Geohistórica no XXII ENEG 2017

Entre os dias 12 e 16 de abril de 2017, ocorreu na UERJ (FFP- Faculdade de Formação de Professores) em São Gonçalo no Rio de Janeiro, o XXII Encontro Nacional de Estudantes de Geografia, sob o tema: “GEOBRASILIDADES: Uma juventude que jamais temerá”. Durante o evento ocorreram diversas atividades, como grupo de discussões, palestras, minicursos, trabalhos de campo, apresentações de trabalhos. Destaque para a Mesa 3: “Geografia sem Temer, o povo no poder”, que contou com a presença de professores como, Dr. Ruy Moreira, Dr. Carlos Walter Porto-Gonçalves, Dr. Floriano José Godinho de Oliveira e o professor Antonio, diretor da Sinpro. As discussões levantadas foram de suma importância, visto o contexto político no qual encontra-se o país. Os professores trouxeram importantes contextualizações em relação ao golpe ocorrido em 1964 e o golpe ocorrido em 2016, e destacaram a importância da luta coletiva em prol de uma mudança significativa deste cenário.

O Grupo de Estudos de Geografia Histórica esteve presente por meio da apresentação da estudante, Pâmela Souza Cruz, com o trabalho intitulado “A Geografia Histórica de Carl Sauer, onde foi destacada a relação entre a geografia histórica e um dos maiores geógrafos do século XX, Carl Ortwin Sauer, por meio da análise de suas obras, que explicitam a importância da dimensão temporal e histórica nos estudos dos fatos geográficos. Na ocasião, as obras analisadas foram, o artigo intitulado“The Morphology of Landscape” (1925) e o discurso realizado em 1940 na Associação de Geógrafos Americana, publicado como“Foreword to historical geography” em 1941. Em ambas as obras, foram identificados elementos que elucidam a geografia histórica, quando o elemento tempo é incorporado como um fator de análise em relação à ação humana sobre o meio, ou uma paisagem natural, transformando-a em paisagem cultural, como é observado na “Morfologia da Paisagem”. Para Sauer, a geografia histórica seria o estudo das áreas culturais , com o objetivo de definir e entender as associações humanas que crescem em áreas e sofreram uma série de mudanças em sua paisagem cultural (Sauer,1941).