Relatório da 7ª reunião, dia 25/06/2013

Abaixo o relatório da reunião do dia 25.06.2013 do 7º Grupo de Estudos de Geografia Histórica (2013-1), feito pela Beatriz e pela Bruna:

Ocorreu no dia 25/06/2013, a partir das 15h, o 7º encontro do GEGH, na sala 206C no Polo Universitário de Campos dos Goytacazes da Universidade Federal Fluminense, que contou com a presença de 14 participantes. A reunião começou com a leitura do relatório do encontro anterior realizada pela bolsista Bruna Caroline. Em seguida, o prof.º Marcelo Werner iniciou a apresentação do capítulo 13 “Espaços e tempos individuais na vida social”. Jéssica, ao chegar, entregou o roteiro de apresentação (CAP. 13 APRESENTAÇÃO). O professor evidenciou o indivíduo como “agentes movidos por um propósito engajados em projetos que absorvem tempo através do movimento no espaço” (p.195), a estrutura cíclica de Bourdieu e o espaço-tempo comprimido de Bachelard. Ainda com relação a este último autor, falou da casa como espaço fundamental para a memória. Destacou a esquematização do Lefebvre em uma “grade” de práticas espaciais em três dimensões e o conceito de habitus como “princípio gerativo duradouramente instalado de improvisações reguladas” (p. 202). A acessibilidade e a equidistância foram salientadas como barreiras ou defesa da interação humana, a apropriação do espaço e seu uso podem mostrar a solidariedade social, e a mudança do pensar também foi destacada. Falou de Gurvitch e sua sugestão de tipologia dos tempos sociais e de como o autor mostra que não existe apenas uma forma de vivenciar o tempo, havendo formas diferentes de classificação. Ressaltou que o tempo não é linear e que há formas diferentes de perceber o tempo nas diferentes sociedades. Cândido foi o debatedor e realizou um relato pessoal, destacando o espaço que existia entre ele e o engenheiro da obra que trabalhava, a clara questão social e os nordestinos que moravam no local da obra. Falou também do tempo-espaço apropriado de forma desigual, da etnicidade, do gênero e da segregação espacial. Mírian e Ianani levantaram algumas questões como o tempo-espaço diferentes para as classes; a aceleração, o imediatismo, o tempo explosivo e a geração instantânea, caracterizada também como “geração miojo”; e a indagação “quem é especialista?” de acordo com a fragmentação e a distribuição de habilidades e não de saberes. O capítulo 14 “Tempo e espaço como fontes de poder social” foi apresentado por Priscila Caetano (CAP. 14 APRESENTAÇÃO), que destacou o financiamento de mapas pelo Estado e seu uso como objeto de disputa; o investimento atual dos governos em logística, como por exemplo o PAC (Programa de Aceleração do Crescimento), e o investimento em transporte para a fluidez de pessoas e produtos, além da ausência de barreiras. Salientou a redução da vida útil e o marketing e o desejo de adquirir mercadorias, a reivindicação por parte dos trabalhadores quando tomam consciência do processo de fragmentação da produção. E frisou alternativas da sociedade e interesses de grupos sociais, e o controle do tempo de trabalho e a carga horária dos trabalhadores. O prof.º Marcelo comentou a luta entre capital e trabalho, ou melhor, de que maneira o movimento operário utiliza estratégias de organização espacial similares às estratégias do capital, como descentralização sindical (de operários) para a õrganização da classe trabalhadora. Foi destacada a mobilidade urbana, a redução de impostos para incentivo de compra de automóveis e o lucro com os pedágios. A promiscuidade entre os poderes também foi citada. Cândido enfatizou a relação entre inocência e hipocrisia e perguntou “onde está o limite?”. E reforçou que todas nossas lembranças são espaciais e que são relacionadas aos lugares. Falou-se de Frederick Jones e de como o espaço ganha relevância conforme o tempo, do espaço que transpassa todas as categorias de análise. Comentou-se também a diferença da atuação política passiva e não pacífica, e o fato do ser humano ser um animal de hábito. Martins foi o responsável pela apresentação do capítulo 15 “O tempo e o espaço do projeto do iluminismo” (CAP. 15 APRESENTAÇÃO) e evidenciou a percepção da distância através do tempo e o tempo como uma medida de espaço. Falou da aldeia global e de como as pessoas se relacionam; do planeta como um todo e a preservação de recursos; a percepção do planeta visto de fora, ocasionando uma nova perspectiva, sobretudo com a utilização do Google Earth , mudando também nossa relação com o mundo. Evidenciou o “mapa mental”, a representação do mundo feudal e os espaços mal apreendidos dando margem à pintura e ao tempo permanente, e que o conhecimento sempre foi sinônimo de poder. E finalizou ressaltando que “o mundo é finito e pode ser apropriado”. Mírian debateu os capítulos 14 e 15 através do uso de imagens e algumas frases em uma apresentação (CAP. 14-15 DEBATE MIRIAN), destacando o uso do tempo na sociedade. O grupo destacou a evolução do pensamento humano e as novas formas de ver o mundo, o objeto observado por várias pessoas, e um modo que possa representar o espaço de uma forma mais compreensível. Ressaltou-se a evolução do pensamento diante da evolução da técnica e a visão européia abrangente e limitada. Mírian salientou o tempo como regulador e os mapas como técnica e habilidade e o controle como base para a opressão. Falou-se também da equivalência entre espaço, tempo e dinheiro (situação monetária), a aceleração do processo produtivo através de cargueiros e sua distribuição de mercadorias a nível global, e sua aproximação com os portos e os lugares, finalizando o 7° encontro do grupo.

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