Arquivo da categoria: 07º GEGH 2013-1

7º Grupo de Estudos de Geografia Histórica (2013-1)

Relatório da 10ª Reunião, 16/07/2013

No dia 16/07/2013 tivemos a 10ª reunião do 7º Grupo de Estudos de Geografia Histórica (2013-1). Foi comentado a parte IV do livro Condição Pós-Moderna de David Harvey, em que ele realiza a conclusão da obra. Alguns dos capítulos foram apresentados verbalmente e outros os responsáveis apresentaram resumos inscritos, que estão disponíveis abaixo:

19 – A pós-modernidade como condição histórica, apresentado pela Beatriz

23 – A lógica transformativa e especulativa do capital, apresentado pela Andréa

25 – Respostas à compressão do tempo-espaço, apresentado pela Bruna

26 – A crise do materialismo histórico, apresentado pelo Gelson

Após houve um debate geral e uma avaliação pessoal de cada um dos participantes. Abaixo algumas fotos que foram tiradas nesta reunião de encerramento:

Este slideshow necessita de JavaScript.

Deixe um comentário

Arquivado em 07º GEGH 2013-1, Grupo de Estudos de Geografia Histórica

Relatório da 9ª reunião, dia 09/07/2013

No dia 09/07/2013 foi realizada a 9ª Reunião do 7º Grupo de Estudos de Geografia Histórica (2013-1). Abaixo o relatório produzido por Gabriel Olavo:

No dia 09/07/2013, a partir das 15 horas, foi realizada a 9° reunião do 7º Grupo de Estudos de Geografia Histórica (2013-1), na sala multiuso do bloco C, no Instituto de Ciências da Sociedade e do Desenvolvimento Regional da Universidade Federal Fluminense Campos dos Goytacazes.

O encontro se iniciou com a leitura do relatório do encontro anterior feita pelo participante Gabriel Olavo, após isso, excepcionalmente neste encontro, assistimos ao filme: O Caçador de Andróides (1982), que David Harvey comenta em seu texto falando que o cinema faz “uso serial de imagens, bom como a capacidade de fazer cortes no tempo e no espaço em qualquer direção, liberta-o das muitas restrições normais, embora ele seja, um última análise, um espetáculo projetado num espaço fechado numa tela sem profundidade.” (pg. 277) Deste modo, após a exibição do filme o participante Martins fez o debate. Ele começa destacando a fala dos replicantes: “Quanto tempo eu tenho? / Quem sou eu?”, apontando que tem muito a ver com o que David Harvey descreve como condição pós-moderna, onde a falta de identidade e a busca pela identificação simbólica são abordados, assim como a dificuldade da noção de tempo. Martins fala também do aspecto caótico, sujo, multifacetado, aculturado da cidade pós-moderna e destaca a arquitetura do prédio da Corporação Tyrell como pós-moderna. O prof. Marcelo dá continuidade ao debate falando que em outra edição deste filme o único momento em que são exibidas cores, além do tom acinzentado, é no final do filme, onde o detetive Dick Deckard (Harrison Ford) e a replicante Rachael (Sean Young) vão para fora da cidade, escapando desse caos urbano pós-modenista em direção ao “campo”. Marcelo também levanta uma questão embasada em algumas evidências: seria o detetive também um replicante? Hebert destaca uma possível evidência para a confirmação dessa questão, seriam as fotos em cima do piano. O prof. Marcelo destaca que David Harvey frisa no seu texto da imagem como símbolo da verdade. Hélio, aluno da geografia da UFF Campos participa desta atividade e faz suas considerações sobre a fragmentação dos espaços na cidade, o espaço central e a sede da Tyrell Corporation aparecendo como poder central, destacando a empresa privada frente às relações de medição do espaço na condição pós-moderna. O participante Tadeu fala que o ser humano tem liberdade, mas está sempre sobre controle de agentes que não vemos e muitas vezes não percebemos. Martins relembra que o detetive como um agente público, e sua autonomia e liberdade de ação frente à sociedade. Miriam destaca que as relações de trabalho são deturpadas e os personagens se confundem com as máquinas. Tadeu aponta as construções centrais vazias, como uma evidência da acumulação flexível da propriedade privada a espera de valorização, enquanto boa parte da população vive em uma condição subalterna. Hélio fala da cidade como um montante de problemas. O prof. Marcelo reitera a que não são somente replicantes de humanos, mas também de animais e que não se torna difícil diferenciar artificiais e naturais. Por fim a participante Bruna faz um apanhado geral do contexto do filme falando que a sensação das paisagens é que estamos à espera de alguma coisa, uma mudança abrupta, pois as imagens dos espaços do possível futuro pós-moderno são ruins e deprimentes. E assim, encerra-se mais um encontro.

