Arquivo da categoria: Teses e dissertações

Defesa de dissertação de Priscila Viana Alves – Experiências Poéticas em Porto Alegre: uma leitura geográfica de Mario Quintana

Com satisfação comunico a defesa da dissertação de mestrado de Priscila Viana Alves, denominada “Experiências Poéticas em Porto Alegre: uma leitura geográfica de Mario Quintana“, que será defendida no Programa de Pós-Graduação em Geografia da Universidade Federal Fluminense (PPG), sob a orientação da profa. Elis de Araújo Miranda.

Priscila Viana Alves teve muito de seu aperfeiçamento acadêmico realizado junto aos sucessivos Grupos de Estudos de Geografia Histórica, do qual participou de grande parte deles. Por isso nos sentimos parte responsáveis por sua trajetória acadêmica que a leva agora à defesa da dissertação de mestrado. Desejamos sucesso à Priscila!

Maiores detalhes no cartaz abaixo:

Cartaz_Mestrado Priscila

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Palestra “Epistemologia e História da Geografia” – USP/Geografia – 31/01/2017

Acontecerá no Anfiteatro de Geografia na Universidade de São Paulo, no dia 31 de janeiro, terça-feira, às 18 hs, a palestra “Epistemologia e História da Geografia” com as professoras francesas Marie-Claire Robic (Paris Panthéon Sorbonne) e Marie-Vic Ozouf-Marignier (EHESS).
Reconhecidas internacionalmente, Marie-Claire Robic e Marie-Vic Ozouf Marignier são especialistas em História e Epistemologia da Geografia. Na palestra a ser realizada na USP à convite do Programa de Pós Graduação em Geografia Humana e a AGB-Seção São Paulo, as autoras irão abordar como a
História da Geografia feita na França abrange diversos métodos e espaços de investigação na França e no estrangeiro.
Texto informado por Larissa Lira, que terá em sua defesa de doutorado a presença das professoras palestrantes,será no dia 30/01/2017 às 14 horas, conforme link abaixo:

 

 

 

 

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Defesa da tese “Pierre Monbeig e a Formação da Geografia Brasileira Uma ciência no contexto do capitalismo tardio: erosão dos valores literários, tentação à ação e sistematização do método (1925-1957)” de Larissa Lira

Com este post estamos inaugurando uma nova categoria de divulgação da Geografia Histórica/História do Pensamento Geográfico. Trata-se da categoria “Teses e Dissertações” relevantes para a aréa.
Iniciamos com a divulgação da defesa da tese “Pierre Monbeig e a Formação da Geografia Brasileira -Uma ciência no contexto do capitalismo tardio: erosão dos valores literários, tentação à ação e sistematização do método (1925-1957)”, de Larissa Lira. Trata-se de tese sob a orientação do prof. Manoel Fernandes de Souza Neto e que acontecerá no dia 30 de janeiro, às 14 hs, no Salão Nobre do Prédio da Administração da FFLCH da Universidade de São Paulo (USP).

Trata-se de defesa de doutorado dentro de um convênio de dupla titulação entre a USP e a EHSS (École des Hautes Études en Sciences Sociales), de Paris. A banca será composta pelo orientador e os professores Hervé Thery e Fábio Contel e pelo lado francês pelas professores Marie Claire Robic, Marie-Vic Ozouf Mariginier e Heliana Angotti Salgueiro.

Abaixo o resumo da tese disponibilizado pela autora, a qual desejamos imenso sucesso na defesa!

Pierre Monbeig e a Formação da Geografia Brasileira

Uma ciência no contexto do capitalismo tardio: erosão dos valores literários, tentação à ação e sistematização do método (1925-1957)

Resumo

Esta tese tem como objetivo investigar a emergência de uma escola brasileira de Geografia cujas bases foram lançadas pelo geógrafo francês Pierre Monbeig. Seus anos de formação na Sorbonne, os anos em que viveu no Brasil, até os anos em que publicou suas principais contribuições sobre este país (1925-1957) demarcam o período do processo de formação da geografia brasileira sob sua liderança, visto como um percurso ao mesmo tempo material e simbólico. Uma geo-história dos saberes, que tem como eixos de análise as esferas das lentidões, da circulação e das rupturas, foi o método mobilizado para apreender uma trajetória que é atingida por movimentos profundos da constituição das ciências, bem como em conjunturas de eclipsam as longas tendências na primeira metade do século XX. Tais movimentos de longa duração são aqui caracterizados como a erosão dos valores literários, que dominaram as ciências francesas em fins do século XIX; a tentação à ação e ao engajamento, numa forma tendencial que caminha para uma crescente aplicação das ciências; e uma progressiva explicitação dos métodos científicos. Face à conjuntura e a determinismos específicos do Brasil, da formação do Estado nacional, da crise das oligarquias e do avanço do capitalismo tardio, as respostas a estas tendências, de uma ciência em contexto de recuperação de suas heranças, mas também de deslocamento, são singulares, e as transformações que a geografia de Pierre Monbeig vai sofrer nesse espaço são institucionais, teóricas e temporalmente específicas. Assim Monbeig elabora raciocínios que, sem negar as heranças e as tensões latentes, estão permeados por resultados diretos em torno da compreensão dos processos geográficos da modernização e da lógica espacial de subdesenvolvimento dos territórios em processo de colonização, e, indiretos, em torno de uma teoria geográfica adaptada às condições do capitalismo brasileiro, que nós denominados como geo-história do capitalismo periférico, com base em raciocínios sistêmicos. Por fim, será necessário ressaltar que tais contribuições epistemológicas, se não se anunciaram como uma ruptura às heranças da vertente da geografia francesa que ele adota, constituem, para as ciências humanas, uma fortuna crítica da Geografia desenvolvida no Brasil, pouco reconhecida nos debates historiográficos.

Palavras chaves:

Pierre Monbeig, geo-história dos saberes, formação da geografia brasileira, capitalismo tardio, geo-história do capitalismo periférico, leitura geográfica do subdesenvolvimento.

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