Arquivo da categoria: 06º GEGH 2012-2

Postagens referentes ao 6° Grupo de Estudos de Geografia Histórica (2012-2), que corresponde ao segundo semestre de 2012.

Certificados do Grupo de Estudos de Geografia Histórica de 2012

.Já estão disponíveis para retirada os certificados do Grupo de Estudos de Geografia Histórica de 2012 relacionados abaixo:

  • GRUPO DE ESTUDOS DE GEOGRAFIA HISTÓRICA 2012-1
  • Minicurso: “Espaço Simbólico: Paisagem e Representações”
  • Minicurso: “A Região Norte Fluminense como Objeto de Estudo”
  • Minicurso “Um Novo Olhar na Geografia para os Conceitos e Aplicações de Geossistemas, Sistemas Antrópicos e Sistemas Ambientais”
  • Oficina “O espaço como a Acumulação Desigual de Tempos”
  • Oficina “A propaganda como Recurso Didático Alternativo para o Ensino de Geografia”
  • Minicurso “A teoria dos Dois Circuitos da Economia Urbana: da Proposta à Operacionalização”
  • Equipe de Execução (Colaboradores) do Projeto de Extensão “Grupo de Estudos de Geografia Histórica

Ficaram faltando os certificados do GRUPO DE ESTUDOS DE GEOGRAFIA HISTÓRICA 2012-2, que vieram com problemas e tiverem que ser substituidos, mas que aviso assim que estiverem disponíveis.

Os certificados podem ser retirados na secretaria do Departamento de Geografia de Campos, com o secretário Rafael. Favor apresentar documento de indentificação. Observar  o horário de férias, ligar antes para o telefone 2733-0310 ramal 4103 A relação dos certificados disponíveis pode ser verificada no arquivo abaixo:

Lista de Entrega dos Certificados GEGH 2012-final

Atenciosamente,

 

Marcelo Werner da Silva

Coordenador do Geohistórica

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Balanço do Grupo de Estudos de Geografia Histórica do ano de 2012

Prezados,

Antes de iniciar as atividades do ano de 2013, apresentamos um balanço das atividades de 2012, realizada pela bolsista de extensão do Grupo, Tatiane Cardoso Tavares:

RELATÓRIO FINAL DO PROJETO DE EXTENSÃO GEGH 2012

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Relatório da Reunião do 6º Grupo de Estudos de Geografia Histórica (2012-2) do dia 13.11.2012

No dia 13.11.2012 chegamos ao final do 6º Grupo de Estudos de Geografia Histórica (2012-2). Nesta última reunião foi discutido o último capítulo do livro de Ruy Moreira, “Ontologia – Sociabilidade e espaço: as sociedades na era da terceira revolução industrial”, apresentado por José Felippe. Também foi realizada a avaliação final por todos os participantes. Ao final foi realizada uma confraternização entre os participantes, com direito a música ao vivo promovida pelo Hélio Coelho. Abaixo algumas fotos da reunião:

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Relatório da Reunião do 6º Grupo de Estudos de Geografia Histórica (2012-2) do dia 30.10.2012

No dia 30.10.2012 foram discutidos três capítulos da parte de Ontologia. O capítulo “Ontologia – O mal-estar espacial no fim do século XX”,  foi apresentado pelo Tadeu, que utilizou o roteiro a seguir:

 

Já o capítulo “Ontologia – Ser-tões: o universal no regionalismo de Graciliano Ramos, Mário de Andrade e Guimarães Rosa” foi apresentado por Priscila, que utilizou o seguinte roteiro:

MOREIRA, Ruy. Pensar e Ser em Geografia: ensaios de história, epistemologia e ontologia do espaço geográfico. São Paulo: Contexto, 2007.

CAPÍTULO: SER-TÕES: O UNIVERSAL NO REGIONALISMO DE GRACILIANO RAMOS, MÁRIO DE ANDRADE E GUIMARÃES ROSA

Apresentação: Priscila Viana Alves

Objetivo:

Dar vida geográfica à literatura, sobretudo por entender que nessa interseção se evidencia com mais clareza o espaço-tempo como ser-estar-do-homem-no-mundo = geograficidade

Espaço-temporalidade e literatura

O que possibilita a relação interdisciplinar é o espaço.

