duas mesas redondas, realizadas nas noites dos dias 25 a 27/03/2019.

A mesa redonda do dia 26/03 contou com a coordenação/exposição de Marcelo Werner da Silva (UFF/CAMPOS) e com as exposições de Paulo Roberto Teixeira de Godoy (UNESP-RC) e Carlo Eugênio Nogueira (UFES).

Já a mesa redonda do dia 27/03 contou com a coordenação/exposição  do prof. Glauco Bruce Rodrigues (UFF/CAMPOS) e com as exposições de Doralice Sátyro Maia (UFPB) e André Reys Novaes (UERJ).

No período da manhã dos dias 26 e 27/03,ocorreram duas mesas de comunicações livres. A primeira foi denominada de “A Geografia Histórica de Campos dos Goytacazes/RJ e região”, foi coordenada por Carlos Renato Werneck (UFF/CAMPOS) e contou com os seguintes trabalhos:

  • Transformações na paisagem das regiões Norte e Noroeste Fluminenses: As ruínas da Usina de Cana de Açucar e Álcool de Pureza em São Fidelis (RJ), de Rodrigo PereiraPinheiro da Silva e Elis de Araújo Miranda;
  • Patrimônio Industrial e Paisagem: A Usina São José em Campos dos Goytacazes/RJ, de Bruna Caroline Magalhães de Oliveira, Marcelo Werner da Silva, Elis de Araújo Miranda e Bruno Campos Moraes;
  • O Chuvisco na Geografia Histórica de Campos dos Goytacazes (RJ): Entre potencialidade e possível legitimidade como indicador geográfico, de Wedson Felipe Cabral Pacheco e Raphael Duarte Linhares dos Santos Braga;
  • A Formação Geohistórica da Favela Baleeira em Campos dos Goytacazes/RJ, de Mariana Machado Tavares.

Já a mesa de comunicações livres do dia 27/03/2019 foi denominada de “Fundamentos teóricos da Geografia Histórica” e teve a coordenação de Pâmela Souza da Cruz (UFF/CAMPOS), contando com os seguintes trabalhos:

  • Reflexões sobre História e Geografia em obra de Geografia Histórica, de Roberto Silva de Souza;
  • A Geografia Histórica no período de Sistematização da Geografia Brasileira: uma análise a partir dos periódicos científicos do IBGE: 1935-1945, de Pâmela de Souza da Cruz e Marcelo Werner da Silva;
  • O Evento, as Interações Espaciais e a Produção do Espaço: O caso do Conjunto Habitacional Parque Ermitage em Teresópolis/RJ, de Carlos Renato Ricardo Werneck e Marcelo Werner da Silva;
  • O Capitalismo Mercantil e os Estados Nacionais, de Gabriel Olavo Francisco Forti.

As duas mesas de comunicações livres contaram com o público de alunos da graduação e do programa de pós-graduação em geografia, além da presença dos/das professores/as convidados/as, que contribuiram para o aperfeiçoamento dos trabalhos, com críticas e sugestões construtivas. Além dos participantes das mesas, gostaríamos de destacar o grande trabalho de discussão realizado pela Profa. Mariana Lamego (UERJ), que problematizou todos os trabalhos apresentados.

Finalmente tivemos um debate sobre os rumos da geografia histórica brasileira, que reuniu os/as convidados/as, além do público de alunos de graduação e pós-graduação. Neste debate discutiu-se as diversas abordagens possíveis da geografia histórica e discutidos possíveis projetos conjuntos reunindo os pesquisadores de geografia histórica.

Foi muito elogiado o modelo de evento pequeno, que consideramos complementar aos Encontros Nacionais de História do Pensamento Geográfico e de Geografia Histórica. O propósito deste colóquio foi de reunir pesquisadores e estudantes, divulgar o campo da Geografia Histórica e fortalecer os grupos de pesquisa. Deste modo deve parte de sua inspiração aos Colóquios Nacionais de História do Pensamento Geográfico, organizados em Uberlândia pela profa. Rita de Cássia Martins de Souza.

Finalmente, apesar de não estar na pauta original dos organizadores do evento, surgiu o indicativo da realização de um 2º Colóquio Brasileiro de Geografia Histórica, proposta do prof. Paulo Roberto Teixeira de Godoy, que pretende realizá-lo em Rio Claro entre  meses de março e abril de 2021.

