Certificados do Grupo de Estudos de Geografia Histórica de 2012

.Já estão disponíveis para retirada os certificados do Grupo de Estudos de Geografia Histórica de 2012 relacionados abaixo:

  • GRUPO DE ESTUDOS DE GEOGRAFIA HISTÓRICA 2012-1
  • Minicurso: “Espaço Simbólico: Paisagem e Representações”
  • Minicurso: “A Região Norte Fluminense como Objeto de Estudo”
  • Minicurso “Um Novo Olhar na Geografia para os Conceitos e Aplicações de Geossistemas, Sistemas Antrópicos e Sistemas Ambientais”
  • Oficina “O espaço como a Acumulação Desigual de Tempos”
  • Oficina “A propaganda como Recurso Didático Alternativo para o Ensino de Geografia”
  • Minicurso “A teoria dos Dois Circuitos da Economia Urbana: da Proposta à Operacionalização”
  • Equipe de Execução (Colaboradores) do Projeto de Extensão “Grupo de Estudos de Geografia Histórica

Ficaram faltando os certificados do GRUPO DE ESTUDOS DE GEOGRAFIA HISTÓRICA 2012-2, que vieram com problemas e tiverem que ser substituidos, mas que aviso assim que estiverem disponíveis.

Os certificados podem ser retirados na secretaria do Departamento de Geografia de Campos, com o secretário Rafael. Favor apresentar documento de indentificação. Observar  o horário de férias, ligar antes para o telefone 2733-0310 ramal 4103 A relação dos certificados disponíveis pode ser verificada no arquivo abaixo:

Lista de Entrega dos Certificados GEGH 2012-final

Atenciosamente,

 

Marcelo Werner da Silva

Coordenador do Geohistórica

Relatório da Reunião do 6º Grupo de Estudos de Geografia Histórica (2012-2) do dia 13.11.2012

No dia 13.11.2012 chegamos ao final do 6º Grupo de Estudos de Geografia Histórica (2012-2). Nesta última reunião foi discutido o último capítulo do livro de Ruy Moreira, “Ontologia – Sociabilidade e espaço: as sociedades na era da terceira revolução industrial”, apresentado por José Felippe. Também foi realizada a avaliação final por todos os participantes. Ao final foi realizada uma confraternização entre os participantes, com direito a música ao vivo promovida pelo Hélio Coelho. Abaixo algumas fotos da reunião:

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Relatório da Reunião do 6º Grupo de Estudos de Geografia Histórica (2012-2) do dia 30.10.2012

No dia 30.10.2012 foram discutidos três capítulos da parte de Ontologia. O capítulo “Ontologia – O mal-estar espacial no fim do século XX”,  foi apresentado pelo Tadeu, que utilizou o roteiro a seguir:

 

Já o capítulo “Ontologia – Ser-tões: o universal no regionalismo de Graciliano Ramos, Mário de Andrade e Guimarães Rosa” foi apresentado por Priscila, que utilizou o seguinte roteiro:

MOREIRA, Ruy. Pensar e Ser em Geografia: ensaios de história, epistemologia e ontologia do espaço geográfico. São Paulo: Contexto, 2007.

CAPÍTULO: SER-TÕES: O UNIVERSAL NO REGIONALISMO DE GRACILIANO RAMOS, MÁRIO DE ANDRADE E GUIMARÃES ROSA

Apresentação: Priscila Viana Alves

Objetivo:

Dar vida geográfica à literatura, sobretudo por entender que nessa interseção se evidencia com mais clareza o espaço-tempo como ser-estar-do-homem-no-mundo = geograficidade

Espaço-temporalidade e literatura

O que possibilita a relação interdisciplinar é o espaço.

Habitualmente o espaço fica abstraído da contextualização de uma obra. A contextualização no tempo só possível quando é estabelecido no espaço. Não existe tempo fora do espaço e espaço fora do tempo. O real é o espaço + o tempo.

Não há obra que fuja disso.

É frequente a referência ao tempo e ao espaço na literatura brasileira.

Machado de Assis, Lima Barreto, Graciliano Ramos, Jorge Amado, Érico Veríssimo, Guimarães Rosa.

Personagens com suas tramas de vida confundidas com seu espaço e tempo, mesmo quando o objeto é a interioridade subjetiva– Grande Sertão Veredas– Fuga simbólica das estruturas espaço-temporais que amarram objetivamente a nossa existência.

Humanidade é humanidade007. no MUNDO.

Mas o que é o espaço nas obras desses escritores? É cenário?

Duas formas como o espaço intervém:

1- Contextualização no espaço-tempo. Exemplo: Dom Casmurro– O espaço é a própria estrutura da real da história.

2-Fazer uso da linguagem do mundo das formas, através dos signos espaciais.

Espaço como expressão do real– O espaço simbólico.

O viver humano é a unidade do simbólico e do real.

Interpretando o mundo pelo simbólico a literatura se aproveita do que a ciência menospreza.

Problema: Tomando de empréstimo a leitura simbólica do espaço a literatura acaba ironicamente por ser uma leitura espaço-temporal do mundo mais eficaz que a da geografia e da história.

Vidas Secas– No simbolismo da fala, o semi-árido objetivo da paisagem externa é a angústia, a opressão, a expulsão do homem da realidade social na paisagem interna e subjetiva do espírito. Na falta da água e seca do rio está a morte subjetivo-objetivo da vida. Espaços externo e interno se fundem e se confundem.

Porquê? A leitura mútua, a unidade objetivo-subjetiva das contradições da existência (des) humana do sertanejo.

A literatura não né alheia à realidade humana, se dela fala com a linguagem subjetiva do signo, isso não quer dizer falar menos da realidade.

São falas sobre o mundo, interpretação-representação do real.

Concepção positivista coloca a ciência e a arte em mundos separados.

Linguagem da ciência– objetiva e rigorosa.

Linguagem da arte– subjetiva e livre.

Nos acostumamos com esse padrão de (des) entendimento.

Falta calor humano a ciência.

Espaço numa leitura não dicotomizada do mundo, unificar a ciência e a arte numa mesma perspectiva de olhar, eliminando a dualidade objetivo-subjetivo da compreensão do homem.

Rico universo linguístico do espaço, tudo é signico.

Nomes das ruas, o desenho urbanístico, a estética das construções, a lógica da distribuição dos arranjos.

Tudo fala do mundo de vivência do próprio homem.

Machado– crítica da monarquia decadente, prenunciando a República.

Lima Barreto– crítica do regime republicano que já nasce gasto, sendo controlado pelas mesmas elites que direcionavam a monarquia.

Mesmo propósito de entender a realidade.

O problema é de paradigma.

“A diferença estaria especialmente no modo próprio de falar da relação da sensibilidade corpórea com o de fora. Trocando em miúdos, o primeiro contato que temos como seres humanos com o mundo se dá através dos sentidos, isto é, através do ato corpóreo de ver, ouvir, cheirar, atear, degustar, que nos faz senti-lo e percebê-lo como mundo. Depois, é através da reflexão inteligível sobre esse mundo dos sentidos que o imediato da percepção adquire o sentido mediato de entendimento. E, então, o aparente se explicita no discurso da teoria. A diferença está em como o cientista e o artista fazem isso: o primeiro descreve e o segundo narra.

A ciência faz o movimento de compreensão pela via do conceito. A arte faz pelo caminho mais livre dos símbolos da significação, enfatizando o sentido e o significado.

Isso não quer dizer que um olhar é mais correto, são apenas diferentes.

O romance brasileiro, em particular o regionalista dos anos 20 aos anos 50, é tão fundamentalmente uma análise crítico-espacial do real nacional quanto o é a melhor literatura das ciências sociais do período. Exemplos: Vidas secas-Graciliano Ramos e Macunaíma-Mário de Andrade—Metamorfose

espacial do povo brasileiro oriunda da industrialização/divórcio da cidade e do campo/ Trajeto rumo a um perfil urbano-industrial.