Habitualmente o espaço fica abstraído da contextualização de uma obra. A contextualização no tempo só possível quando é estabelecido no espaço. Não existe tempo fora do espaço e espaço fora do tempo. O real é o espaço + o tempo.

Não há obra que fuja disso.

É frequente a referência ao tempo e ao espaço na literatura brasileira.

Machado de Assis, Lima Barreto, Graciliano Ramos, Jorge Amado, Érico Veríssimo, Guimarães Rosa.

Personagens com suas tramas de vida confundidas com seu espaço e tempo, mesmo quando o objeto é a interioridade subjetiva– Grande Sertão Veredas– Fuga simbólica das estruturas espaço-temporais que amarram objetivamente a nossa existência.

Humanidade é humanidade007. no MUNDO.

Mas o que é o espaço nas obras desses escritores? É cenário?

Duas formas como o espaço intervém:

1- Contextualização no espaço-tempo. Exemplo: Dom Casmurro– O espaço é a própria estrutura da real da história.

2-Fazer uso da linguagem do mundo das formas, através dos signos espaciais.

Espaço como expressão do real– O espaço simbólico.

O viver humano é a unidade do simbólico e do real.

Interpretando o mundo pelo simbólico a literatura se aproveita do que a ciência menospreza.

Problema: Tomando de empréstimo a leitura simbólica do espaço a literatura acaba ironicamente por ser uma leitura espaço-temporal do mundo mais eficaz que a da geografia e da história.

Vidas Secas– No simbolismo da fala, o semi-árido objetivo da paisagem externa é a angústia, a opressão, a expulsão do homem da realidade social na paisagem interna e subjetiva do espírito. Na falta da água e seca do rio está a morte subjetivo-objetivo da vida. Espaços externo e interno se fundem e se confundem.

Porquê? A leitura mútua, a unidade objetivo-subjetiva das contradições da existência (des) humana do sertanejo.

A literatura não né alheia à realidade humana, se dela fala com a linguagem subjetiva do signo, isso não quer dizer falar menos da realidade.

São falas sobre o mundo, interpretação-representação do real.

Concepção positivista coloca a ciência e a arte em mundos separados.

Linguagem da ciência– objetiva e rigorosa.

Linguagem da arte– subjetiva e livre.

Nos acostumamos com esse padrão de (des) entendimento.

Falta calor humano a ciência.

Espaço numa leitura não dicotomizada do mundo, unificar a ciência e a arte numa mesma perspectiva de olhar, eliminando a dualidade objetivo-subjetivo da compreensão do homem.

Rico universo linguístico do espaço, tudo é signico.

Nomes das ruas, o desenho urbanístico, a estética das construções, a lógica da distribuição dos arranjos.

Tudo fala do mundo de vivência do próprio homem.

Machado– crítica da monarquia decadente, prenunciando a República.

Lima Barreto– crítica do regime republicano que já nasce gasto, sendo controlado pelas mesmas elites que direcionavam a monarquia.

Mesmo propósito de entender a realidade.

O problema é de paradigma.

“A diferença estaria especialmente no modo próprio de falar da relação da sensibilidade corpórea com o de fora. Trocando em miúdos, o primeiro contato que temos como seres humanos com o mundo se dá através dos sentidos, isto é, através do ato corpóreo de ver, ouvir, cheirar, atear, degustar, que nos faz senti-lo e percebê-lo como mundo. Depois, é através da reflexão inteligível sobre esse mundo dos sentidos que o imediato da percepção adquire o sentido mediato de entendimento. E, então, o aparente se explicita no discurso da teoria. A diferença está em como o cientista e o artista fazem isso: o primeiro descreve e o segundo narra.

A ciência faz o movimento de compreensão pela via do conceito. A arte faz pelo caminho mais livre dos símbolos da significação, enfatizando o sentido e o significado.

Isso não quer dizer que um olhar é mais correto, são apenas diferentes.

O romance brasileiro, em particular o regionalista dos anos 20 aos anos 50, é tão fundamentalmente uma análise crítico-espacial do real nacional quanto o é a melhor literatura das ciências sociais do período. Exemplos: Vidas secas-Graciliano Ramos e Macunaíma-Mário de Andrade—Metamorfose

espacial do povo brasileiro oriunda da industrialização/divórcio da cidade e do campo/ Trajeto rumo a um perfil urbano-industrial.