Algumas fotos do evento:

  • Abertura do evento com os organizadores Glauco Bruce Rodrigues e Marcelo Werner da Silva, 25/03/2019
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Abertura do evento com os organizadores Glauco Bruce Rodrigues e Marcelo Werner da Silva
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Abertura do evento com os organizadores Glauco Bruce Rodrigues e Marcelo Werner da Silva
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A platéia, com o palestrante em primeiro plano
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A platéia, com o palestrante em primeiro plano
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O palestrante Manoel Fernandes de Sousa Neto

 

  • A palestra inaugural com o prof. Manoel Fernandes de Sousa Neto
  • A seção de perguntas ao palestrante

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Renato Ricardo Werneck e Pâmela de Souza da Cruz nas inscrições
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Gabriel Olavo Francisco Forti e Bruno Campos Moraes na filmagem
  • Segundo dia, 26/03, período da manhã, primeira mesa de comunicações livres, denominada de “A Geografia Histórica de Campos dos Goytacazes/RJ e região”, coordenada por Carlos Renato Werneck (UFF/CAMPOS)
  • 26/03 à tarde – Debate sobre os rumos da Geografia Histórica, coordenado pelo prof. Glauco Bruce Rodrigues (UFF/CAMPOS)

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  • 26/03 à noite – Mesa-Redonda 1: “O campo da Geografia Histórica: Teoria e
    Método em questão”, com Carlo Eugênio Nogueira (UFES), Paulo Roberto Teixeira de Godoy (UNESP-RC) e Marcelo Werner da Silva (UFF/CAMPOS)

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  • 27/03, manhã – Mesa de Comunicações Livres 2: Fundamentos teóricos da Geografia Histórica, Coordenação: Pâmela Souza da Cruz

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  • 27/03 à noite – Mesa-Redonda 2: “Os campos de pesquisa em Geografia Histórica”
    com Doralice Satyro Maia (UFPB), André Reyes Novaes (UERJ) e Glauco Bruce Rodrigues (UFF/CAMPOS)

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  • E para concluir a foto de encerramento do evento:
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Da esquerda para a direita: Bruna, Mariana, Olavo, Pamela, Roberto, André, Mariana, Marcelo, Glauco, Renato, Carlo, Paulo, Doralice e Bruno.

 

 

Colóquio Brasileiro de Geografia Histórica – prorrogação no envio de comunicações livres

O envio de comunicações livres para o Colóquio Brasileiro de Geografia Histórica poderá ser feito até o final do dia 16/03/2019 e a emissão dos pareceres até o dia 18/03/2019.

Para informações sobre o formato do resumo expandido consultar a circular do evento, constante no seguinte post: https://coloquiobrasgeohistorica.wordpress.com/2019/03/11/coloquio-brasileiro-de-geografia-historica-circular/

Post da página do Colóquio Brasileiro de Geografia Histórica:

https://coloquiobrasgeohistorica.wordpress.com/2019/03/11/coloquio-brasileiro-de-geografia-historica-prorrogacao-no-envio-de-comunicacoes-livres/

Colóquio Brasileiro de Geografia Histórica

O Grupo de Estudos e Pesquisas de Geografia Histórica tem a honra de convidar a todos(as) a participarem do Colóquio Brasileiro de Geografia Histórica, evento que será organizado na cidade de Campos dos Goytacazes/RJ, sob os auspícios do Programa de Pós-Graduação em Geografia da Universidade Federal Fluminense.

Abaixo postamos a 1. circular do evento:

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Circular em PDF: cicular cbgh

O site do evento é: https://coloquiobrasgeohistorica.wordpress.com/

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Relato do último encontro do 14° Grupo de Estudos de Geografia Histórica

Aconteceu o último encontro do 14° Grupo de Estudos de Geografia Histórica, na quinta-feira, dia 06/12/2018, onde foram realizadas às últimas atividades  desta edição, contando com a exibição de uma entrevista do professor Milton Santos à Ana Clara Torres Ribeiro. O encontro ainda contou, logicamente, com discussão do capítulo 18 “A Noção de Tempo nos Estudos Geográficos” e, também, a leitura e debate da conclusão do livro que  discutimos, isto é, o livro Por Uma Geografia Nova, de 1978.