Diversos olhares imagéticos

Grande Sertão: Veredas, na trilha de uma geografia roseana

A geograficidade: o olhar geográfico sobre o espaço-

Os sertões de Graciliano Ramos, Mário de Andrade e Guimarães Rosa são e não são um mesmo.

O sertão é a geograficidade.

A Literatura talvez seja a forma mais pura de apreensão da geograficidade.

Fazer dialogar a geograficidade do romancista e a geograficidade do geógrafo pode ser assim um exercício dos mais estimulantes para a reflexão em geografia.

A geograficidade é o tão-ser de um ser-tão espacial que com ele(Guimarães Rosa) e por meio dele o geográfico se torna mundo, seja o recorte de sertão em que o homem estiver.

Por fim o capítulo “Ontologia – A identidade e a representação da diferença na geografia” foi apresentado por Mirian, que utilizou o roteiro a seguir:

Assim chegamos ao final da reunião.

Próxima reunião do 6º Grupo de Estudos de Geografia Histórica (2012-2) – 30.10.2012

Se realizará nesta terça-feira, 30.10.2012, a penúltima reunião do 6º Grupo de Estudos de Geografia Histórica (2012-2). Na ocasição serão discutidos os seguintes capítulos, ficando a cargo das pessoas indicadas as funções do grupo:

30.10.2012 14:00 – 15:50 Ontologia – O mal-estar espacial no fim do século XX Tadeu Andréia Nágila
Ontologia – Ser-tões: o universal no regionalismo de Graciliano Ramos, Mário de Andrade e Guimarães Rosa Priscila Maria Cecília Nágila
16:00 – 17:30 Ontologia – A identidade e a representação da diferença na geografia Mirian Bruna Andréia

Relatório da Reunião do 6º Grupo de Estudos de Geografia Histórica (2012-2) do dia 23/10/2012

No dia 23.10.2012 tivemos a quarta reunião do 6º Grupo de Estudos de Geografia Histórica (2012-2). a relatoria foi exercida pela Tatiane, cujo relato aparece a seguir:

Reunião do Grupo de Estudos de Geografia Histórica, 23 de outubro de 2012.

A reunião inicia com a leitura do Relatório de Cecília, no qual Priscila realiza algumas considerações.

Martins dá inicio a sua apresentação pedindo desculpas por não ter imprimido folhas para todos, e pede que todos acompanhem no livro. O capítulo apresentado é “Conceitos, categorias e princípios lógicos para o método e o ensino da Geografia” Ele aborda o mundo e ideia de mundo. Onde ele usa como exemplo o relevo sendo o real e a geomorfologia a ideia do real. Ele aborda a consciência da representação, trazendo um quadro de Magrid clássico, e nele possui a imagem de um cachimbo e em baixo a seguinte frase “isto não é um cachimbo”, ele explica que esta frase passa a representação do cachimbo, e não o cachimbo, que o cachimbo é o de verdade. A importância da consciência da representação é desfazer o dogma do conhecimento.

A produção da ideia e a práxis, trabalha o campo de sensível e a o intelectivo. O campo do sensível são sensações que cada um passa, a percepção do mundo a partir de si numa relação dialética, a senso-percepção. Ele aborda a representação do mundo pela religião, relatando que o ser humano torna as coisas concretas a partir dos conceitos que se tem delas.

O conceito vem da relação lógica e interligada com o mundo. A ciência como forma de representação: conceitos, categoria e princípios lógicos.

Forma de representação racional, o método é o caminho que conduz o conhecimento e também e o método é o caminho do conhecimento.

Martins comenta que após a leitura deste texto, ele quase desiste de fazer geografia.

Hélio fala que H2O não é a água mas uma representação da água.

Ele divide o modo de ver e pensar da geografia.

– o clássico

– o modo histórico-materialista (a partir da 1970)

Martins encerra a apresentação falando que não conseguiu dominar o texto.

Priscila debatedora fala que a geografia é uma das formas de representação de mundo, do racionalismo e do impiricismo. Ela faz uma experiência pedindo que todos fechem os olhos e pensem no mundo e em seguida que retirem o mundo da sua cabeça. Na sequencia ela pergunta aos participantes o que imaginaram.

Ana fala que pensou no globo.

Helio questiona que a frase tira o globo, condiciona quem não esta pensando no globo a pensar nele.

José F. Também comenta que não havia pensado no globo.

Priscila diz que o mundo não é algo concreto. Comenta sobre imagem acústica e conceito. Imagem- lugar, fala e conceito como sendo algo concreto.

José comenta que o autor diz que a realidade é a partir do posicionamento.

Ele dá o exemplo de ciência e religião.

Martins fala sobre a visão limitada de mundo, percepção limitada de mundo. Os nossos 5 sentidos.

José F. comenta que a geografia é uma ciência que se encontra em crise desde que nasceu.

Marcelo comenta que no texto que será estudado após o intervalo é possível perceber apontamentos sobre que rumos tomar na geografia.

Em seguida vamos ao intervalo.

Na segunda parte da reunião a relatoria foi exercida pela Nágila, que apresentou o seguinte relato:

Marcelo retoma o grupo e passa para Bruna apresentar o capítulo de Epistemologia “Dialogo com os humanos e os físicos: por um mundo experimentado por inteiro”. E diz que o capitulo propõem uma união entre geografia humana e física.

Bruna inicia a sua apresentação falando que gostou muito do capitulo, pois já tinha lido um artigo do Milton Santos sobre o assunto.

Diz que Ruy terá uma preocupação com a unidade do que com o dialogo e dentro dessa unidade tira um embasamento teórico.

Destaca o que tem em comum entre a geografia humana e física, que seria o conceito da superfície terrestre.

Diz que entre os séculos XIII e XVII a criação da ciência mecânica, que é bem matemático, passa a ser dividido cada tema para estudá-los.

1º Arquitetura de um tempo veio a sucessão matemática e assim um padrão de repetição

2º Espaço como intervalo do tempo passou a atrelar o espaço ao tempo assim veio o espaço como superfície geométrica

3º Arquitetura de tempo-distancia empregadas aos corpos da natureza

4 conceito moderno de homem formando um Homem atópico

Diz que no período Grego-Romano o homem vai ter uma fala discursiva e a natureza vai ser interpretada como divina.

Que no renascimento o homem vai ser desnaturalizado e a natureza vai ser um matemático-mecânico.

Que na primeira fase do capitalismo o homem vai ser a força do trabalho e a natureza a Engrenagem física

Na 2º fase do capitalismo o homem vai ser o fator de produção e a natureza o capital

E no capitalismo avançado o homem vai ser consumidor, a população e estatístico e a natureza um recurso natural, uma mercadoria e utilitária.

Diz que a Física Newtoniana: Os fenômenos vão ser regidos pela lei geral da gravidade e terá um padrão para o sistema das ciências naturais.

Que entre os séculos XIX e XX terá a abrangência do homem e assim as ciências humanas.

Diz que o Arcabouço e fenômenos terá lei que acontece nas coordenadas do tempo e do espaço. Que o problema é que não há leis geográficas.

E a solução é de cunho cartográfico, ficando na região, com mútuo ajustamento dos fenômenos físicos e humanos no espaço.

Em kant e o problema da superfície terrestre, será a geografia moderna, onde a superfície terrestre passa a ser espaço, num sistema empírico que o sistema lógico terá dupla interferência, então o dilema da geografia será: ver a superfície terrestre ou ver o espaço.

Diz que vai ter dificuldade em traduzir conceitos de meio ambiente e espaço, e passar do nível da paisagem para o nível do espaço.

Diz que acha interessante o trecho: “A propriedade privada é a forma geográfica de produção e reprodução do capital, é espaço produzido como mercadoria pelo trabalho assalariado. O espaço geoeconômico (a dimensão espacial) do capitalismo é um espaço concentrado, no campo e na cidade. O mercado, no capitalismo, se expressa, então, como a realização do espaço geoeconômico. O espaço do capitalismo se concentra quando aumenta e aumenta quando se concentra. Por isso, tende a um universo concentrado que por sua vez é desigual.” (Silva, 1991:133)

Diz que antes dos anos 1970, entende-se que a região é um recorte do espaço, resolvendo assim o problema teórico.