Diversos olhares imagéticos

Grande Sertão: Veredas, na trilha de uma geografia roseana

A geograficidade: o olhar geográfico sobre o espaço-

Os sertões de Graciliano Ramos, Mário de Andrade e Guimarães Rosa são e não são um mesmo.

O sertão é a geograficidade.

A Literatura talvez seja a forma mais pura de apreensão da geograficidade.

Fazer dialogar a geograficidade do romancista e a geograficidade do geógrafo pode ser assim um exercício dos mais estimulantes para a reflexão em geografia.

A geograficidade é o tão-ser de um ser-tão espacial que com ele(Guimarães Rosa) e por meio dele o geográfico se torna mundo, seja o recorte de sertão em que o homem estiver.

Por fim o capítulo “Ontologia – A identidade e a representação da diferença na geografia” foi apresentado por Mirian, que utilizou o roteiro a seguir:

Assim chegamos ao final da reunião.

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Próxima reunião do 6º Grupo de Estudos de Geografia Histórica (2012-2) – 30.10.2012

Se realizará nesta terça-feira, 30.10.2012, a penúltima reunião do 6º Grupo de Estudos de Geografia Histórica (2012-2). Na ocasição serão discutidos os seguintes capítulos, ficando a cargo das pessoas indicadas as funções do grupo:

30.10.2012 14:00 – 15:50 Ontologia – O mal-estar espacial no fim do século XX Tadeu Andréia Nágila
Ontologia – Ser-tões: o universal no regionalismo de Graciliano Ramos, Mário de Andrade e Guimarães Rosa Priscila Maria Cecília Nágila
16:00 – 17:30 Ontologia – A identidade e a representação da diferença na geografia Mirian Bruna Andréia

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Relatório da Reunião do 6º Grupo de Estudos de Geografia Histórica (2012-2) do dia 23/10/2012

No dia 23.10.2012 tivemos a quarta reunião do 6º Grupo de Estudos de Geografia Histórica (2012-2). a relatoria foi exercida pela Tatiane, cujo relato aparece a seguir:

Reunião do Grupo de Estudos de Geografia Histórica, 23 de outubro de 2012.

A reunião inicia com a leitura do Relatório de Cecília, no qual Priscila realiza algumas considerações.

Martins dá inicio a sua apresentação pedindo desculpas por não ter imprimido folhas para todos, e pede que todos acompanhem no livro. O capítulo apresentado é “Conceitos, categorias e princípios lógicos para o método e o ensino da Geografia” Ele aborda o mundo e ideia de mundo. Onde ele usa como exemplo o relevo sendo o real e a geomorfologia a ideia do real. Ele aborda a consciência da representação, trazendo um quadro de Magrid clássico, e nele possui a imagem de um cachimbo e em baixo a seguinte frase “isto não é um cachimbo”, ele explica que esta frase passa a representação do cachimbo, e não o cachimbo, que o cachimbo é o de verdade. A importância da consciência da representação é desfazer o dogma do conhecimento.

A produção da ideia e a práxis, trabalha o campo de sensível e a o intelectivo. O campo do sensível são sensações que cada um passa, a percepção do mundo a partir de si numa relação dialética, a senso-percepção. Ele aborda a representação do mundo pela religião, relatando que o ser humano torna as coisas concretas a partir dos conceitos que se tem delas.

O conceito vem da relação lógica e interligada com o mundo. A ciência como forma de representação: conceitos, categoria e princípios lógicos.

Forma de representação racional, o método é o caminho que conduz o conhecimento e também e o método é o caminho do conhecimento.

Martins comenta que após a leitura deste texto, ele quase desiste de fazer geografia.

Hélio fala que H2O não é a água mas uma representação da água.

Ele divide o modo de ver e pensar da geografia.

– o clássico

– o modo histórico-materialista (a partir da 1970)

Martins encerra a apresentação falando que não conseguiu dominar o texto.

Priscila debatedora fala que a geografia é uma das formas de representação de mundo, do racionalismo e do impiricismo. Ela faz uma experiência pedindo que todos fechem os olhos e pensem no mundo e em seguida que retirem o mundo da sua cabeça. Na sequencia ela pergunta aos participantes o que imaginaram.

