Próxima reunião do 14° GEGH será realizada nesta quinta-feira e dará continuidade aos debates sobre a obra “Por Uma Geografia Nova”

Será realizado, nesta quinta-feira, dia 08/11/2018, mais uma reunião do 14° Grupo de Estudos de Geografia Histórica. O encontro acontecerá no Bloco C, sala MultiUso, às 9 horas. Como nesta edição estamos com as atenções voltadas ao livro Por uma Geografia Nova, de Milton Santos, daremos continuidade aos debates dos capítulos que estão em sequência. Tendo em vista que no último encontro discutimos os capítulos 12 “O Espaço, um fator?”, e o capítulo 13 “O Espaço como Instância Social”, iremos continuar a reflexão sobre o livro, agora já iniciando a terceira parte da obra, nomeada “Por uma Geografia Crítica” e então, discutiremos os capítulos 14 “Em busca de Um Paradigma” que será apresentado por Martins Virtuoso e o capítulo 15 “O Espaço Total de Nossos Dias”, este último sendo apresentado por Bruno Campos.

 

Sendo assim, convidamos à comunidade acadêmica e interessados em geral, para discutir importante obra da historia do pensamento geográfico brasileiro e do renomado professor Milton Santos.

 

 

Atenciosamente,

 

Bruno Campos

 

por uma2

 

 

 

Relato do sétimo encontro do Grupo de Estudos de Geografia Histórica, realizado no dia 01/11/2018

Realizou-se, no dia 01/11/2018, mais um encontro do 14° Grupo de Estudos de Geografia Histórica. Nesta edição, estamos debatendo importante livro do pensamento crítico na Geografia. Trata-se do livro “Por uma Geografia Nova”, do professor Milton Santos. Como vem sendo normal em todos os encontros desta edição, o último encontro foi marcado pela discussão de mais dois capítulos da obra citada acima, um deles é o capítulo 12, intitulado “O Espaço, Um fator?” e o outro, capítulo 13, intitulado “O Espaço Como Instância Social”. Ambos os capítulos citados, respectivamente, foram apresentados por Bruno Campos e Martins Virtuoso. O encontro ainda contou com a presença de Rosânia Barreto e Ricardo Pessanha.

Tendo em vista os capítulos discutidos no dia do encontro, vamos aqui tentar abordar os principais pontos discutidos e levantados. No que concerne ao capítulo 12, muitas questões foram levantadas quanto ao papel do espaço enquanto um mecanismo de objetivação de processos futuros, isto é, o papel que o espaço adquire enquanto um objeto dotado de características que influenciam a reprodução social subsequente. SANTOS (2002), aponta que há uma “reprodução do padrão espacial”, sendo recorrente durante o encontro a busca pelas exemplificações que o próprio autor utiliza no livro, uma delas fazendo referência às vias férreas, onde as mesmas influenciariam a constituição das rodovias, isto é, estariam condicionando processos similares quanto ao padrão da reprodução espacial. Outros exemplos trazidos pelo autor foram também comentados. Alguns outros pontos foram discutidos no encontro, como a questão da mobilidade do capital enquanto um capital que nunca está se direcionando à lugares diferentes e diversificados e sim um capital que concentra suas atividades onde realmente possa existir a sua minima reprodução, isto é, onde as condições como infraestrutura, mão-de-obra barata, facilidade de comunicação, entre outros fatores estão presentes. O autor enfatiza essa abordagem nos países subdesenvolvidos (SANTOS, 2002, pg. 168). Ainda no mesmo capítulo, o debate sobre as “macrocefalias” apontadas por (SANTOS, 2002, p. 169) foram também alvos de reflexão. O papel das grandes metrópoles nacionais que forçam uma centralização de possíveis investimentos. Investimentos esses que podem ser por parte do Estado e que por isso mesmo, podem também constituir dentro dessa totalidade social que é o espaço do Estado-Nação, uma repartição desigual dos recursos, evidenciando assim uma influência notória das grandes metrópoles, sendo também um Espaço-fator. E por fim, encerrando as discussões deste capítulo 12, discutimos o conceito de Rugosidades, sendo este as formas que ficam de herança do passado na paisagem, portanto um produto também da história. Sendo formas, as rugosidades resistem aos tempos e assim permanecem influenciando às atividades subsequentes, seja por sua limitação em estrutura ou por acomodar melhor ou pior certos tipos de atividade (SANTOS, 2002,  p. 174). Agora, vamos relatar um pouco sobre os temas comentados que dizem respeito ao capítulo 13 “O Espaço Como Instância Social”. Entre os diversos assuntos, destacam-se: A negligência na produção de conhecimento em relação ao espaço sendo considerado uma instância social; a preponderância da instância econômica entre as demais instâncias, sejam elas políticas, sociais, culturais; Outro grande detalhe apontado por SANTOS (2002) foi de observar que a ‘estrutura espacial’ não evolui no mesmo ritmo que as outras estruturas e que sendo assim, distinguiria-se das demais, chegando também à concluir que o espaço seria dotado de uma “autonomia de existência” (SANTOS, 2002, p. 187). ; Para finalizar, chegando ao último tópico do debate realizado em sala, Santos nos trouxe uma discussão acerca do ‘Espaço como História e como Estrutura’. Nas palavras do autor: “(…) Através do Espaço, a história se torna, ela própria, estrutura, estruturada em formas. E tais formas, como formas-conteúdo, influenciam o curso da história, pois elas participam da dialética global da sociedade. (SANTOS, 2002, p. 189).” Com isso, fomos levados a refletir sobre a estrutura espacial-social do Brasil e também pensar sobre alguns aspectos de estruturas passadas que permaneceram no presente, resultado, em grande parte, do processo de colonização-dominação a que foi submetido.

