Arquivo do autor:Bruna Oliveira

Exibição e debate do filme “Antonio Gramsci – Os dias do cárcere”

Se realizará na próxima quinta-feira, 26/10, a segunda atividade do 13º Grupo de Estudos de Geografia Histórica (2017-2). Trata-se da exibição e debate do filme “Antonio Gramsci – Os dias do cárcere”. A atividade se realizará na Sala multiuso, no segundo andar do bloco C (prédio da biblioteca), a partir das 9 horas da manhã até as 12 horas. O debatedor será o prof. Hélio de Freitas Coelho (UFF/Campos).

Abaixo o cartaz da atividade, para a qual estão todos(as) convidados(as):Cartaz GEGH 2017-2 filme Antonio Gramsci

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Arquivado em 13° GEGH 2017-2, Grupo de Estudos de Geografia Histórica

Relatório de atividade sobre o filme “O jovem Karl Marx”

Foi realizada nesta quinta-feira (19/10), a exibição e debate do filme “O jovem Karl Marx” como atividade do 13° Grupo de Estudos de Geografia Histórica (2017-2). A atividade contou com a participação do debatedor do filme, o prof. Martins Virtuoso, de estudantes e do grande colaborador do grupo, o prof. Hélio de Freitas Coelho, além do coordenador do grupo prof. Marcelo Werner. Após a sessão, Martins levantou alguns pontos interessantes para debate, como a evolução das ferramentas ao longo das transformações sociais, as diferentes escalas de atuação do homem e a questão da propriedade privada, relacionada também pelos participantes, ao corpo humano e às relações familiares. O recorte temporal sobre o momento da vida de Marx também foi mencionado pelo prof. Hélio como destaque do filme. Ênfase, sobretudo, para os fundamentos dos pensadores e seu contexto na construção da teoria materialista-dialética, e o importante estudo das relações materiais do sistema. Nessas circunstâncias, destaque para a relação solidária e fraterna entre Marx e Engels muito bem retratada na produção. Por fim, vale ressaltar que o filme deixa reflexões interessantes e nos incentiva a assisti-lo novamente.

(Bruna Caroline M. de Oliveira)

GEGH 2017-2 Filme Karl Marx 2

Debate realizado após a exibição do filme

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Arquivado em 13° GEGH 2017-2, Grupo de Estudos de Geografia Histórica

Relatório da 8ª reunião, dia 02/07/2013

Abaixo o relatório da reunião do dia 02.07.2013 do 7º Grupo de Estudos de Geografia Histórica (2013-1), feito pelo Gabriel Olavo:

No dia 02/07/2013, a partir das 15 horas, realizou-se a 8° reunião do 7º Grupo de Estudos de Geografia Histórica (2013-1), na sala 206 do bloco C, no Polo Universitário de Campos dos Goytacazes da Universidade Federal Fluminense.