Ana fala que pensou no globo.

Helio questiona que a frase tira o globo, condiciona quem não esta pensando no globo a pensar nele.

José F. Também comenta que não havia pensado no globo.

Priscila diz que o mundo não é algo concreto. Comenta sobre imagem acústica e conceito. Imagem- lugar, fala e conceito como sendo algo concreto.

José comenta que o autor diz que a realidade é a partir do posicionamento.

Ele dá o exemplo de ciência e religião.

Martins fala sobre a visão limitada de mundo, percepção limitada de mundo. Os nossos 5 sentidos.

José F. comenta que a geografia é uma ciência que se encontra em crise desde que nasceu.

Marcelo comenta que no texto que será estudado após o intervalo é possível perceber apontamentos sobre que rumos tomar na geografia.

Em seguida vamos ao intervalo.

Na segunda parte da reunião a relatoria foi exercida pela Nágila, que apresentou o seguinte relato:

Marcelo retoma o grupo e passa para Bruna apresentar o capítulo de Epistemologia “Dialogo com os humanos e os físicos: por um mundo experimentado por inteiro”. E diz que o capitulo propõem uma união entre geografia humana e física.

Bruna inicia a sua apresentação falando que gostou muito do capitulo, pois já tinha lido um artigo do Milton Santos sobre o assunto.

Diz que Ruy terá uma preocupação com a unidade do que com o dialogo e dentro dessa unidade tira um embasamento teórico.

Destaca o que tem em comum entre a geografia humana e física, que seria o conceito da superfície terrestre.

Diz que entre os séculos XIII e XVII a criação da ciência mecânica, que é bem matemático, passa a ser dividido cada tema para estudá-los.

1º Arquitetura de um tempo veio a sucessão matemática e assim um padrão de repetição

2º Espaço como intervalo do tempo passou a atrelar o espaço ao tempo assim veio o espaço como superfície geométrica

3º Arquitetura de tempo-distancia empregadas aos corpos da natureza

4 conceito moderno de homem formando um Homem atópico

Diz que no período Grego-Romano o homem vai ter uma fala discursiva e a natureza vai ser interpretada como divina.

Que no renascimento o homem vai ser desnaturalizado e a natureza vai ser um matemático-mecânico.

Que na primeira fase do capitalismo o homem vai ser a força do trabalho e a natureza a Engrenagem física

Na 2º fase do capitalismo o homem vai ser o fator de produção e a natureza o capital

E no capitalismo avançado o homem vai ser consumidor, a população e estatístico e a natureza um recurso natural, uma mercadoria e utilitária.

Diz que a Física Newtoniana: Os fenômenos vão ser regidos pela lei geral da gravidade e terá um padrão para o sistema das ciências naturais.

Que entre os séculos XIX e XX terá a abrangência do homem e assim as ciências humanas.

Diz que o Arcabouço e fenômenos terá lei que acontece nas coordenadas do tempo e do espaço. Que o problema é que não há leis geográficas.

E a solução é de cunho cartográfico, ficando na região, com mútuo ajustamento dos fenômenos físicos e humanos no espaço.

Em kant e o problema da superfície terrestre, será a geografia moderna, onde a superfície terrestre passa a ser espaço, num sistema empírico que o sistema lógico terá dupla interferência, então o dilema da geografia será: ver a superfície terrestre ou ver o espaço.

Diz que vai ter dificuldade em traduzir conceitos de meio ambiente e espaço, e passar do nível da paisagem para o nível do espaço.

Diz que acha interessante o trecho: “A propriedade privada é a forma geográfica de produção e reprodução do capital, é espaço produzido como mercadoria pelo trabalho assalariado. O espaço geoeconômico (a dimensão espacial) do capitalismo é um espaço concentrado, no campo e na cidade. O mercado, no capitalismo, se expressa, então, como a realização do espaço geoeconômico. O espaço do capitalismo se concentra quando aumenta e aumenta quando se concentra. Por isso, tende a um universo concentrado que por sua vez é desigual.” (Silva, 1991:133)

Diz que antes dos anos 1970, entende-se que a região é um recorte do espaço, resolvendo assim o problema teórico.