E que os conhecimentos setoriais da geografia sistemática encontrariam seu agregado neste conceito

Que Ritter explicar a superfície terrestre a partir dos seus recortes, por meio do método comparativo e do que chamava individualidade regional. → fazendo uma leitura teórica de cada recorte empírico.

 

Fala que Humboldt explica a superfície terrestre, mas por intermédio da interação entre as esferas do inorgânico, orgânico e humano.

 

Que no começo do século XX La Blache surge com a região como conceito-chave do nexo estruturante do geógrafo. E Hettner ressurge com a superfície terrestre, traduzida como uma diferenciação de áreas. (p.125)

Que o nexo estruturante terá um propósito comum de ver na região a unidade dos fenômenos físicos e humanos na superfície terrestre.

 

E década de 1970 a globalização e crise socioambiental,  trará a preocupação teórico-conceitual com a superfície terrestre.

 

Diz terá Renovação dos nexos estruturantes e do viés do diálogo proposto dando ênfase à biosfera,

E supressão pelo conceito de meio ambiente.

 

Fala que na unidade holística Humboldt terá a noção de totalidade dos fenômenos na superfície da Terra num Síntese da vida através da mediação da esfera orgânica trazendo um elo da unidade.

 

Diz que na noção de superfície terrestre como espaço comum do metabolismo da vida e da geografia

Vernadsky conceituará a vida na forma de rocha em reajuste. Dizendo que:; “A vida é um processo geo-químico da terra […]” (Sahtouris, 1991: 72)

 

Que Lovelock dirá que os organismos vivos renovam e regulam continuamente o equilíbrio. Que A vida cria e mantém condições ambientais precisas favoráveis à sua permanência. Hipótese Gaia.

 

Diz que “É necessário integrar num conjunto mais amplo o perímetro a organizar.” (Tricart, 1997: 75)

Que as técnicas será a empiricização do tempo e qualificação precisa da materialidade, tendo como base a sistematização, um único sistema técnico), a globalização.

(Santos, 1994: 33)

 

Fala que o olhar tem que ser focado para ter tema e condição de ser um profissional geógrafo.

 

Diz que especialista de cada nível dessa escala,  cada campo, o geógrafo tomado como nível da mediação holística, realizaria o seu diálogo.

 

Que a nova visão seria a arquitetura holística da espacialidade diferencial.

Que o Geógrafo enfoca na holista-diferenciada do espaço, Dialogando com a sociedade, tendo a Geografia como uma forma de “consciência espacial”.

 

Encerrando sua apresentação.

 

Marcelo explica que a debatedora não veio e abre um debate geral.

Martins diz que são portadores de uma visão mais ampla dos que dos pensadores que estão excluindo essa visão.

Diz que é a primeira vez que ver alguém com essa visão. Passagem do inorgânico para o orgânico, como se fosse coisas muitos diferente, mas não estão tão separados assim, seriam apenas os ciclos da rocha. Comenta um filme sobre a formação da terra. Que eles chamam de poeira cósmica, mas não seria poeira cósmica são blocos de rochas.

Relembra que as primeiras formas de bactéria que geraram o homem vieram do espaço, que pelas condições do planeta a vida foi evoluindo, fala que o homem não se ver como parte de todo.

Luiz Filipe diz que o capitulo discorre como se elimina a dicotomia, que é uma visão  muito interessante. Diz que está tudo relacionado, e cita o carbono.

Marcelo acha interessante a colocação do Ruy, diz que ele faz esse processo da retomada dos clássicos, diz que mapeia todos os autores principais.

Bruna diz que o tempo inteiro foi reformulado, que traz conceito antigo para ser debatido.

Marcelo diz que só com a geografia quantitativa faz parte do movimento de renovação, dando mais ênfase no conceito de espaço mas acaba se formando em espaciologia,

Marcelo Milton se baseia no Tricard, mas pouca gente ler. Que Tricard tem uma abordagem de geografia física.

Encerrando a reunião.

Para o capítulo “Epistemologia – Conceitos, categorias e princípios lógicos para o método e o ensino da geografia”,Martins utilizou o seguinte roteiro:

Uff – Polo Campos

Grupo de Estudos de Geografia Histórica – GEGH

Coord: Prof. Marcelo Werner

Apresentação do texto:Epistemologia – Conceitos, categorias e princípios lógicos para o método e o ensino de geografia.

Autor: Ruy Moreira. In MOREIRA, Ruy. Pensar e ser em geografia; ensaios de história, epistemologia e ontologia do espaço – 2. Ed. – São Paulo: Contexto, 2011.

Apresentador: A. Martins Virtuoso.

CONCEITOS, CATEGORIAS E PRINCÍPIOS LÓGICOS PARA O MÉTODO E O ENSINO DE GEOGRAFIA

“A geografia é uma forma de leitura do mundo” (p.105)

“A geografia e a educação formal concorrem para o mesmo fim de compreender e construir o mundo a partir das ideias que formam dele.” (p.105)

Questões:

“O que são as ideias para a geografia e a escola?”

“O que é o mundo para ambas”

“Em que medida a geografia e a escola se unem e se juntam na tarefa de compreender o mundo como nosso mundo?’

“O que uma oferece a outra?”

Mundo e ideia de mundo

Trabalhamos com as coisas reais a partir das suas idéias, isto é, com a representação que temos do real.

O que é o real? E o que é a ideia?

Ex. Relevo / Geomorfologia

A ideia é o que resulta da nossa relação intelectual com a realidade sensível através do conceito.

Importância da consciência de representação:

1)     Refletir sobre nossas leituras de mundo;

2)     Clarificar o modo como as produzimos e praticamos;

3)     Desfazer o dogma do conhecimento;

4)     Estabelecer os limites da teoria;

5)     Perceber que várias alternativas de representação são possíveis;

6)     Compreender o poder das ideias na transformação da sociedade em que vivemos

A produção da ideia e a praxis

Ideia (formulação filosófica)= resultado da síntesi do campo sensível e do campo intelectivo

Campo sensível: visão, audição, olfato, tato e gustação

Campo intelectivo: (da percepção) – pensamentos e conceitos

Senso percepção – primeira síntesi da realidade do mundo

Práxis – nossa relação com o mundo – nossa prática combinada com nossa teoria numa relação dialética

Mundo e representação

O mundo são as nossas representações

Arte, ciência e religião – formas de representação de mundo

Por meio do conceito as coisas se tornam concretas e determinadas (kosik, 1969; Lefebvre, 1969b)

Figura 1. O problema do objeto e a sua representação

Cópia digital de quadro “La trahison des images”, de 1929, do pintor belga René Magritte (1898-1967)

Fonte: http://www.fotolog.com.br/grama/33462663/ copiado em 26/10/2012

A ciência como forma de representação

“A ciência é uma forma de representação que vê e organiza o mundo através do conceito, restringindo a relação entre a imagem e a fala a esse nível de representação” (p.108)

Método = caminho que conduz ao conhecimento.

Método – expressão da razão na ciência

Ciência = conhecimento metódico

Ideia e representação em geografia

Geografia – ciência que tira sua especificidade de relacionar imagem e fala por meio da categoria da paisagem.

A geografia concebe o mundo como espaço

Espaço = forma de representação de mundo na geografia

Espaço, Paisagem e Territórtio – categorias da representação de mundo na geografia

“Daí que a geografia sempre pareça ficar entre a arte e a ciência, duas formas próximas de representação”.(p.109)

Ver e pensar em geografia: como temos visto e pensado

a)     O modo de ver e pensar clássico:

A geografia é o estudo da relação homem –meio, por meio da organização do espaço pelo homem.

b)     O modo histórico-materialista

A partir dos anos 1970 – esquema de orientação marxista como modo de representação geográfica – fenômenos concebidos como pares dialéticos.