O encontro se iniciou com alguns informes, como o da Ianani convocando para a participação do 3º ato do movimento Cabruncos Livres, às 18h00min do dia 03/07/2013, destacando a necessidade do debate político das demandas sociais locais, como a participação popular na construção da Lei Orgânica Municipal, dentre outras pautas. A participante Priscila Viana também aproveita o espaço dos informes para justificar diante do grupo a sua ausência no último encontro, pois a participante esteve no ENPEG-SUL em Porto Alegre – RS (Encontro de Práticas no Ensino de Geografia da Região Sul), para apresentar um trabalho seu, e se disponibilizou para posteriormente oferecer um minicurso sobre o tema. Por conseguinte, a participante Bruna Caroline fez a leitura do relatório da reunião anterior, e sem mais delongas, passa a palavra para a participante Gabriela que apresentou o capítulo 16: “A compressão do tempo-espaço e a ascensão do modernismo como força cultural” (Cap. 16 – Roteiro Gabriela). Gabriela começou falando que a abordagem do autor é muito conceitual e teórica e indica que por ele ser também antropólogo, os elementos de análise aparecem sempre categorizados. Ela destaca que nos primeiros pontos do capítulo o objetivo de Harvey é trazer algumas características históricas do momento e que a economia super acumulativa moderna atua em escalas cada vez maiores, fazendo com que as populações sintam seus reflexos, gerando crises e conflitos de classes antagônicas. Outro ponto que a Gabriela destaca é o papel dos artistas iluministas e as suas críticas ao liberalismo e internacionalismo das relações econômicas e sobre o papel do dinheiro relacionado ao espaço e o tempo, apontando que essas críticas criam um processo de renovação ideológica. Falou também que o lugar aparece como categoria das camadas sociais e as disputas das minorias frente a esse processo de competição capitalista internacional e faz algumas indagações: como se manter uma noção de vantagem competitiva e não se perder o lugar? Destaca também a modernização atrelada ao desenvolvimento técnico que possibilita as comunicações e transportes, seja de mercadorias, pessoas informações de forma muito mais rápida, sendo essa a compressão do tempo e espaço abordada por Harvey. Por fim, fala do modernismo heróico que seria a valorização cultural das relações sociais, na tentativa de manter as relações tênues entre homem e meio, espaço e sociedade frente as mutações que o mundo vive ligadas a pressões de demandas econômicas. Após a apresentação da Gabriela, o profº. Marcelo Werner passa  a palavra para a Ianani que fez a apresentação do capítulo 17: “A compressão do tempo-espaço e a condição pós-moderna” (Cap. 17 – Condição Pós – moderna). Ianani começa falando como o autor trabalha a relação espaço-tempo  e a sua ressignificação com os diferentes períodos históricos nas mais diferentes culturas. No primeiro ponto que Ianani destacou, ela aponta que o capitalismo é de fato cíclico, e esses ciclos afetam outras relações, não somente as econômicas, pois a moda e o fetichismo não são mais somente atuantes nas classes de elite da sociedade, mas agora são de massa. Ela fala também da efemeridade como um agente de inserção do capitalismo de massa, estando essa efemeridade totalmente ligada ao descarte e compra de novos produtos, sendo um efeito da obsolescência programada da produção capitalista. Ainda sobre a efemeridade, Ianani aponta que esse tipo de discurso também ressignifica as relações sociais, de modo que as pessoas se relacionam umas com as outras do mesmo modo como se relacionam com produtos. Sobre a questão do espaço-tempo, ela aponta a influência da aceleração das relações nos diferentes períodos históricos, e que na condição pós-moderna essa relação está muito mais atrelada ao status à produção imagética e a simbologia, deste modo, a comercialização de produtos passa a ser, não somente de uma mercadoria, mas de um estilo, gosto, canalizado para determinado grupo social. Concluindo sua apresentação, Ianani fala que nessa