E que os conhecimentos setoriais da geografia sistemática encontrariam seu agregado neste conceito

Que Ritter explicar a superfície terrestre a partir dos seus recortes, por meio do método comparativo e do que chamava individualidade regional. → fazendo uma leitura teórica de cada recorte empírico.

 

Fala que Humboldt explica a superfície terrestre, mas por intermédio da interação entre as esferas do inorgânico, orgânico e humano.

 

Que no começo do século XX La Blache surge com a região como conceito-chave do nexo estruturante do geógrafo. E Hettner ressurge com a superfície terrestre, traduzida como uma diferenciação de áreas. (p.125)

Que o nexo estruturante terá um propósito comum de ver na região a unidade dos fenômenos físicos e humanos na superfície terrestre.

 

E década de 1970 a globalização e crise socioambiental,  trará a preocupação teórico-conceitual com a superfície terrestre.

 

Diz terá Renovação dos nexos estruturantes e do viés do diálogo proposto dando ênfase à biosfera,

E supressão pelo conceito de meio ambiente.

 

Fala que na unidade holística Humboldt terá a noção de totalidade dos fenômenos na superfície da Terra num Síntese da vida através da mediação da esfera orgânica trazendo um elo da unidade.

 

Diz que na noção de superfície terrestre como espaço comum do metabolismo da vida e da geografia

Vernadsky conceituará a vida na forma de rocha em reajuste. Dizendo que:; “A vida é um processo geo-químico da terra […]” (Sahtouris, 1991: 72)

 

Que Lovelock dirá que os organismos vivos renovam e regulam continuamente o equilíbrio. Que A vida cria e mantém condições ambientais precisas favoráveis à sua permanência. Hipótese Gaia.

 

Diz que “É necessário integrar num conjunto mais amplo o perímetro a organizar.” (Tricart, 1997: 75)

Que as técnicas será a empiricização do tempo e qualificação precisa da materialidade, tendo como base a sistematização, um único sistema técnico), a globalização.

(Santos, 1994: 33)

 

Fala que o olhar tem que ser focado para ter tema e condição de ser um profissional geógrafo.

 

Diz que especialista de cada nível dessa escala,  cada campo, o geógrafo tomado como nível da mediação holística, realizaria o seu diálogo.

 

Que a nova visão seria a arquitetura holística da espacialidade diferencial.

Que o Geógrafo enfoca na holista-diferenciada do espaço, Dialogando com a sociedade, tendo a Geografia como uma forma de “consciência espacial”.

 

Encerrando sua apresentação.

 

Marcelo explica que a debatedora não veio e abre um debate geral.

Martins diz que são portadores de uma visão mais ampla dos que dos pensadores que estão excluindo essa visão.

Diz que é a primeira vez que ver alguém com essa visão. Passagem do inorgânico para o orgânico, como se fosse coisas muitos diferente, mas não estão tão separados assim, seriam apenas os ciclos da rocha. Comenta um filme sobre a formação da terra. Que eles chamam de poeira cósmica, mas não seria poeira cósmica são blocos de rochas.

Relembra que as primeiras formas de bactéria que geraram o homem vieram do espaço, que pelas condições do planeta a vida foi evoluindo, fala que o homem não se ver como parte de todo.

Luiz Filipe diz que o capitulo discorre como se elimina a dicotomia, que é uma visão  muito interessante. Diz que está tudo relacionado, e cita o carbono.

Marcelo acha interessante a colocação do Ruy, diz que ele faz esse processo da retomada dos clássicos, diz que mapeia todos os autores principais.

Bruna diz que o tempo inteiro foi reformulado, que traz conceito antigo para ser debatido.

Marcelo diz que só com a geografia quantitativa faz parte do movimento de renovação, dando mais ênfase no conceito de espaço mas acaba se formando em espaciologia,

Marcelo Milton se baseia no Tricard, mas pouca gente ler. Que Tricard tem uma abordagem de geografia física.

Encerrando a reunião.

Para o capítulo “Epistemologia – Conceitos, categorias e princípios lógicos para o método e o ensino da geografia”,Martins utilizou o seguinte roteiro:

Uff – Polo Campos

Grupo de Estudos de Geografia Histórica – GEGH

Coord: Prof. Marcelo Werner

Apresentação do texto:Epistemologia – Conceitos, categorias e princípios lógicos para o método e o ensino de geografia.