Deixe um comentário

Arquivado em 07º GEGH 2013-1, Grupo de Estudos de Geografia Histórica

Relatório da 8ª reunião, dia 02/07/2013

Abaixo o relatório da reunião do dia 02.07.2013 do 7º Grupo de Estudos de Geografia Histórica (2013-1), feito pelo Gabriel Olavo:

No dia 02/07/2013, a partir das 15 horas, realizou-se a 8° reunião do 7º Grupo de Estudos de Geografia Histórica (2013-1), na sala 206 do bloco C, no Polo Universitário de Campos dos Goytacazes da Universidade Federal Fluminense.

O encontro se iniciou com alguns informes, como o da Ianani convocando para a participação do 3º ato do movimento Cabruncos Livres, às 18h00min do dia 03/07/2013, destacando a necessidade do debate político das demandas sociais locais, como a participação popular na construção da Lei Orgânica Municipal, dentre outras pautas. A participante Priscila Viana também aproveita o espaço dos informes para justificar diante do grupo a sua ausência no último encontro, pois a participante esteve no ENPEG-SUL em Porto Alegre – RS (Encontro de Práticas no Ensino de Geografia da Região Sul), para apresentar um trabalho seu, e se disponibilizou para posteriormente oferecer um minicurso sobre o tema. Por conseguinte, a participante Bruna Caroline fez a leitura do relatório da reunião anterior, e sem mais delongas, passa a palavra para a participante Gabriela que apresentou o capítulo 16: “A compressão do tempo-espaço e a ascensão do modernismo como força cultural” (Cap. 16 – Roteiro Gabriela). Gabriela começou falando que a abordagem do autor é muito conceitual e teórica e indica que por ele ser também antropólogo, os elementos de análise aparecem sempre categorizados. Ela destaca que nos primeiros pontos do capítulo o objetivo de Harvey é trazer algumas características históricas do momento e que a economia super acumulativa moderna atua em escalas cada vez maiores, fazendo com que as populações sintam seus reflexos, gerando crises e conflitos de classes antagônicas. Outro ponto que a Gabriela destaca é o papel dos artistas iluministas e as suas críticas ao liberalismo e internacionalismo das relações econômicas e sobre o papel do dinheiro relacionado ao espaço e o tempo, apontando que essas críticas criam um processo de renovação ideológica. Falou também que o lugar aparece como categoria das camadas sociais e as disputas das minorias frente a esse processo de competição capitalista internacional e faz algumas indagações: como se manter uma noção de vantagem competitiva e não se perder o lugar? Destaca também a modernização atrelada ao desenvolvimento técnico que possibilita as comunicações e transportes, seja de mercadorias, pessoas informações de forma muito mais rápida, sendo essa a compressão do tempo e espaço abordada por Harvey. Por fim, fala do modernismo heróico que seria a valorização cultural das relações sociais, na tentativa de manter as relações tênues entre homem e meio, espaço e sociedade frente as mutações que o mundo vive ligadas a pressões de demandas econômicas. Após a apresentação da Gabriela, o profº. Marcelo Werner passa  a palavra para a Ianani que fez a apresentação do capítulo 17: “A compressão do tempo-espaço e a condição pós-moderna” (Cap. 17 – Condição Pós – moderna). Ianani começa falando como o autor trabalha a relação espaço-tempo  e a sua ressignificação com os diferentes períodos históricos nas mais diferentes culturas. No primeiro ponto que Ianani destacou, ela aponta que o capitalismo é de fato cíclico, e esses ciclos afetam outras relações, não somente as econômicas, pois a moda e o fetichismo não são mais somente atuantes nas classes de elite da sociedade, mas agora são de massa. Ela fala também da efemeridade como um agente de inserção do capitalismo de massa, estando essa efemeridade totalmente ligada ao descarte e compra de novos produtos, sendo um efeito da obsolescência programada da produção capitalista. Ainda sobre a efemeridade, Ianani aponta que esse tipo de discurso também ressignifica as relações sociais, de modo que as pessoas se relacionam umas com as outras do mesmo modo como se relacionam com produtos. Sobre a questão do espaço-tempo, ela aponta a influência da aceleração das relações nos diferentes períodos históricos, e que na condição pós-moderna essa relação está muito mais atrelada ao status