Categorias, conceitos e princípios lógicos da geografia

Relação homem-meio – eixo epistemológico da geografia

Categorias da geografia – paisagem, espaço, território

Princípios lógicos – localização, distribuição, extensão , distância, posição e escala

CATEGORIAS CATEGORIAS DE CATEGORIAS
Espaço Localização, distribuiçõ,distãncia, posição, escala
Território Região, lugar, rede
Paisagem Arranjo, configuração

Apropriedade  do olhar geográfico e o papel do método e da escola

Visão crítica

1)     Os princípios são a base lógica da representação geográfica do mundo;

2)     A paisagem é o ponto de partida metodológico, o plano da percepção sensível dos objetos e seu arranjo, que serão lidos e descritos com a ajuda dos princípios;

3)     O território vem em seguida, a prtir da identificação dos recortes de domínio mapeados no arranjo da localização e distribuição e assim dos sujeitos da paisagem;

4)      O espaço é o resultado final, aparecendo na clarificação do conjunto como uma estrutura qualificada de relações, em cuja base está o caráter histórico da relação homem-meio, a sociedade geograficamente organizada

Já o capítulo “Epistemologia – Diálogo com os humanos e os físicos: por um mundo experimentado por inteiro” foi apresentado por Bruna, que utiizou o roteiro a seguir:

Universidade Federal Fluminense

Polo Universitário de Campos dos Goytacazes

Instituto de Ciências da Sociedade e Desenvolvimento Regional

Departamento de Geografia

Grupo de Estudo de Geografia Histórica

Livro: Pensar e Ser em Geografia

Autor: Ruy Moreira

Aluna: Bruna Caroline Magalhães de Oliveira

Diálogo com os humanos e os físicos:

por um mundo experimentado por inteiro

Preocupação maior da ciência geográfica com a unidade que com o diálogo.

Categoria teórica

O que temos em comum

Geografia Física – Geografia Humana → Laço comum: conceito da superfície terrestre (empírico de Kant)

Clareza da relação entre superfície e espaço → Problema do conceito / Paradigma da ciência

O tema do paradigma

“Era necessário reduzi-lo (o mundo físico) a elementos tais que pudesse ser ordenado em termos de espaço, tempo, massa, movimento e quantidade.” (Mumford, 1992:61)

Entre os séculos XIII e XVII: criação da física mecânica / Conceito de tempo mecânico

1º: Arquitetura de um tempo / Sucessão matemática exata / Padrão de repetição como valor universal

2º: Espaço como intervalo de tempo / Atrelamento do espaço ao tempo / Espaço como suporte geométrico

3º: Arquitetura de tempo-distância emprestada aos corpos da natureza

4º: Conceito moderno de homem – “Homem atópico”[1]

Período Homem Natureza
Greco-Romano Fala, Discursiva Divina
Renascimento Desnaturalizado Matemático-mecânica
Capitalismo (1ª fase) Força-de-trabalho Engrenagem física
Capitalismo (2ª fase) Fator-de-produção Capital
Capitalismo Avançado Consumidor Recurso natural
População Mercadoria
Estatístico Utilitária

Física newtoniana: reino dos fenômenos regidos pela lei geral da gravidade / padrão para o sistema das ciências naturais

Entre os séculos XIX e XX: abrangência do homem / ciências humanas

Arcabouço e fenômenos: lei que acontece nas coordenadas do tempo e do espaço

Problema → Filósofo da ciência → Positivismo / Neokantismo → Não há leis geográficas

Solução de cunho cartográfico → Apelo à região (mútuo ajustamento dos fenômenos físicos e humanos no espaço

Reformulação de paradigmas: segunda lei da termodinâmica (e a lei da entropia)

Kant e o problema da superfície terrestre

Fonte originária da geografia moderna → Superfície terrestre passa a ser espaço / Sistema empírico – Linneus: Sistema lógico

Dupla interferência → Dilema da geografia: ver a superfície terrestre ou ver o espaço

Dificuldades: traduzir conceitos de meio ambiente e espaço, e passar do nível da paisagem para o nível do espaço

As tentativas no caminho

“A propriedade privada é a forma geográfica de produção e reprodução do capital, é espaço produzido como mercadoria pelo trabalho assalariado. O espaço geoeconômico (a dimensão espacial) do capitalismo é um espaço concentrado, no campo e na cidade. O mercado, no capitalismo, se expressa, então, como a realização do espaço geoeconômico. O espaço do capitalismo se concentra quando aumenta e aumenta quando se concentra. Por isso, tende a um universo concentrado que por sua vez é desigual.” (Silva, 1991:133)

“Até antes dos anos 1970, entende-se que a região, um recorte do espaço, resolve o problema teórico.” (p.124)

“Conceito pelo qual os conhecimentos setoriais da geografia sistemática encontrariam seu agregado.” (p.124) → Diálogo

Ritter: explicar a superfície terrestre a partir dos seus recortes (um mosaico de áreas integradas num plano de escala), por meio do método comparativo e do que chamava individualidade regional. → Leitura teórica de cada recorte empírico

Humboldt: explicar a superfície terrestre, mas por intermédio da interação entre as esferas do inorgânico, orgânico e humano.

Começo do século XX: “Com La Blache surge a região como conceito-chave do nexo estruturante do geógrafo. Com Hettner ressurge a superfície terrestre, traduzida como uma diferenciação de áreas.” (p.125)

Nexo estruturante: propósito comum de ver na região a unidade dos fenômenos físicos e humanos na superfície terrestre.

Década de 1970: globalização e crise socioambiental. → Preocupação teórico-conceitual com a superfície terrestre.

Espaço e superfície terrestre

Renovação dos nexos estruturantes e do viés do diálogo proposto / Ênfase à biosfera.

Supressão pelo conceito de meio ambiente.

Haeckel (1886): visão ecológica / reação ao processo da fragmentação

A superfície terrestre como unidade holista

Humboldt: totalidade dos fenômenos na superfície da Terra / Síntese da vida através da mediação da esfera orgânica → Elo da unidade.

Inorgânico geomorfologia-climatologia → Orgânico pedologia- edafologia-biogeografia → Humano agrário-industrial-urbano

A superfície terrestre como o espaço comum do metabolismo da vida e da geografia

Vernadsky: conceito de vida na forma de rocha em reajuste / “A vida é um processo geo-químico da terra […]” (Sahtouris, 1991: 72)

Lovelock: organismos vivos renovam e regulam continuamente o equilíbrio / A vida cria e mantém condições ambientais precisas favoráveis à sua permanência → Hipótese Gaia

“Cada “geografia sistemática” viraria uma escala na mediação do metabolismo integral.” (p.127)

Material rochoso → Sal mineral → Matéria viva → Vida social → Matéria viva → Rocha

Ciclo abiótico-biótico: geografia holista de Humboldt

A escala geográfica: o olhar espacial que dialoga e faz a diferença

“É necessário integrar num conjunto mais amplo o perímetro a organizar.” (Tricart, 1997: 75)

Técnicas: empiricização do tempo e qualificação precisa da materialidade → Base de sistematização (único sistema técnico) → Globalização

(Santos, 1994: 33)

O foco do olhar: tema e condição de ser profissional geógrafo

“Especialista de cada nível dessa escala, o geógrafo de cada campo, tomado como nível da mediação holística, aí realizaria o seu diálogo.” (p. 128) → Nova visão: arquitetura holista da espacialidade diferencial

Geógrafo: enfoque holista-diferenciado do espaço → Diálogo com a sociedade / Geografia como uma forma de “consciência espacial”.

Referência

SOARES, Maria Lucia de Amorim. Da evolução da concepção de natureza do homem na ambiência de uma educação ambiental crítica. UNISO. GT-22: Educação Ambiental.


[1] Para onde vai o pensamento geográfico? Por uma epistemologia crítica. São Paulo: Contexto, 2006.

Próxima reunião do 6º Grupo de Estudos de Geografia Histórica (2012-2) – amanhã, 23/10/2012

Amanhã, 23/10/2012, teremos reunião do 6º Grupo de Estudos de Geografia Histórica (2012-2), em que serão discutidos os seguintes textos: Na primeira parte (14:00-15:50h), teremos a discussão do capítulo “Epistemologia – Conceitos, categorias e princípios lógicos para o método e o ensino da geografia”.  Martins será o apresentador, Priscila a debatedora e Rafael o relator. Já na segunda parte da reunião (16:00-17:30h), teremos a apresentação do capítulo “Epistemologia – Diálogo com os humanos e os físicos: por um mundo experimentado por inteiro”. Bruna será a apresentadora, Gabi a debatedora e Cristiane a relatora.