Autor: Ruy Moreira. In MOREIRA, Ruy. Pensar e ser em geografia; ensaios de história, epistemologia e ontologia do espaço – 2. Ed. – São Paulo: Contexto, 2011.

Apresentador: A. Martins Virtuoso.

CONCEITOS, CATEGORIAS E PRINCÍPIOS LÓGICOS PARA O MÉTODO E O ENSINO DE GEOGRAFIA

“A geografia é uma forma de leitura do mundo” (p.105)

“A geografia e a educação formal concorrem para o mesmo fim de compreender e construir o mundo a partir das ideias que formam dele.” (p.105)

Questões:

“O que são as ideias para a geografia e a escola?”

“O que é o mundo para ambas”

“Em que medida a geografia e a escola se unem e se juntam na tarefa de compreender o mundo como nosso mundo?’

“O que uma oferece a outra?”

Mundo e ideia de mundo

Trabalhamos com as coisas reais a partir das suas idéias, isto é, com a representação que temos do real.

O que é o real? E o que é a ideia?

Ex. Relevo / Geomorfologia

A ideia é o que resulta da nossa relação intelectual com a realidade sensível através do conceito.

Importância da consciência de representação:

1)     Refletir sobre nossas leituras de mundo;

2)     Clarificar o modo como as produzimos e praticamos;

3)     Desfazer o dogma do conhecimento;

4)     Estabelecer os limites da teoria;

5)     Perceber que várias alternativas de representação são possíveis;

6)     Compreender o poder das ideias na transformação da sociedade em que vivemos

A produção da ideia e a praxis

Ideia (formulação filosófica)= resultado da síntesi do campo sensível e do campo intelectivo

Campo sensível: visão, audição, olfato, tato e gustação

Campo intelectivo: (da percepção) – pensamentos e conceitos

Senso percepção – primeira síntesi da realidade do mundo

Práxis – nossa relação com o mundo – nossa prática combinada com nossa teoria numa relação dialética

Mundo e representação

O mundo são as nossas representações

Arte, ciência e religião – formas de representação de mundo

Por meio do conceito as coisas se tornam concretas e determinadas (kosik, 1969; Lefebvre, 1969b)

Figura 1. O problema do objeto e a sua representação

Cópia digital de quadro “La trahison des images”, de 1929, do pintor belga René Magritte (1898-1967)

Fonte: http://www.fotolog.com.br/grama/33462663/ copiado em 26/10/2012

A ciência como forma de representação

“A ciência é uma forma de representação que vê e organiza o mundo através do conceito, restringindo a relação entre a imagem e a fala a esse nível de representação” (p.108)

Método = caminho que conduz ao conhecimento.

Método – expressão da razão na ciência

Ciência = conhecimento metódico

Ideia e representação em geografia

Geografia – ciência que tira sua especificidade de relacionar imagem e fala por meio da categoria da paisagem.

A geografia concebe o mundo como espaço

Espaço = forma de representação de mundo na geografia

Espaço, Paisagem e Territórtio – categorias da representação de mundo na geografia

“Daí que a geografia sempre pareça ficar entre a arte e a ciência, duas formas próximas de representação”.(p.109)

Ver e pensar em geografia: como temos visto e pensado

a)     O modo de ver e pensar clássico:

A geografia é o estudo da relação homem –meio, por meio da organização do espaço pelo homem.

b)     O modo histórico-materialista

A partir dos anos 1970 – esquema de orientação marxista como modo de representação geográfica – fenômenos concebidos como pares dialéticos.