 

No mais, o próximo encontro marcado será no dia 08/11/2018, quando daremos continuidade à discussão do livro.

Abaixo fotos do encontro realizado no dia 01/11/2018.

 

 

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Atenciosamente,

 

Bruno Campos

 

 

Chamada para a próxima reunião do 14° GEGH que está discutindo o livro Por uma Geografia Nova

Será realizado, nesta quinta-feira, dia 01/11/2018, às 9 horas, na sala MultiUso (Bloco C), o próximo encontro do Grupo de Estudos de Geografia Histórica, que vem dando destaque para o livro Por Uma Geografia Nova, de Milton Santos. Já foram realizados seis encontros, sendo cada encontro marcado pela discussão de dois capítulos do livro. Como no último encontro foi debatido o capítulo 10 e 11, neste próximo encontro serão discutidos os capítulos 12 “O Espaço, Um Fator?” que será apresentado por Bruno Campos, e o capítulo 13 “O Espaço Como Instância Social” que será apresentado por Martins Virtuoso.

Nesse sentido, convidamos a comunidade acadêmica e interessados em geral para discutir importante obra do professor Milton Santos, que contém reflexões epistemológicas e críticas acerca da disciplina geográfica.

 

 

 Atenciosamente,

 

Bruno Campos

 

por uma2

 

Relato do sexto encontro do GEGH 2018-2, ocorrido em 25/10/2018, que está discutindo o livro Por uma Geografia Nova

Aconteceu, no dia 25/10/2018, a realização de mais um encontro do 14° Grupo de Estudos de Geografia Histórica. O encontro contou com a presença de Bruna Caroline, Bruno Campos Moraes, Cintia Cristina Lisboa, Martin Virtuoso, Paulo Ricardo e Rosânia Barreto.

Nesta edição estamos discutindo importante obra do processo de renovação crítica da ciência geográfica. A obra discutida é o livro do professor Milton Santos Por uma Geografia Nova, que foi lançada em 1978. Obra de importância ímpar, pois diz respeito à volta do autor ao Brasil após ter sido exilado durante o governo ditatorial implantado no ano de 1964.