à produção imagética e a simbologia, deste modo, a comercialização de produtos passa a ser, não somente de uma mercadoria, mas de um estilo, gosto, canalizado para determinado grupo social. Concluindo sua apresentação, Ianani fala que nessa condição pós-moderna o espaço urbano aparece como uma evidência de espaço fragmentado, em classes sociais e produzido como mercadoria, legitimando a acumulação flexível e que a produção cultural é um elemento canal de produção econômica, um “simulacro de diversas culturas de alguns locais em outros” (restaurantes, música, entre outros exemplos). O profº Marcelo abre o espaço de debates falando sobre o capítulo 16, que a crise de 1848 não foi somente econômica, mas social e de representação. Outro ponto que o profº. Marcelo destaca é a relação tempo-espaço na condição pós-moderna, evidenciada no capítulo 17: seria um novo período ou mais do mesmo? Martins fala sobre a propaganda e seu papel discursivo, pois ela está sempre ligada a elementos apelativos: sexo, poder, beleza, e que as pessoas se identificam com esses estilos. Miriam fala sobre a velocidade da informação e a sua circulação, que tem papel fundamental no que David Harvey denomina compressão tempo/espaço. Cândido aponta que a verdadeira revolução ocorre quando se é possível movimentar mais rapidamente as mercadorias no espaço, reduzindo as distâncias em detrimento do tempo de deslocamento. O prof. Marcelo fala que no século XIX, a comunicação era totalmente ligada aos modais de transportes, e que neste século, são implementados cabos submarinos que revolucionam esse transporte de informações. Ianani fala sobre as crises capitalistas, pois pensar o novo está imbricado a renovar as velhas formas. Tadeu aponta que o capitalismo é que se molda as nossas relações e segundo Leonardo Boff, não há outro meio de se reproduzir. O prof. Marcelo fala que o capitalismo é de mão dupla (produção e reprodução) e Martins lembra que o capitalismo é um sistema criado por homens. O prof. Marcelo ainda faz considerações indicando que o modernismo está ligado ao tempo e pós-modernismo está ligado ao espaço. Jéssica fala da imagem midiática como referencial de beleza ou gosto e o papel apelativo à sensualidade nas propagandas. Ianani fala sobre um documentário chamado Mulheres na Mídia, que aborda as propagandas estadunidenses a partir da década de 70 e a valorização do sexo e exposição do corpo como atrativo. Hebert fala da produção de imagens como um bem imaterial. A participante Bruna, justifica os problemas técnicos que inviabilizaram sua participação como debatedora e fala que traria imagens que explicitam essa produção imagética e simbólica, como um processo de mudança e crise (Capítulo 16 HARVEY Debate). Prof. Marcelo retoma a discussão escalar e fala sobre a promoção do local como chantagem e relações injustas entre Estados e grandes empresas. Ianani contextualiza essa relação com o contexto local, falando sobre o Fudecam (Fundo para Desenvolvimento de Campos). Martins fala que a complexidade das relações econômico-político-cultural fazem parte da evolução do próprio pensamento humano. O prof. Marcelo destaca que o prof. Milton Santos fala melhor sobre o assunto da compressão de forma seletiva ao capital e não as pessoas ou ao trabalho. Tadeu retoma o debate da produção e o foco no lucro, abordando a obsolescência programada. Prof. Marcelo fala que antes dessa obsolescência as pessoas tinham demandas reais por produtos, e que a obsolescência é criada para que as pessoas agora tenham que substituir de “tempos em tempos” os produtos, para que desta forma sempre exista um dinamismo industrial e lucro. Tadeu rebate essa afirmativa questionando se a inserção dos jovens do mercado de trabalho não seria suficiente para dar lucro. O prof. Marcelo fala que a cada ano as taxas de natalidade no mundo vem caindo. Encerrando o tempo de debates, o prof. Marcelo distribui uma resenha do filme Blade Runner que assistiremos na próxima reunião. Ainda em tempo ele passa a palavra para a profª Elis Miranda que irá conduzir o 8º Grupo de Estudos de Geografia Histórica, onde será discutido e estudado em leitura conjunta a obra “Por uma Sociologia do Presente: Ação, Técnica e Espaço” da Profª Ana Clara Torres Ribeiro. E assim encerra-se mais um encontro.