Categorias, conceitos e princípios lógicos da geografia

Relação homem-meio – eixo epistemológico da geografia

Categorias da geografia – paisagem, espaço, território

Princípios lógicos – localização, distribuição, extensão , distância, posição e escala

CATEGORIAS CATEGORIAS DE CATEGORIAS
Espaço Localização, distribuiçõ,distãncia, posição, escala
Território Região, lugar, rede
Paisagem Arranjo, configuração

Apropriedade  do olhar geográfico e o papel do método e da escola

Visão crítica

1)     Os princípios são a base lógica da representação geográfica do mundo;

2)     A paisagem é o ponto de partida metodológico, o plano da percepção sensível dos objetos e seu arranjo, que serão lidos e descritos com a ajuda dos princípios;

3)     O território vem em seguida, a prtir da identificação dos recortes de domínio mapeados no arranjo da localização e distribuição e assim dos sujeitos da paisagem;

4)      O espaço é o resultado final, aparecendo na clarificação do conjunto como uma estrutura qualificada de relações, em cuja base está o caráter histórico da relação homem-meio, a sociedade geograficamente organizada

Já o capítulo “Epistemologia – Diálogo com os humanos e os físicos: por um mundo experimentado por inteiro” foi apresentado por Bruna, que utiizou o roteiro a seguir:

Universidade Federal Fluminense

Polo Universitário de Campos dos Goytacazes

Instituto de Ciências da Sociedade e Desenvolvimento Regional

Departamento de Geografia

Grupo de Estudo de Geografia Histórica

Livro: Pensar e Ser em Geografia

Autor: Ruy Moreira

Aluna: Bruna Caroline Magalhães de Oliveira

Diálogo com os humanos e os físicos:

por um mundo experimentado por inteiro

Preocupação maior da ciência geográfica com a unidade que com o diálogo.

Categoria teórica

O que temos em comum

Geografia Física – Geografia Humana → Laço comum: conceito da superfície terrestre (empírico de Kant)

Clareza da relação entre superfície e espaço → Problema do conceito / Paradigma da ciência

O tema do paradigma

“Era necessário reduzi-lo (o mundo físico) a elementos tais que pudesse ser ordenado em termos de espaço, tempo, massa, movimento e quantidade.” (Mumford, 1992:61)

Entre os séculos XIII e XVII: criação da física mecânica / Conceito de tempo mecânico

1º: Arquitetura de um tempo / Sucessão matemática exata / Padrão de repetição como valor universal

2º: Espaço como intervalo de tempo / Atrelamento do espaço ao tempo / Espaço como suporte geométrico

3º: Arquitetura de tempo-distância emprestada aos corpos da natureza

4º: Conceito moderno de homem – “Homem atópico”[1]

Período Homem Natureza
Greco-Romano Fala, Discursiva Divina
Renascimento Desnaturalizado Matemático-mecânica
Capitalismo (1ª fase) Força-de-trabalho Engrenagem física
Capitalismo (2ª fase) Fator-de-produção Capital
Capitalismo Avançado Consumidor Recurso natural
População Mercadoria
Estatístico Utilitária

Física newtoniana: reino dos fenômenos regidos pela lei geral da gravidade / padrão para o sistema das ciências naturais

Entre os séculos XIX e XX: abrangência do homem / ciências humanas

Arcabouço e fenômenos: lei que acontece nas coordenadas do tempo e do espaço

Problema → Filósofo da ciência → Positivismo / Neokantismo → Não há leis geográficas

Solução de cunho cartográfico → Apelo à região (mútuo ajustamento dos fenômenos físicos e humanos no espaço

Reformulação de paradigmas: segunda lei da termodinâmica (e a lei da entropia)

Kant e o problema da superfície terrestre

Fonte originária da geografia moderna → Superfície terrestre passa a ser espaço / Sistema empírico – Linneus: Sistema lógico

Dupla interferência → Dilema da geografia: ver a superfície terrestre ou ver o espaço

Dificuldades: traduzir conceitos de meio ambiente e espaço, e passar do nível da paisagem para o nível do espaço

As tentativas no caminho

“A propriedade privada é a forma geográfica de produção e reprodução do capital, é espaço produzido como mercadoria pelo trabalho assalariado. O espaço geoeconômico (a dimensão espacial) do capitalismo é um espaço concentrado, no campo e na cidade. O mercado, no capitalismo, se expressa, então, como a realização do espaço geoeconômico. O espaço do capitalismo se concentra quando aumenta e aumenta quando se concentra. Por isso, tende a um universo concentrado que por sua vez é desigual.” (Silva, 1991:133)

“Até antes dos anos 1970, entende-se que a região, um recorte do espaço, resolve o problema teórico.” (p.124)

“Conceito pelo qual os conhecimentos setoriais da geografia sistemática encontrariam seu agregado.” (p.124) → Diálogo

Ritter: explicar a superfície terrestre a partir dos seus recortes (um mosaico de áreas integradas num plano de escala), por meio do método comparativo e do que chamava individualidade regional. → Leitura teórica de cada recorte empírico

Humboldt: explicar a superfície terrestre, mas por intermédio da interação entre as esferas do inorgânico, orgânico e humano.