A este encontro, somam-se mais 9 encontros, totalizando, assim, 10 encontros realizados durante esta edição. Quanto ao aqui relatado, contamos com a presença dos participantes Bruna Caroline, Bruno Campos, Leandro Amorim, Martins Virtuoso e Rosânia Barreto. O último dia foi marcado por grandes discussões acerca da categoria Tempo nos estudos geográficos, sendo às discussões orientadas pela proposta metodológica do professor Milton Santos.  Outros pontos foram discutidos, principalmente umas das questões centrais do livro, ao qual Santos (2002, p. 264) se questiona, ao encarar o espaço como uma casa, mas ao mesmo tempo, também como uma prisão do homem, sendo este ponto discutido durante a leitura da conclusão do livro, chamada “A Geografia e o Futuro do Homem”.

Para com o capítulo 18, reserva-se, pontualmente, uma tentativa de entender o espaço como um resultado de diversos sistemas espaciais e temporais, e não somente como uma evolução de variáveis confusas e dispersas no espaço-tempo (Santos, 2002, p. 255). Como resultante desse processo histórico longo e conturbado, o espaço condensaria em sua materialidade uma “acumulação desigual de tempos”, que, por sua vez, é resultado de uma combinação específica de objetos datados em épocas diferentes. Santos (2002, p. 259) nos apresenta novamente a importância do conceito rugosidades, sendo este um importante conceito para se compreender a estrutura em que está inserida os objetos visíveis na paisagem atual. Ele canaliza a interpretação temporal da paisagem, fator esse importante quando se quer analisar refuncionalizações, qual nível de “receptividade” desses lugares, isto é, como se consolidará nos lugares os efeitos desses fluxos atuais  que são cada vez mais complexos e intensos.

Com relação à conclusão do livro, pareceu-nos evidente a tentativa do professor Milton Santos em conceber uma Geografia Crítica, preocupada em “desmistificar” as relações desiguais entre as classes que movimentam-se sobre o espaço (SANTOS, 2002, p. 265). Essa tarefa, como aparece ao decorrer de todo livro, foi uma proposta radical na época do então lançamento do livro. Haviam outras correntes metodológicas que dominavam o saber e o ensino geográfico, e, sendo assim, como escreve o próprio autor, essa tarefa de uma geográfica crítica, com a incumbência de propor uma análise espacial levando em conta como e por quem o espaço é e foi produzido, está além dos artifícios acadêmicos, ela “exige coragem, tanto no estudo como na ação (SANTOS, 2002, p. 267)”. Com efeito, o que tentamos interiorizar e compreender, é a importância do espaço enquanto uma estrutura social como as outras, percebendo em sua rigidez e estruturas permanentes, um tipo de conteúdo que relaciona-se com processos que são resultado tanto de tempos passados quanto de tempos atuais, ou ainda há superposição desses dois tempos. Há, de alguma maneira, sempre um atrito entre o movimento da Sociedade e o Espaço constituído-constituinte (SANTOS, 2002, p. 265).

Outra atividade que fez parte do último encontro desta edição do 14° GEGH foi a exibição da entrevista feita por Ana Clara Torres Ribeiro ao professor Milton Santos. Entre os diversos momentos da entrevista, foi discutida a relação da ciência com a política; A organização espacial produzida pelos agentes atuais; o conceito de espaço banal  proposto por Milton Santos; O papel do cotidiano e sua força manifesta através do lugar; a “inteligência” das técnicas atuais; os diferentes usos do território entre os diferentes agentes, etc. Estes foram alguns dos pontos abordados durante a discussão pós-entrevista, quando fomos levados a discutir o papel da geografia crítica nos tempos atuais.

No mais, à organização do Grupo de Estudos de Geografia Histórica e a todos que ajudaram a construir mais uma edição do Grupo, meus agradecimentos, principalmente por continuarmos nessa busca de sentido por uma Geografia mais viva e mais crítica.

 

Atenciosamente,

 

Bruno Campos

 

Abaixo algumas fotos do encontro realizado no dia 06/12/2018:

 

 

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por uma2