Como já ocorreram cinco encontros do GEGH, estamos na segunda parte do livro, intitulada “Geografia, Sociedade e Espaço”. Nesta parte do livro, encontram-se os capítulos que foram discutidos no dia aqui relatado, que são eles: o capítulo 10 “Uma Tentativa de Definição do Espaço”, e o capítulo 11 “O Espaço: Mero Reflexo da Sociedade ou Fato Social?”. Sobre o primeiro capítulo citado, foi apresentado por  Cintia Cristina Lisboa e o segundo por Rosânia Barreto. Ambos foram apresentados em exposição oral, alternando sempre entre comentários e reflexões acerca dos capítulos, conformando, assim, um debate necessário sobre às contribuições do professor Milton Santos. Nesse sentido, agora vamos descrever algumas das questões que foram trazidas durante o encontro sobre os capítulos.

 Com relação ao capítulo 10 “Uma Tentativa de Definição do Espaço” destacam-se os principais pontos: a necessidade de uma diferenciação entre a ciência e o seu objeto, tendo em vista primordialmente às reflexões sobre o conteúdo do objeto;  como ressalta SANTOS (2002, p. 144), a partir do momento em que criam-se várias definições do que seja a Geografia, o desenvolvimento da disciplina torna-se mais lento; a não definição desse objeto e logo, sua pouca reflexão, traz consigo o fantasma do seu próprio isolamento entre as ciências;  a necessidade de se ter categorias analíticas bem definidas para melhor ser realizado o trabalho de teorização da realidade tangível;  a categoria espaço sendo um produto histórico (SANTOS, 2002, p. 147); a preocupação com a definição das categorias analíticas estaria associada à objetivos também interdisciplinares; e para finalizar o conteúdo discutido neste capítulo 10, trago o trecho em que  SANTOS (2002, p. 153) escreve sobre como o espaço deveria ser pensado e considerado, sendo este trecho alvo de grande discussão: “(…) o espaço se define como um conjunto de formas representativas de relações sociais do passado e do presente e por uma estrutura representada por relações sociais que estão acontecendo diante dos nossos olhos e que se manifestam através de processos e funções. O espaço é, então, um verdadeiro campo de forças cuja aceleração é desigual.” Agora, levando em conta as principais questões colocadas em debate sobre o capítulo 11 “O Espaço: Mero Reflexo da Sociedade ou Fato Social?”, destacaram-se os seguintes pontos: em um primeiro momento, discutimos algumas formas de apreensão do espaço, entre elas, a abordagem do espaço como percepção, como intuição, entre outras, sendo estas abordagens trazidas por SANTOS (2OO2) no primeiro subcapítulo; outra questão importante abordada foi a discussão de que se o espaço é ou não um reflexo da sociedade, se ele impõe-se ou não à sociedade, sendo essa questão interpretada por Santos (2002) como delicada, pois o espaço não é neutro como imaginamos, o argumento de que ele é um campo de forças ressaltado mais acima modifica o argumento de que o espaço seria um somente um reflexo da sociedade, para SANTOS (2002, p. 159), “Quando se considera o espaço como um mero reflexo, nós o estamos colocando sob o mesmo plano que a ideologia (…)”; E por fim, como último ponto do encontro, discutimos a objetividade do espaço, isto é, o seu ser imperativo diante à sociedade, ele não apenas como mera percepção individual, mas também como um objeto que é “produto e produtor; determinante e terminado” pela sociedade total. (SANTOS, 2002, p. 163)

 

O 14° Grupo de Estudos de Geografia histórica segue com às atividades em normalidade, sendo o próximo encontro no dia 01/11/2018.

Abaixo algumas fotos do encontro que foi realizado no dia 25/10/2018:

 

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Atenciosamente,

 

Bruno Campos

 

 

Acontecerá, nesta quinta-feira, dia 25/10/2018, mais um encontro do 14° Grupo de Estudos de Geografia Histórica