Começo do século XX: “Com La Blache surge a região como conceito-chave do nexo estruturante do geógrafo. Com Hettner ressurge a superfície terrestre, traduzida como uma diferenciação de áreas.” (p.125)

Nexo estruturante: propósito comum de ver na região a unidade dos fenômenos físicos e humanos na superfície terrestre.

Década de 1970: globalização e crise socioambiental. → Preocupação teórico-conceitual com a superfície terrestre.

Espaço e superfície terrestre

Renovação dos nexos estruturantes e do viés do diálogo proposto / Ênfase à biosfera.

Supressão pelo conceito de meio ambiente.

Haeckel (1886): visão ecológica / reação ao processo da fragmentação

A superfície terrestre como unidade holista

Humboldt: totalidade dos fenômenos na superfície da Terra / Síntese da vida através da mediação da esfera orgânica → Elo da unidade.

Inorgânico geomorfologia-climatologia → Orgânico pedologia- edafologia-biogeografia → Humano agrário-industrial-urbano

A superfície terrestre como o espaço comum do metabolismo da vida e da geografia

Vernadsky: conceito de vida na forma de rocha em reajuste / “A vida é um processo geo-químico da terra […]” (Sahtouris, 1991: 72)

Lovelock: organismos vivos renovam e regulam continuamente o equilíbrio / A vida cria e mantém condições ambientais precisas favoráveis à sua permanência → Hipótese Gaia

“Cada “geografia sistemática” viraria uma escala na mediação do metabolismo integral.” (p.127)

Material rochoso → Sal mineral → Matéria viva → Vida social → Matéria viva → Rocha

Ciclo abiótico-biótico: geografia holista de Humboldt

A escala geográfica: o olhar espacial que dialoga e faz a diferença

“É necessário integrar num conjunto mais amplo o perímetro a organizar.” (Tricart, 1997: 75)

Técnicas: empiricização do tempo e qualificação precisa da materialidade → Base de sistematização (único sistema técnico) → Globalização

(Santos, 1994: 33)

O foco do olhar: tema e condição de ser profissional geógrafo

“Especialista de cada nível dessa escala, o geógrafo de cada campo, tomado como nível da mediação holística, aí realizaria o seu diálogo.” (p. 128) → Nova visão: arquitetura holista da espacialidade diferencial

Geógrafo: enfoque holista-diferenciado do espaço → Diálogo com a sociedade / Geografia como uma forma de “consciência espacial”.

Referência

SOARES, Maria Lucia de Amorim. Da evolução da concepção de natureza do homem na ambiência de uma educação ambiental crítica. UNISO. GT-22: Educação Ambiental.


[1] Para onde vai o pensamento geográfico? Por uma epistemologia crítica. São Paulo: Contexto, 2006.

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Arquivado em 06º GEGH 2012-2, Grupo de Estudos de Geografia Histórica

Próxima reunião do 6º Grupo de Estudos de Geografia Histórica (2012-2) – amanhã, 23/10/2012

Amanhã, 23/10/2012, teremos reunião do 6º Grupo de Estudos de Geografia Histórica (2012-2), em que serão discutidos os seguintes textos: Na primeira parte (14:00-15:50h), teremos a discussão do capítulo “Epistemologia – Conceitos, categorias e princípios lógicos para o método e o ensino da geografia”.  Martins será o apresentador, Priscila a debatedora e Rafael o relator. Já na segunda parte da reunião (16:00-17:30h), teremos a apresentação do capítulo “Epistemologia – Diálogo com os humanos e os físicos: por um mundo experimentado por inteiro”. Bruna será a apresentadora, Gabi a debatedora e Cristiane a relatora.

Aproveito para divulgar a tabela atualizada de funções, que completei com os componentes que ainda estavam sem função definida. Ela ficou conforme abaixo.

Att.

Marcelo Werner da Silva

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