Aproveito para divulgar a tabela atualizada de funções, que completei com os componentes que ainda estavam sem função definida. Ela ficou conforme abaixo.

Att.

Marcelo Werner da Silva

Relatório da reunião do 6º Grupo de Estudos de Geografia Histórica (2012-2) do dia 16/10/2012

Neste dia a relatora foi a Maria Cecília, cujo relato publico a seguir:

Relatório do Grupo de Estudos de Geografia Histórica

Universidade Federal Fluminense

Relatora: Maria Cecília Soares Cruz

Livro Pensar e ser em Geografia – Ruy Moreira

Data: 16/10/2012

As atividades começam com Tatiane lendo o relatório da primeira parte da última reunião, seguida de Nágila que lê o relatório da segunda parte da última reunião.

Logo depois, Marcelo informa que na quinta dia 11/10 teve a oficina do grupo e que não foi muita gente.

Ocorre uma mudança na ordem das apresentações devido ao fato de que Priscila precisou sair mais cedo para participar da semana de licenciatura.

Posteriormente Priscila começa sua apresentação sobre “As categorias espaciais da construção geográfica das sociedades”, falando que o capítulo é bem geográfico e como a sociedade cria o espaço geográfico que lembra Milton Santos.

Ela mostra algumas figuras da história do espaço ocidental, mostrando a evolução das cidades, em três partes.

Diz que as práticas espaciais são ações feitas pela sociedade.

Para Ruy Moreira a construção geográfica se dá em três fases: montagem, desenvolvimento e desdobramento, sendo que este último está em reestruturação permanente.

Ela fala que para geografizar temos que marcar um ponto. A prática da seletividade se dá na fase da montagem e no nomadismo não ocorre isso, pois passa a ocorrer com a sedentarização das sociedades, com o surgimento da agricultura.

A seletividade dá origem aos cheios e vazios, pois a escolha do local tem uma lógica, uma explicação. Ela cita um exemplo de que uma pessoa fica em determinado lugar, que fica perto de um rio porque é útil para ela.

Depois ela começa a explicar a fase do desenvolvimento, que se subdivide em tecnificação, que é o desenvolvimento de técnicas para o trabalho; em diversidade, que diz que o espaço nasce diverso, ele não é uno; em unidade, que defende que o espaço é uno, porque ele é simbólico, pois para cada um ele tem um significado; em tensão, que é a oposição entre diversidade e unidade; em hegemonia, quando um local se torna central; em recorte e o território, que é a empirização do espaço para estudá-lo; em escala, que tem vários níveis e por último em reprodutibilidade, que ocorre quando o espaço passa de determinado para determinante.

Por último ela fala da última fase, a do desdobramento, que se divide em mobilidade, ela explica exemplificando, citando o êxodo rural; em urbanização; em compressão, que é a era da informação reduzindo as distâncias; em fluidificação, que ocorre quando as barreiras se dissolvem, e ela diz que depende para que e para quem; em hibridismo, que diz que cada cidade contém outras cidades a ponto de criar outros lugares e a sociodensificação, onde o espaço é fluído, liso e hibrido, se adensando socialmente.

Para concluir ela fala da reestruturação permanente, onde o equilíbrio espacial se modifica.

Começa o debate, onde Marcos pergunta a Priscila em que fase estaria o Porto do Açu e ela responde que na parte da reestruturação, pois em São João da Barra tudo é fluído.

Marcos cita que a Arthur Bernardes antes era tudo mato. Priscila fala que as fases de Ruy Moreira são apenas didáticas, não existem. Ela disse que Eike, usou a lógica da seletividade ao escolher o Açu para o Porto.

Marcelo e Mirian disseram que Priscila apresentou muito bem, considerando que sua parte era muito grande.

Marcelo fala que o Porto está dentro de um espaço já concebido, então não está na fase da montagem, pois já existia uma lógica capitalista antes, só iria começar tudo de novo se caísse uma bomba.

Marcelo diz que a agricultura gera excedentes que gera cidades que desemboca numa complexa relação do trabalho com a revolução industrial.

Priscila diz que Ruy, deveria colocar o texto sob uma perspectiva mais histórica e não tão epistemológica. Marcelo fala que o espaço começa com o binômio seleção/distribuição.

Priscila diz que o valor da moeda no espaço se dá através da técnica.

Bruna fala que Ruy tem uma dinâmica de fragmentar para explicar tudo depois; e Priscila conclui dizendo: “Mas quando ele junta…”.

Luis Felipe fala que com a criação dos impérios criam-se símbolos; Nesse caso a moeda tem um valor cultural e ainda não tem ligação com o capitalismo.

Marcelo diz que a moeda tem um valor de unidade.

Bruna, Nágila e Martins divagam sobre a genialidade de Ruy Moreira.

Mirian pergunta o que é recorte e Marcelo exemplifica, citando um fazendeiro que acha que na sua fazenda quem manda é ele, não sendo aplicáveis as leis do governo.

Prosseguindo, temos o intervalo e depois voltamos para a apresentação de Nágila, que fala sobre “A geografia serve para desvendar máscaras sociais”. Ela começa citando Yves Lacoste, que denuncia o caráter da Geografia escolar de mascarar o capitalismo.

Fala que o espaço fica de acordo com sua economia, pois, por exemplo, a fábrica não faria sentido no modo de produção feudal.

Diz que o espaço é um ente social, com valores de uso e valores de troca.

Explica que ao transformar a natureza o homem se transforma de um ser animal para um ser social.

A formação social se dá num conjunto de interações, dentre as quais homem- meio e homem-homem.

Diz também que temos o espaço e a acumulação quando o homem produz e consome e conclui dizendo que o espaço geográfico é criado.

A debatedora Bruna começa dizendo que ela gostou muito dessa parte. Ela lança questões para o debate:

– Como se pode propor essa teoria

Social?

Como analisar o homem separado do meio?

-Reprodução simples e ampliada.

Bruna fala sobre um filosofo, mas ela não consegue pronunciar o nome direito, aí algumas pessoas tentam ajudá-la a pronunciar.         Hélio diz que se trata de uma filosofa e que tinha um livro pirata dela (ele diz pirata, porque entrava clandestinamente no país durante o regime militar), que ela é estruturalista e aplicava Althusser de forma reducionista; Como entender separado o que é junto? Como as pessoas nos anos 1950 achavam que tudo era pronto sem pensar em uma formação histórica? O drama dos professores de história que davam aula de Geografia sem ter uma noção de conceitos geográficos e diz que as pessoas falam sobre como é difícil ler o capital.

Luis fala de que hoje as pessoas geram necessidades, que não precisam e diz que Ruy Moreira usa uma linguagem científica.

Helio fala que há muito tempo atrás a Baleeira ficava muito afastada do resto da cidade e hoje ela se integra ao resto da cidade devido à complexa relação de trabalho.

Marcelo encerra a reunião e avisa que na quinta dia 18 vai haver apresentação de banners na Uenf.

Nágila utilizou o seguinte roteiro para apresentar o capítulo “Epistemologia – A geografia serve para desvendar máscaras sociais”:

Introdução

Ruy Moreira chama atenção para o livro de 1977 de Yves Lacoste.

Yves Lacoste denuncia a função da geografia escolar e universitária de “mascarar” a verdadeira utilidade da Geografia que seria:

  • Análise do espaço para a condução da guerra
  • Organização do Estado
  • Prática do poder (A prática das empresas capitalistas)

Era necessário desmascarar, para a Geografia não se passar por inútil.