Após uma semana sem encontros, o 14° Grupo de Estudos de Geografia Histórica retorna às suas atividades normais nesta quinta-feira, dia 25/10/2018. O encontro está marcado para às 9 horas da manhã, na sala MultiUso, no 2° andar do bloco C. Nesse sentido, damos prosseguimento com o debate acerca do livro Por uma Geografia Nova, De Milton Santos. No último encontro foram discutidos os capítulos 8 “O Balanço da Crise: A Geografia Viúva do Espaço”, (sendo este o capítulo que encerra a primeira parte do livro, chamada  ‘A Crítica da Geografia’), e o capítulo 9 “Uma Nova Interdisciplinaridade” (este último iniciando a segunda parte do livro intitulada “Geografia, Sociedade, Espaço”). Com o fim da discussões dos capítulos citados, segue o cronograma normal de atividades  e, então, no próximo encontro serão realizadas às apresentações dos capítulos 10 “Uma Tentativa de Definição do Espaço”, por Cintia Cristina Lisboa, e  também do capítulo 11 “O Espaço: Mero Reflexo da Sociedade ou Fato Social?”, que será apresentado por Rosânia Barreto.

 

Sendo assim, estaremos ao aguardo de todas e todos, nesta próxima quinta-feira, para discutir importante obra da literatura geográfica.

 

Atenciosamente,

 

Bruno Campos

Relato do quinto encontro do 14° GEGH 2018-2, que foi realizado no dia 11/10/2018; Destacam-se as discussões acerca do livro “Por Uma Geografia Nova”, de Milton Santos

Foi realizado, no dia 11/10/2018,  mais um encontro do Grupo de Estudos de Geografia Histórica, que agora neste segundo semestre marca a sua 14° edição. Nesta edição estamos discutindo o livro Por uma Geografia Nova, de Milton Santos, obra de muita importância no movimento de renovação do pensamento geográfico no Brasil. A obra vendo sendo discutida através da apresentação de dois capítulos por encontro, encontros esses que são realizados todas as quintas-feiras, às 9 horas. Este ultimo encontro foi marcado pela presença dos seguintes participantes: Bruna Caroline, Bruno Campos, Cintia Cristina Lisboa, Martins Virtuoso e Paulo Ricardo Pessanha.

Sobre a apresentação dos capítulos, destaca-se a divisão entre o capítulo 8 “O Balanço da Crise: A Geografia Viúva do Espaço”, que foi apresentado pela Bruna Caroline, e o capítulo 9 “Uma Nova Interdisciplinaridade”, apresentando por Paulo Ricardo Pessanha, capítulo este que introduz a segunda parte do livro, intitulada “Geografia, Sociedade, Espaço”.  Dentro do que foi discutido sobre o cap. 8, importa-nos, uma mini-conclusão da primeira parte do livro onde alguns pontos destacam-se: A Influência das Escolas Nacionais no papel da Estagnação da ciência geográfica, implicando assim uma “reprodução do saber”; uma virada em relação ao ponto difusor do conhecimento geográfico, tendo forte marca nos Estados Unidos durante o pós-guerra; o “Empiricismo Abstrato” causando uma desvalorização dos atributos científicos dos principais conceitos geográficos, entre eles a categoria Paisagem; por fim, como resumo, utilizando as palavras do próprio SANTOS (2002)  para definir a crise da Geografia, o autor escreve: “Destemporalizando o espaço e desumanizando-o, a geografia acabou dando as costas ao seu objeto e terminou sendo “uma viúva do Espaço”.”  Com isso, temos um balanço geral do que foi tratado nesta parte do livro, com apontamentos cruciais e pontos essenciais da discussão que não podem ser perdidos de vista.  Agora, tendo em vista o primeiro capítulo da segunda parte, destacamos os seguintes pontos abordados no encontro: A influência das Escolas Nacionais de Geografia com relação a fragmentação e isolamento com as outras formas de produzir conhecimento geográfico; a necessidade de uma maior interdisciplinaridade entre as demais ciências, não só a geográfica; afirmações quanto à necessidade de se pensar a geografia historicamente para fins de melhor análise do espaço social do presente. (SANTOS, p. 135, 2002); outra discussão importante diz respeito à questão imperativa de se reconhecer o objeto da geografia e suas principais categorias, para em sequencia conseguir aplicar com segurança à interdisciplinaridade. (SANTOS, p. 135, 2002).

 

 

No mais, temos encontro marcado para o próximo dia 25/11/2018, com a discussão dos capítulos 10 e 11.

 

 

Atenciosamente,

 

 

Bruno Campos