condição pós-moderna o espaço urbano aparece como uma evidência de espaço fragmentado, em classes sociais e produzido como mercadoria, legitimando a acumulação flexível e que a produção cultural é um elemento canal de produção econômica, um “simulacro de diversas culturas de alguns locais em outros” (restaurantes, música, entre outros exemplos). O profº Marcelo abre o espaço de debates falando sobre o capítulo 16, que a crise de 1848 não foi somente econômica, mas social e de representação. Outro ponto que o profº. Marcelo destaca é a relação tempo-espaço na condição pós-moderna, evidenciada no capítulo 17: seria um novo período ou mais do mesmo? Martins fala sobre a propaganda e seu papel discursivo, pois ela está sempre ligada a elementos apelativos: sexo, poder, beleza, e que as pessoas se identificam com esses estilos. Miriam fala sobre a velocidade da informação e a sua circulação, que tem papel fundamental no que David Harvey denomina compressão tempo/espaço. Cândido aponta que a verdadeira revolução ocorre quando se é possível movimentar mais rapidamente as mercadorias no espaço, reduzindo as distâncias em detrimento do tempo de deslocamento. O prof. Marcelo fala que no século XIX, a comunicação era totalmente ligada aos modais de transportes, e que neste século, são implementados cabos submarinos que revolucionam esse transporte de informações. Ianani fala sobre as crises capitalistas, pois pensar o novo está imbricado a renovar as velhas formas. Tadeu aponta que o capitalismo é que se molda as nossas relações e segundo Leonardo Boff, não há outro meio de se reproduzir. O prof. Marcelo fala que o capitalismo é de mão dupla (produção e reprodução) e Martins lembra que o capitalismo é um sistema criado por homens. O prof. Marcelo ainda faz considerações indicando que o modernismo está ligado ao tempo e pós-modernismo está ligado ao espaço. Jéssica fala da imagem midiática como referencial de beleza ou gosto e o papel apelativo à sensualidade nas propagandas. Ianani fala sobre um documentário chamado Mulheres na Mídia, que aborda as propagandas estadunidenses a partir da década de 70 e a valorização do sexo e exposição do corpo como atrativo. Hebert fala da produção de imagens como um bem imaterial. A participante Bruna, justifica os problemas técnicos que inviabilizaram sua participação como debatedora e fala que traria imagens que explicitam essa produção imagética e simbólica, como um processo de mudança e crise (Capítulo 16 HARVEY Debate). Prof. Marcelo retoma a discussão escalar e fala sobre a promoção do local como chantagem e relações injustas entre Estados e grandes empresas. Ianani contextualiza essa relação com o contexto local, falando sobre o Fudecam (Fundo para Desenvolvimento de Campos). Martins fala que a complexidade das relações econômico-político-cultural fazem parte da evolução do próprio pensamento humano. O prof. Marcelo destaca que o prof. Milton Santos fala melhor sobre o assunto da compressão de forma seletiva ao capital e não as pessoas ou ao trabalho. Tadeu retoma o debate da produção e o foco no lucro, abordando a obsolescência programada. Prof. Marcelo fala que antes dessa obsolescência as pessoas tinham demandas reais por produtos, e que a obsolescência é criada para que as pessoas agora tenham que substituir de “tempos em tempos” os produtos, para que desta forma sempre exista um dinamismo industrial e lucro. Tadeu rebate essa afirmativa questionando se a inserção dos jovens do mercado de trabalho não seria suficiente para dar lucro. O prof. Marcelo fala que a cada ano as taxas de natalidade no mundo vem caindo. Encerrando o tempo de debates, o prof. Marcelo distribui uma resenha do filme Blade Runner que assistiremos na próxima reunião. Ainda em tempo ele passa a palavra para a profª Elis Miranda que irá conduzir o 8º Grupo de Estudos de Geografia Histórica, onde será discutido e estudado em leitura conjunta a obra “Por uma Sociologia do Presente: Ação, Técnica e Espaço” da Profª Ana Clara Torres Ribeiro. E assim encerra-se mais um encontro.