O desafio então era propor uma teoria do espaço que fosse uma teoria social. (p.62)

Os termos da questão

  • Por detrás de todo arranjo espacial estão relações sociais (Relações de classe)
  • O espaço é história, pois é parte fundamental do processo de produção social e da estrutura de controle social.
  • Formação Espacial (FE) e Formação Econômico Social contém e está  contida, pois apresentam as mesmas estruturas e leis de movimento.
    • É possível perceber através dos elementos do arranjo espacial (os objetos espaciais) a fusão do Espaço com a Formação Econômico Social:
      • Fábrica (Instancia Econômica)
      • Tribunal (Instancia jurídico-politico)
      • Igreja (Instancia Ideológico Cultural)

 

A lógica do Arranjo Espacial reproduz a própria ordem do modo de produção a que pertencem e só tem sentido na totalidade em que estão inseridos. Ex.: A fábrica moderna jamais seria um objeto espacial encontrado na paisagem de uma Formação econômico-social feudal.

Objeto e Objetivo da Geografia

 

  • O objeto da geografia é o espaço
  • O objetivo é conhecer a estrutura e as leis de movimento da FES por intermédio do espaço

Yves Lacoste faz uma crítica: Como os geógrafos tinham a noção de espaço como o chão da geografia durante o tempo, sem ter dotado um mínimo rigor teórico e metodológico e epistemológico usado como instrumento e transformações das sociedades.

A Geografia é uma ciência Social

 

  • A geografia tem como objeto o espaço, Ora o espaço é essencialmente um ente social.
  • O espaço não é suporte, substrato ou receptáculo das ações humanas e não se confunde com a base física. O espaço geográfico é um espaço produzido.
  • Os objetos de ordem natural são os únicos que não derivam do trabalho social. São valores de uso na construção de uma sociedade humana ou para a produção de valores de troca em uma sociedade mercantil.

“Primeira natureza” integra a própria base social da sociedade humana

O espaço como produtosocial.

 

  • As necessidades físicas humanas (sede, fome, frio) são supridas pela intervenção humana na natureza, isso dá ao espaço geográfico seu caráter social.
  • Ao transformar a “primeira natureza”, transformam-se a si mesmos.
  • O trabalho social (coletivo) é o agente de transformação de um ser animal para um ser social.

Por isso a formação espacial deriva de um duplo conjunto de interações articuladas:

  • O conjunto das interações homem-meio;
  • O conjunto das interações homem-homem.

Relação homem-meio:

  • A obtenção dos bens de subsistência humana implica a intervenção no meio natural, extraindo inicialmente e também  através da transformação crescentemente complexa;

Relação homem-homem:

  • O trabalho social implica em uma divisão do trabalho, que supõe a definição do que produzir, como produzir e como distribuir a riqueza produzida coletivamente.

Espaço social e espaço-tempo

 

  • Todo objeto tem dupla dimensão: espacial e temporal.
  • Porém ao abstrair a relação homem-meio do tempo (não considerando a historicidade dos fatos) o espaço se transformou em um espaço congelado(crítica de Foucault).
  • Através da dialética do espaço-tempo podemos acompanhar os processos e os estágios de desenvolvimento das formações espaciais enquanto estágios diferentes da relação homem-meio no tempo.

Espaço e acumulação

 

Para que a produção seja um processo contínuo é necessário que a produção gere bens de consumo (Produção) e os que garantam a continuidade (Reprodução).

  • Reprodução simples(agricultura de subsistência, artesanato, etc.)
  • Reprodução Ampliada(processo de produção se repete de forma mais vasta, gerando Acumulação).

No modo de produção capitalista os objetos espaciais são meios de produção e reprodução do capital, ou seja, veículos por meio dos quais a força de trabalho operária produzindo mercadorias,

produz mais-valiae sua incorporação ampliada ao capital.

Portanto controle espacial significa o próprio controle da reprodução da sociedade capitalista como um todo e o seu uso, a garantia que servirão à reprodução do capital.

  • Modo de Produção

Unidade das forças produtivas e das relações sociais de produção em dada formação espacial Ex.: Capitalista, Feudal.

 

  • Relações de produção

Indicam a quem pertencem os meios de produção e expressam as relações que os homens travam entre si no processo de trabalho

  • Forças Produtivas

Elementos utilizados pela sociedade para transformar

a natureza para a obtenção dos bens materiais.

Compreendem:

  • Meios de produção: conjunto formado pelos:
  • Meios de trabalho:engloba os:
  • Instrumentos de produção (máquinas, ferramentas),
  • As instalações (edifícios, armazéns, silos etc),
  • As fontes de energia utilizadas na produção (elétrica, hidráulica, nuclear, eólica etc.) e
  • Os meios de transporte.

 

Objetos de trabalho:elementos sobre os quais ocorre o trabalho humano (matérias-primas minerais, vegetais e animais, o solo etc.)

 

  • Força de trabalho humana

 

Espaço e reprodução estrutural

 

Para a manutenção social é necessário uma estrutura de produção duradoura e definitiva.

Da relação com o processo de produção reprodução social decorrem as relações recíprocas entre FES e FE.

A produção é feita em razão das necessidades de consumo. Como os bens desaparecem sob o ato do consumo, o processo de produção se repete continuamente, isto é, se REPRODUZ.

As relações de produção serão relações entre proprietários iguais ou não, surgindo no segundo caso uma estrutura social de classes.

Nesse caso ao se reproduzirem as relações econômicas no processo de produção, também se reproduz a própria estrutura de classes.

Para que não haja risco de ruptura na continuidade da produção, surge a superestrutura com suas relações sociais, jurídicas, políticas, ideológicas e

culturais para garantir as relações da base (e de classe).

O espaço geográfico intervém, portanto, como regulador. Da produção (arranjo econômico) e ali do controle social (arranjo ideológico-cultural e jurídico-político).

Reprodução espacial e estruturas de relação

Analogia entre o arranjo espacial e uma quadra poli-esportiva.

Em uma quadra poliesportiva o arranjo espacial de cada esporte será diferente, pois as “leis” de cada esporte são diferentes. Também o arranjo espacial muda para cada FES.

O modo de reprodução espacial

 

Formação Econômico-social (FES)

 

3 níveis de relações (instâncias) Formando a

Totalidade:

  • Superestrutura
    • Instância jurídico-política
    • Instância cultural-ideológica
    • Infraestrutura
      • Instância econômica

Por isso qualquer fenômeno social é, ao mesmo tempo, econômico, jurídico-politico e ideológico-cultural, sendo o espaço a síntese projetiva desses três níveis de relação.

A formação espacial como teoria e método

 

  • A proposição é a de uma teoria do espaço que se fundamente nas três facetas de uma mesma realidade, todas orientadas no sentido do arranjo espacial: a FES, o MP e a FE.
  • A Formação econômico-social pode ser definida como “um complexo organizado de modos de produção” (com um dominante, no caso atual, capitalista).

Já o capítulo “Epistemologia – As categorias espaciais da construção geográfica das sociedades” foi apresentado por Priscila, que utilizou o seguinte roteiro:

As categorias Priscila.

Próxima reunião do 6° Grupo de Estudos de Geografia Histórica será na terça, 16/10

Estou confirmando a reunião da próxima terça-feira, 16/10/2012, mesmo que a Agenda Acadêmica nos faça mudar de sala.

Neste dia discutiremos, das 14:00h às 15:50h, o capítulo “Epistemologia – A geografia serve para desvendar máscaras sociais”. A apresentação será realizada por Nágila, debatida por Bruna e relatada por Gabi.

Já das 16:00 às 17:30h discutiremos o capítulo “Epistemologia – As categorias espaciais da construção geográfica das sociedades”. A apresentação será realizada por Priscila, debatida por Rafael e relatada por Maria Cecília.

Portanto o ponto de encontro é na sala de sempre, a 207, que poderá ter que ser trocada devido às atividades da Semana Acadêmica.

Att.

Marcelo

Relatório da 2ª reunião do 6° Grupo de Estudos de Geografia Histórica (2012-2) – 09/10/2012

No dia 09/10/2012 realizamos a segunda reunião do Grupo de Estudos do 2. semestre de 2012. Na primeira parte da reunião a relatora foi Tatiane, cujo texto aparece a seguir:

A reunião inicia com o relato da reunião do anterior feita por Nágila. Em seguida damos inicia a apresentação do Gabriel Olavo sobre a “Renovação da Geografia Brasileira no período em 1978-1988.”