Deixe um comentário

Arquivado em 07º GEGH 2013-1, Grupo de Estudos de Geografia Histórica

Reunião de 09.07.2013

Amanhã, 09/07/2013, teremos a penúltima reunião do 7º Grupo de Estudos de Geografia Histórica (2013-1). A reunião se iniciará às 15 horas e assistiremos o filme Blade Runner – O Caçador de Andróides de Ridley Scott, analisado por David Harvey no livro “Condição Pós-Moderna”. Através do filme faremos a discussão do Cap. 18 – O tempo e o espaço no cinema pós-moderno. Para auxiliar os debates disponibilizei uma resenha das considerações de Harvey sobre o filme, que pode ser acessada por este link: O TEMPO E O ESPAÇO NO FILME BLADE RUNNER ATRAVÉS DA LEITURA DE DAVID HARVEY3.

A reunião será realizada, extraordinariamente, na SALA MULTIUSO, que fica no mesmo piso da que estamos utilizando, mas na outra ponta do corredor.

Att.

Marcelo

bladerunner-poster

 

Deixe um comentário

Arquivado em 07º GEGH 2013-1, Grupo de Estudos de Geografia Histórica

Relatório da 7ª reunião, dia 25/06/2013

Abaixo o relatório da reunião do dia 25.06.2013 do 7º Grupo de Estudos de Geografia Histórica (2013-1), feito pela Beatriz e pela Bruna:

Ocorreu no dia 25/06/2013, a partir das 15h, o 7º encontro do GEGH, na sala 206C no Polo Universitário de Campos dos Goytacazes da Universidade Federal Fluminense, que contou com a presença de 14 participantes. A reunião começou com a leitura do relatório do encontro anterior realizada pela bolsista Bruna Caroline. Em seguida, o prof.º Marcelo Werner iniciou a apresentação do capítulo 13 “Espaços e tempos individuais na vida social”. Jéssica, ao chegar, entregou o roteiro de apresentação (CAP. 13 APRESENTAÇÃO). O professor evidenciou o indivíduo como “agentes movidos por um propósito engajados em projetos que absorvem tempo através do movimento no espaço” (p.195), a estrutura cíclica de Bourdieu e o espaço-tempo comprimido de Bachelard. Ainda com relação a este último autor, falou da casa como espaço fundamental para a memória. Destacou a esquematização do Lefebvre em uma “grade” de práticas espaciais em três dimensões e o conceito de habitus como “princípio gerativo duradouramente instalado de improvisações reguladas” (p. 202). A acessibilidade e a equidistância foram salientadas como barreiras ou defesa da interação humana, a apropriação do espaço e seu uso podem mostrar a solidariedade social, e a mudança do pensar também foi destacada. Falou de Gurvitch e sua sugestão de tipologia dos tempos sociais e de como o autor mostra que não existe apenas uma forma de vivenciar o tempo, havendo formas diferentes de classificação. Ressaltou que o tempo não é linear e que há formas diferentes de perceber o tempo nas diferentes sociedades. Cândido foi o debatedor e realizou um relato pessoal, destacando o espaço que existia entre ele e o engenheiro da obra que trabalhava, a clara questão social e os nordestinos que moravam no local da obra. Falou também do tempo-espaço apropriado de forma desigual, da etnicidade, do gênero e da segregação espacial. Mírian e Ianani levantaram algumas questões como o tempo-espaço diferentes para as classes; a aceleração, o imediatismo, o tempo explosivo e a geração instantânea, caracterizada também como “geração miojo”; e a indagação “quem é especialista?” de acordo com a fragmentação e a distribuição de habilidades e não de saberes. O capítulo 14 “Tempo e espaço como fontes de poder social” foi apresentado por Priscila Caetano (CAP. 14 APRESENTAÇÃO), que destacou o financiamento de mapas pelo Estado e seu uso como objeto de disputa; o investimento atual dos governos em logística, como por exemplo o PAC (Programa de Aceleração do Crescimento), e o investimento em transporte para a fluidez de pessoas e produtos, além da ausência de barreiras. Salientou a redução da vida útil e o marketing e o desejo de adquirir mercadorias, a reivindicação por parte dos trabalhadores quando tomam consciência do processo de fragmentação da produção. E frisou alternativas da sociedade e interesses de grupos sociais, e o controle do tempo de trabalho e a carga horária dos trabalhadores. O prof.º Marcelo comentou a luta entre capital e trabalho, ou melhor, de que maneira o movimento operário utiliza estratégias de organização espacial similares às estratégias do capital, como descentralização sindical (de operários) para a õrganização da classe trabalhadora. Foi destacada a mobilidade urbana, a redução de impostos para incentivo de compra de automóveis e o lucro com os pedágios. A promiscuidade entre os poderes também foi citada. Cândido enfatizou a relação entre inocência e hipocrisia e perguntou “onde está o limite?”. E reforçou que todas nossas lembranças são espaciais e que são relacionadas aos lugares. Falou-se de Frederick Jones e de como o espaço ganha relevância conforme o tempo, do espaço que transpassa todas as categorias de análise. Comentou-se também a diferença da atuação política passiva e não pacífica, e o fato do ser humano ser um animal de hábito. Martins foi o responsável pela apresentação do capítulo 15 “O tempo e o espaço do projeto do iluminismo” (CAP. 15 APRESENTAÇÃO) e evidenciou a percepção da distância através do tempo e o tempo como uma medida de espaço. Falou da aldeia global e de como as pessoas se relacionam; do planeta como um todo e a preservação de recursos; a percepção do planeta visto de fora, ocasionando uma nova perspectiva, sobretudo com a utilização do Google Earth , mudando também nossa relação com o mundo. Evidenciou o “mapa mental”, a representação do mundo feudal e os espaços mal apreendidos dando margem à pintura e ao tempo permanente, e que o conhecimento sempre foi sinônimo de poder. E finalizou ressaltando que “o mundo é finito e pode ser apropriado”. Mírian debateu os capítulos 14 e 15 através do uso de imagens e algumas frases em uma apresentação (CAP. 14-15 DEBATE MIRIAN), destacando o uso do tempo na sociedade. O grupo destacou a evolução do pensamento humano e as novas formas de ver o mundo, o objeto observado por várias pessoas, e um modo que possa representar o espaço de uma forma mais compreensível. Ressaltou-se a evolução do pensamento diante da evolução da técnica e a visão européia abrangente e limitada. Mírian salientou o tempo como regulador e os mapas como técnica e habilidade e o controle como base para a opressão. Falou-se também da equivalência entre espaço, tempo e dinheiro (situação monetária), a aceleração do processo produtivo através de cargueiros e sua distribuição de mercadorias a nível global, e sua aproximação com os portos e os lugares, finalizando o 7° encontro do grupo.

Deixe um comentário

Arquivado em 07º GEGH 2013-1, Grupo de Estudos de Geografia Histórica

Reunião do dia 02.07.2013

Acontecerá na próxima terça-feira, 02/07/2013, nova reunião do 7º Grupo de Estudos de Geografia Histórica (2013-1). No programa os debates abaixo com seus respectivos responsáveis.

Aguardo a todos,

Att.

Marcelo Werner da Silva

02.07.2013 15:00-17:30h 16 – A compressão do tempo-espaço e a ascensão do modernismo como força cultural

17 – A compressão do tempo-espaço e a condição pós-moderna

16 – Gabriela

17 – Ianani

16 – Bruna

17 –

Bruna e Beatriz

Deixe um comentário

Arquivado em 07º GEGH 2013-1, Grupo de Estudos de Geografia Histórica

Reunião do dia 18.06.2013

Abaixo o relatório da reunião do dia 18.06.2013 do 7º Grupo de Estudos de Geografia Histórica (2013-1), feito pela Beatriz e pela Bruna:

Iniciou-se a reunião com a leitura do relatório da semana anterior realizada pela bolsista Bruna Caroline. Logo após, o prof.º Marcelo Werner fez um pequeno relato sobre o II Simpósio de Geografia, Literatura e Arte, realizado na USP/SP, e que encontra-se por escrito no blog do grupo. O prof.° destacou uma indagação levantada por uma palestrante “seriam os romancistas bons geógrafos?”. Essa indagação estimulou debates e levou o prof.° Carreras a perguntar “E os geógrafos? São bons geógrafos? Por que os romancistas tem que ser bons geógrafos?”. O prof.° Marcelo Werner falou também de sua presença momentos antes da manifestação que ocorreu na cidade de São Paulo no último dia 13, com concentração em frente ao Theatro Municipal de São Paulo, na praça Ramos de Azevedo (região central), e relatou os momentos de concentração policial e a preparação dos manifestantes para o ato. Falou também da mobilização dos manifestantes no dia 17, que fecharam a ponte estaiada Octavio Frias de Oliveira, na marginal Pinheiros, símbolo da cidade e que a emissora de TV Rede Globo utiliza como cenário de seus telejornais. Após essas informações, foi dado prosseguimento às apresentações do livro “Condição Pós-moderna”, de David Harvey, a começar pelo capítulo 11 “Acumulação Flexível – transformação sólida ou reparo temporário?” por Daniele Correa, e que deveria ter sido apresentado na semana passada (CAP11 – APRESENTAÇÃO DANIELE). Daniele começou com o questionamento sobre a transformação na crise e com a crise. Ressaltou a mudança do fordismo para acumulação flexível, e a mudança no mercado provocada pela crise. Destacou a abordagem de 3 posições de diferentes autores, a começar por Piore e Sabel (1984) que evidenciaram “uma reconstituição das relações de trabalho e dos sistemas de produção em bases sociais, econômicas e geográficas” (p.177), projetando uma nova classe trabalhadora e, com as novas tecnologias, uma nova demanda. Falou também do modo de superar as crises através da flexibilidade de questões que não estão concentradas na prática, destacando a segunda posição. E na terceira, comentou que mesmo com a mudança/transição ainda há modelos patriarcais. Antes de abrir para os debates, o professor Marcelo Werner explicou o esquema da “Terceira Itália”, um tipo de produção de atividades de pequenas empresas, formada por familiares, e que possui um modelo de subcontratação. Um esquema de centro, onde a Itália apresenta o norte mais desenvolvido e o sul mais agrário, ocasionando novas oficinas. Aberto os debates, José Felipe explanou da sua má experiência com cooperativas e Tadeu levantou um questionamento “Qual o tipo de flexibilização no sistema capitalista?”, e a resposta colocada é que foi forte no Brasil com o presidente Fernando Henrique Cardoso, em defesa do sistema e não do trabalhador. Destacou-se a exaltação da mídia, o avanço sobre os direitos e a metodologia de diferentes cooperativas. Tadeu frisou que a cooperativa que funciona é, principalmente, a educacional. Dando inicio a parte III – A experiência do espaço e do tempo, destacada pelo professor Marcelo Werner como a parte mais importante do livro, começou-se pela leitura do capítulo 12 – Introdução, feita pelo Martins, Priscila Viana e Clara Lua. O professor Marcelo Werner iniciou os debates com uma pergunta “O pós-modernismo enfatiza o espaço e o Modernismo o tempo?” Com isso o grupo falou sobre a diminuição do modelo de produção que o tempo é importante na produção e que já chegamos ao limite dessa produção, que tudo está inserido em uma economia única para todos e da eficiência da produção, do trabalho, de tudo. Os participantes também comentaram que a modernidade é caracterizada pelo “vir a ser”, pelo futuro, e a pós-modernidade pelo “ser, você é”, pelo agora em um lugar no espaço. Perguntou-se também “qual a mudança/transição do regime trabalhista?” Os participantes expuseram o atual aumento da importância do espaço, o ápice da otimização do tempo e o acumulo de insatisfações das pessoas envolvidas. E assim encerra-se mais um encontro.

 

Deixe um comentário

Arquivado em 07º GEGH 2013-1, Grupo de Estudos de Geografia Histórica