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Arquivado em 07º GEGH 2013-1, Grupo de Estudos de Geografia Histórica

Relatório da 7ª reunião, dia 25/06/2013

Abaixo o relatório da reunião do dia 25.06.2013 do 7º Grupo de Estudos de Geografia Histórica (2013-1), feito pela Beatriz e pela Bruna:

Ocorreu no dia 25/06/2013, a partir das 15h, o 7º encontro do GEGH, na sala 206C no Polo Universitário de Campos dos Goytacazes da Universidade Federal Fluminense, que contou com a presença de 14 participantes. A reunião começou com a leitura do relatório do encontro anterior realizada pela bolsista Bruna Caroline. Em seguida, o prof.º Marcelo Werner iniciou a apresentação do capítulo 13 “Espaços e tempos individuais na vida social”. Jéssica, ao chegar, entregou o roteiro de apresentação (CAP. 13 APRESENTAÇÃO). O professor evidenciou o indivíduo como “agentes movidos por um propósito engajados em projetos que absorvem tempo através do movimento no espaço” (p.195), a estrutura cíclica de Bourdieu e o espaço-tempo comprimido de Bachelard. Ainda com relação a este último autor, falou da casa como espaço fundamental para a memória. Destacou a esquematização do Lefebvre em uma “grade” de práticas espaciais em três dimensões e o conceito de habitus como “princípio gerativo duradouramente instalado de improvisações reguladas” (p. 202). A acessibilidade e a equidistância foram salientadas como barreiras ou defesa da interação humana, a apropriação do espaço e seu uso podem mostrar a solidariedade social, e a mudança do pensar também foi destacada. Falou de Gurvitch e sua sugestão de tipologia dos tempos sociais e de como o autor mostra que não existe apenas uma forma de vivenciar o tempo, havendo formas diferentes de classificação. Ressaltou que o tempo não é linear e que há formas diferentes de perceber o tempo nas diferentes sociedades. Cândido foi o debatedor e realizou um relato pessoal, destacando o espaço que existia entre ele e o engenheiro da obra que trabalhava, a clara questão social e os nordestinos que moravam no local da obra. Falou também do tempo-espaço apropriado de forma desigual, da etnicidade, do gênero e da segregação espacial. Mírian e Ianani levantaram algumas questões como o tempo-espaço diferentes para as classes; a aceleração, o imediatismo, o tempo explosivo e a geração instantânea, caracterizada também como “geração miojo”; e a indagação “quem é especialista?” de acordo com a fragmentação e a distribuição de habilidades e não de saberes. O capítulo 14 “Tempo e espaço como fontes de poder social” foi apresentado por Priscila Caetano (CAP. 14 APRESENTAÇÃO), que destacou o financiamento de mapas pelo Estado e seu uso como objeto de disputa; o investimento atual dos governos em logística, como por exemplo o PAC (Programa de Aceleração do Crescimento), e o investimento em transporte para a fluidez de pessoas e produtos, além da ausência de barreiras. Salientou a redução da vida útil e o marketing e o desejo de adquirir mercadorias, a reivindicação por parte dos trabalhadores quando tomam consciência do processo de fragmentação da produção. E frisou alternativas da sociedade e interesses de grupos sociais, e o controle do tempo de trabalho e a carga horária dos trabalhadores. O prof.º Marcelo comentou a luta entre capital e trabalho, ou melhor, de que maneira o movimento operário utiliza estratégias de organização espacial similares às estratégias do capital, como descentralização sindical (de operários) para a õrganização da classe trabalhadora. Foi destacada a mobilidade urbana, a redução de impostos para incentivo de compra de automóveis e o lucro com os pedágios. A promiscuidade entre os poderes também foi citada. Cândido enfatizou a relação entre inocência e hipocrisia e perguntou “onde está o limite?”. E reforçou que todas nossas lembranças são espaciais e que são relacionadas aos lugares. Falou-se de Frederick Jones e de como o espaço ganha relevância conforme o tempo, do espaço que transpassa todas as categorias de análise. Comentou-se também a diferença da atuação política passiva e não pacífica, e o fato do ser humano ser um animal de hábito. Martins foi o responsável pela apresentação do capítulo 15 “O tempo e o espaço do projeto do iluminismo” (CAP. 15 APRESENTAÇÃO) e evidenciou a percepção da distância através do tempo e o tempo como uma medida de espaço. Falou da aldeia global e de como as pessoas se relacionam; do planeta como um todo e a preservação de recursos; a percepção do planeta visto de fora, ocasionando uma nova perspectiva, sobretudo com a utilização do Google Earth , mudando também nossa relação com o mundo. Evidenciou o “mapa mental”, a representação do mundo feudal e os espaços mal apreendidos dando margem à pintura e ao tempo permanente, e que o conhecimento sempre foi sinônimo de poder. E finalizou ressaltando que “o mundo é finito e pode ser apropriado”. Mírian debateu os capítulos 14 e 15 através do uso de imagens e algumas frases em uma apresentação (CAP. 14-15 DEBATE MIRIAN), destacando o uso do tempo na sociedade. O grupo destacou a evolução do pensamento humano e as novas formas de ver o mundo, o objeto observado por várias pessoas, e um modo que possa representar o espaço de uma forma mais compreensível. Ressaltou-se a evolução do pensamento diante da evolução da técnica e a visão européia abrangente e limitada. Mírian salientou o tempo como regulador e os mapas como técnica e habilidade e o controle como base para a opressão. Falou-se também da equivalência entre espaço, tempo e dinheiro (situação monetária), a aceleração do processo produtivo através de cargueiros e sua distribuição de mercadorias a nível global, e sua aproximação com os portos e os lugares, finalizando o 7° encontro do grupo.

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Arquivado em 07º GEGH 2013-1, Grupo de Estudos de Geografia Histórica