Olavo inicia a sua apresentação relatando sobre a necessidade se ter noções básicas de história e saber os conceitos de história do pensamento geográfico e teorias do pensamento geográfico.

Depois ele fala que o trabalho foi elaborado para o ENG de 88, e que o debate sobre este assunto foi nulo no ENG de 88.

O segundo ponto abordava sobre a o Encontro de 1978 da AGB, para a fundamentação dos saberes geográficos, apontamentos sobre os problemas na geografia. Ele faz citações da página 25.

Yves Lacoste, em seu livro “A geografia serve antes de  mais nada para fazer a guerra”, a contradição entre a prática de esquerda. (pag. 26)

O espaço deixa de ser uma categoria isolada e passa a ser relacionado com a ação do homem, período de incentivo a renovação.

Ele comenta sobre a importância das revistas, e a retomada de conceitos científicos. Fala que Ruy Moreira faz uma base sistemática de ideias, retomando questões de Milton Santos sobre o neorelativismo. Sua historicidade no próprio espaço do pensamento geográfico.

Ausência do uso e da abordagens de alguns conceitos, como por exemplo a cartografia.

O espaço como uma acumulação desigual, uma reformulação através de construções teóricas.

Miriam comenta sobre não abordagem de alguns conceitos deixando de lado alguns saberes necessários para a análise das estruturas. E sobre o espaço geográfico e o território.

Martins o debatedor comenta sobre o texto ser um exemplo de periodização. E que em 78 foi o ano da renovação da geografia. Onde Santos lança nesse encontro o livro “Por uma geografia nova”, a geografia estava meio sem rumo. E que haviam vários navios apontando para várias direções. E que era necessário um rumo.

A redescoberta da geografia, e que algumas vezes a crise é bem vinda. Pois é na crise que por muitas vezes surgem inovações, melhorias.

Nos anos 70 eram anos de ditadura militar, não havia geografia e nem história no ensino médio. Ele comenta sobre o livro “A geografia serve antes de mais nada para fazer a guerra”, que o livro vem tirando o chão de todos os geógrafos e que explica que os conceitos geográficos sempre foram muito bem utilizados pelo Estado.

A geografia do professor era uma geografia voltada para o Estado, o poder vigente é um conhecimento direcionado. Cabe o pensamento sobre como se ensinaria geografia aos alunos. Critica também a teorética quantitativa da época. A população é ser humano, sociedade. São milhões de pessoas que habitam o mundo.

Lefebvre e analise da relação de produção de proprietários e os meios de produção. Durante os anos 70 as revistas tinham sido muito importantes para que pudesse publicar os seus ensaios.

O livro do Milton Santos, o segundo momento seria o Quaine, a elucidação da essência do espaço geográfico.

A bibliografia básica que a geografia recebeu nessa renovação foi do Lacoste, Milton e Quaine.

A ideia da relação com o mapa tem muita conexão com o ensino em geografia.

Marcelo comenta sobre os erros que ele achou na página 27 estruturalismo não é anti-histórico. O positivismo é anti-historicista, o positivismo ele isola as questões. É tipo uma ideologia do progresso.

Para se chagar a um ponto tem que se retomar o passado, o estruturalismo vem pela formação marxista.

Rafael pergunta sobre a geografia da fome de Josué de Castro, a Cartografia Social. O espaço enquanto uma materialidade, o espaço como coisa, como objeto.

Martins o espaço existe, como uma ontologia do espaço. Isso vira uma coisa quase que um personagem, um ser.

Tadeu fala sobre o fato de Lacoste ser francês e que o regime militar podou muito os geógrafos, imprensas.

Para Marcelo a geografia regional seguia os resquícios dos regime militar.

Ana confirma que há realmente uma cartografia da fome, até comenta sobre o professor Malagodi e as suas pesquisas.

Martins comenta sobre a geografia institucionalizada, os temas sociais são possíveis de serem cartografados.

Marcelo segue destacando alguns pontos, falando sobre o roteiro das rupturas e aborda sobre ele falar que existem sete temas, no entanto  Marcelo só encontra 5 temas no texto.

Marcelo diz que ele faz uma espécie de balanço sobre esses autores e a sua influencia na geografia.

Miriam pergunta o que seria um truísmo filosófico?

Gabby comenta que o termo aparece também sobre o uso do termo também na página 37.

Marcelo explica sobre o truísmo ser um termo que representa autoevidente.

Marcelo comenta sobre o fenômeno da desterritorialização. A relação dialética, entre sujeito objeto, sociedade e espaço, que são ao mesmo tempo determinados e determinantes. O espaço organiza a sociedade, mas o espaço só pode organizar a sociedade se antes a sociedade organizar o espaço.

Tadeu, o ser cria determinados locais e que depois sofrem influencia do que eles criaram.

Marcelo cita o exemplo dos índios, sobre quando a chegada dos religiosos a primeira coisa que eles fizeram foi desconstruir a organização espacial dos índios. Cada sociedade cria um espaço particular.

Martins, atualmente muito recentemente com a questão ecológica, a sociedade nunca pensou que seria um fator limitador.

Marcelo para encerrar esta parte do texto fala sobre a linguagem, como fazer o concreto falar através da linguagem da ciência. Não existe uma linguagem concreta para se abordar esse conceitos, se usa a linguagem dos vizinhos.

Rafael comenta sobre o Gramsci, Lefebvre e o Althusser  autores críticos que todos pensaram sobre a linha marxista.

Na segunda parte, a relatoria foi realizada por Nágila, cujo relato aparece a seguir:

            O coordenador Marcelo Werner inicia a reunião expondo a sistemática do grupo. Relata que o grupo está em sua 6ª edição e que foram estudados os livros: Território e História no Brasil de Antônio Carlos Robert de Moraes, A natureza do espaço: Técnica e tempo Razão e emoção de Milton Santos, Por uma outra globalização: do pensamento único à consciência universal de Milton Santos, A questão da ideologia de Leandro Konder, Metamorfoses do Espaço Habitado de Milton Santos, Espaço e Método de Milton Santos. Comunica que o livro a ser discutido será o Ser e Pensar em Geografia de Ruy Moreira: Ensaios de História, epistemologia e ontologia do espaço geográfico.

Discorre sobre a organização do cronograma, que terá somente sete encontros, sendo um dia reservado para a Mostra de Extensão em que a Bolsista Tatiane Cardoso irá apresentar um banner sobre o grupo. Fala também do aumento de duração dos encontros que acontecerá das 14hr às 17hr30mim, essa compactação é justificada pela greve que aconteceu nas redes Universidades Federais. Informa que os encontros serão sempre na sala 207.

Marcelo fala que a cada encontro serão apresentados dois capítulos do livro, e que somente os veteranos irão apresentar os capítulos, deixando para os novos inscritos a função de debater, ou seja, levantar questões e duvidas. Ele ressalta a importante da leitura de todos os capítulos.

Diz que o grupo tem carga horária de 30 horas, que os participantes com 75% de freqüência receberão os certificados emitidos pela Pro-Reitoria de Extensão da UFF.

Expõe que sua função é coordenar o grupo, que em caso de eventualidades alguém o substitui para que a reunião ocorra normalmente.

Comenta que a cada encontro terá um apresentador que terá que fazer uma leitura sistematizada, ressaltando os pontos mais importantes, anotando as idéias principais, elaborando um roteiro, que no dia da apresentação terá que ser entregue aos demais participantes para o acompanhamento da apresentação. Cada apresentação terá 30 minutos. E que o interessante é que os ouvintes façam a leitura anotando numa folha a parte os pontos importantes para melhor desempenho. Diz que o roteiro de todas as apresentações será anexado no blog do grupo, informa que neste blog tem toda a memória do grupo, daí a importância da elaboração do roteiro.

Fala que o ideal é que cada debatedor leia o texto destacando questões e duvidas para debate, e em seguida abrirá um debate geral no qual o coordenador acompanha o debate, trazendo o assunto para o texto e comentando aquilo que é importante e não foi muito destacado.

Explica que todos os encontros terão um relator, e todos os relatórios serão posto do Blog do grupo.

Diz que neste blog são postados todos os resumos, atividades realizadas, notícias de eventos, indicações de textos e livros. Fala que foi criada uma pagina no facebook para que sejam disponibilizadas as postagens do blog na pagina: facebook.com/geohistorica. Comunica que também tem uma pagina no twitter com a mesma função, fala da existência de uma lista de mensagens, onde são enviadas as postagens do blog e outros avisos de interesse e ainda o e-mail do grupo.

Em seguida abre um espaço para que os participantes escolham os capítulos a serem apresentados ou debatidos.

Discorre também sobre a geografia histórica, comentando que no próximo dia 11 terá uma oficina: “O Espaço como acumulação desigual de tempos”, que já foi apresentado duas vezes, sendo um delas no ENG 2012, com a participação dos bolsistas.

Marcelo explica que para estudar o presente, tem que se fazer uma retomada, por que o espaço não aparece do nada, e que periodização é importante, que o eixo da linha do tempo se cruza, são a sucessões de acontecimentos no tempo, que por alguns autores é tratado de diacronia e por Milton Santos de Eixo das sucessões.

A Diacronia dá conta dessa passagem do tempo, as coisas se sucedem, as coisas acontecem uma depois da outra, e ao mesmo tempo vem a periodização que tem certa homogeneidade interna.

A sincronia vem de sincronismo, sempre sincronizado, vivendo no mesmo tempo, Milton chama de coexistência, que em certo momento há a ruptura, tem sempre um fato que gera mudança, há uma secessão dentro do período que está em equilíbrio.

Marcelo comenta que no primeiro capitulo do livro de Ruy Moreira em que discutiremos, fez a periodização, começou com Geografia e Geógrafos na Antiguidade até chegar à Geografia e Geógrafos no capitalismo.

Continua dizendo que a geografia histórica trabalha com o presente que deixou de ser, um presente histórico, que foi substituído por outros presentes.

Diz que periodizaram a Idade Media, pois durou mil anos, e tinha vestígios que caracterizava cada período.

Afirma que a geografia estuda o lugar e não apenas o presente do lugar, fala que a geografia tende mais trabalhar com a sincronia e a história com a sucessão dos acontecimentos, a diacronia, mas isso não é lei.

Então a abordagem espacial, as categorias que a geografia utiliza são formas de pensar a realidade, a história tem outros métodos. O método é geográfico, essa é a principal diferença entra a geografia e a história.

Marcelo abre o intervalo.

Marcelo passa para Ana apresentar o capitulo “As formas da Geografia e do trabalho do geógrafo no tempo”, do livro “Ser e Pensar em Geografia” de Ruy Moreira.

Ana começa sua apresentação dizendo que o autor faz uma retrospectiva da Geografia. Diz que Moreira compara o geógrafo ao cineasta, pois as idéias e a câmara foram em sua unicidade o perfil do geógrafo, mas faz uma critica: dizendo que as idéias dos geógrafos estão confusas.

Ana fala da observação que fez no Encontro Nacional de Geógrafos, em que muitos perdiam o foco geográfico, citando um exemplo de um trabalho sobre Lady Gaga. Comenta sobre o estado de confusão em que se encontram as idéias na geografia, e assim na cabeça dos geógrafos, e a falta de correta orientação à máquina explicam os produtos que têm saído de nossas produções, muitos deles de qualidade discutível, mas sem uma cara geográfica discernível freqüentemente.

Comenta que Ruy discorre sobre as formas de geografia e como representavam os geógrafos em cada período, Que na Antiguidade tinha mais cartógrafos, pela necessidade de localização. Explica que na Antiguidade, a geografia é um registro cartográfico de povos e territórios. Estados, viajantes e comerciantes requerem do geógrafo as informações de caráter estratégico que se orientem em seus deslocamentos no interior dos modos espaciais de vida de cada povo.

Diz que a geografia medieval é uma extensão da Bíblia e o geógrafo um cartógrafo do fantástico e que no Renascimento, a geografia é uma forma de cosmologia destinada a ajudar e conceber o mundo como um grande sistema matemático-mecânico e o geógrafo é transformado num cartógrafo do movimento os corpos celestes em seus rebatimentos geodésicos sobre a superfície terrestre, referendando uma visão de mundo natural e dessacralizada. E complementa que nesse período não ocorre à ligação com a bíblia.

Fala que entre o Renascimento e o Iluminismo a geografia se duplica: de um lado volta a ser uma cartografia do fantástico, de outro lado é uma cartografia da precisão.

Diz que no século XVIII, Iluminista, marcado pela revolução industrial e pela ascensão da burguesia à condição de classe dominante, e a consolidação da geografia e de um geógrafo que mapeie o mundo. Nesse mesmo momento a Europa se achava civilizada, e que os outros precisavam ser socializados, chamando aqueles que não eram europeus de bárbaros, achavam que fariam um favor a eles em suas conquistas territoriais.

Diz que no século XX, consagra a geografia como a ciência do espaço geográfico como especialista de sua organização. Fala que nesse momento a localização e regiões vão ter mais relevância.

Explica que o perfil do geógrafo ainda hoje existente possui a tarefa de identificar as demarcações dos espaços diferenciados a partir da arma teórica da região, substituída hoje pela teoria dos espaços em rede.

E diz que a cartografia e o conceito de paisagem vêm sendo destacado, e a paisagem nos dá um real portador do visível. Fala que não tinham uma leitura e reflexão sobre os dados, eram dados sobre dados. Terminando sua apresentação.

Marcelo passa para o Olavo debater.

Olavo abre o debate criticando, que a obra fala da história da geografia e atuação do geógrafo, mas não contextualiza o método, alegando que não só as técnicas e câmeras que faz um geógrafo e geografia.

Diz que não é só a geografia que precisa de outras ciências, mas as outras também precisam dos saberes geográfico, e que mesmo precisando buscar em outras ciências, a geografia tem suas teorias.

Fala da Mutação do geógrafo ao longo do tempo, e que as circunstâncias influenciam no saber geográfico, e que a geografia hoje é assim graças esses acúmulos de saberes, dizendo que a geografia vai se moldando. Pergunta como isso influencia o geógrafo hoje.

Marcelo abre o debate geral

Ana comenta que a geografia aborda tudo e nada ao mesmo tempo, e que por isso a geografia acaba saindo do foco.

Tatiane reforça que esse é um problema antigo, que o objeto de estudo e os métodos geográficos foi criados com o tempo.

Ana diz que a geografia hoje não é mais evoluída, depende do foco de seu estudo.

Para Mirian a geografia servia aos interesses da época, a geografia tem que saber de tudo, porque o espaço é tudo, o geógrafo sabe de tudo e não é especialista em nada.

Priscila explica o significado de “idéias” no texto que seriam teorias e “câmera” as técnicas, diz que hoje as mudanças ocorrem muito rápido e que a geografia lida com a representação do real, só que não consegui acompanhar essas mudanças. Diz que o problema é que pensam que tudo é espaço. Relata uma pesquisa no ENG falando sobre o espaço nos games, criticando que não tinha nenhuma utilidade, explicando que o trabalho deveria está nas práticas de ensino, assim teria uma utilidade.

Gabby fala de suas pesquisas e o quanto foi criticada, pois estuda como o homem se organiza, cultiva, se desenvolve num espaço, e que teve que se apropriar dos conhecimentos antropológicos para entender melhor.

Martins diz que para se entender o espaço não basta só à geografia, fala que a cartografia é importante para a geografia, que o geógrafo e cartógrafo eram a mesma pessoa, mas depois a cartografia se tornou uma área independente.

Marcelo explica que a câmeras são as técnicas, as idéias são as teorias. Que hoje o mundo se transforma tanto que é fluido, e o desafio dos geógrafos é acompanhar essas mudanças.

Priscila anuncia a semana das licenciaturas no IFF. Após o anúncio, Marcelo encerra a reunião.