Entrevista com Alain Badiou: a clareza de um pensador sobre o tempo presente

Reproduzo aqui, pela relevância, a entrevista com o Prof. Alain Badiou, não a toa orientador de Slavoj Zizek.

Ele discorre sobre a geopolítica do mundo atual, sobre os processos eleitorais, sobre a polarização entre esquerda e direita nas democracias ociedentais, sobre a ascensão de discursos fascistas em momentos de crise, sob o beneplácito do capital e sobre sua proposta de manutenção de uma hipótese comunista como horizonte para as lutas necessárias dos excluídos por uma nova sociedade. Enfim, leitura necessária e tudo isso com a clareza de um pensador de 80 anos.

Título Original:

Geopolítica atual lembra véspera da Primeira Guerra Mundial, diz filósofo

FERNANDO EICHENBERG
ilustração DECO FARKAS

Folha de São Paulo, 16/04/2017 02h00

RESUMO Um dos filósofos mais importantes da atualidade compara a geopolítica contemporânea à situação da véspera da Primeira Guerra Mundial, explica por que discursos autoritários e nacionalistas se beneficiam das crises da democracia, analisa as semelhanças entre direita e esquerda e fala sobre sua hipótese comunista.

O filósofo, romancista e dramaturgo Alain Badiou, 80, um dos intelectuais mais importantes da França, compara a atual situação geopolítica à que antecedeu a Primeira Guerra Mundial (1914-18).

Para ele, a eleição de Donald Trump, nos EUA, é um caso patológico, enquanto o presidente Vladimir Putin, da Rússia, busca vingança pelo desmonte da União Soviética e leva seu país ao mesmo papel da Alemanha em 1914.

Badiou chama a atenção para a crise da democracia e para o clima de desorientação global, que podem favorecer regimes autoritários e reforçar discursos nacionalistas e populistas –situação que também afeta a França, onde Marine Le Pen, candidata de extrema direita, tem boas chances de ir para o segundo turno da eleição presidencial. A primeira rodada de votação acontece em 23 de abril.

Conhecido pelos concorridos seminários públicos que comanda desde 1966, ele analisa a ideia de que direita e esquerda são cada vez mais iguais e defende com rara convicção uma nova hipótese comunista, dissociada das experiências totalitárias do passado.

Em seus livros, reflete sobre o amor, a poesia, a matemática, a juventude, a política ou as dores e as crises do mundo. Como professor, orientou o filósofo esloveno Slavoj Zizek e Vladimir Safatle, que leciona filosofia na USP e é colunista deste jornal. Como dramaturgo, trabalhou com Antoine Vitez (1952-90) e Christian Schiaretti, entre outros diretores.

Badiou conversou com a Folha na capital francesa antes de os Estados Unidos lançarem 59 mísseis Tomahawks contra uma base aérea da Síria, em reação ao alegado uso de armas químicas por parte do ditador Bashar al-Assad.

*

Folha – Qual é a natureza da atual crise da democracia?

Alain Badiou – O regime democrático está em crise por não poder fazer crer que aceita hipóteses contrárias. O capitalismo se apresenta como hipótese única depois que a experiência comunista fracassou, e há uma tendência à ideia de que a representação política pode ser mais ou menos unificada. Todo mundo diz que é preciso superar a oposição entre esquerda e direita.

Na França, [o centrista] Emmanuel Macron [ex-ministro da Economia do socialista François Hollande e um dos líderes em pesquisas de intenção de voto para presidente] se apresenta como conciliador.

Pode ser que caminhemos para um partido único versão capitalista. O regime parlamentar supunha um tipo de tensão contraditória de políticas, mesmo que artificial. Havia a necessidade de uma diferença visível entre direita e esquerda. Hoje, a esquerda eleitoral, excluída a extrema esquerda, não é muito diferente estrategicamente do que fazem os demais. Isso cria a hipótese de enfraquecimento crescente do aspecto legível da democracia.

Ela está em crise, mesmo nos EUA. A eleição de Donald Trump foi algo um pouco patológico. E, na Europa, espalha-se a força de partidos autoritários, nacionalistas.

A democracia como regime apropriado ao desenvolvimento do capitalismo ordinário está em crise, e disso tudo podem surgir organizações políticas estritamente dedicadas à gestão do Estado. Organizações um pouco neutras, ligadas de modo explícito ao grande capital.

Para o senhor, a pluralidade política ou a diferença entre direita e esquerda não passa de ficção.

É uma ficção. Mas só funciona enquanto se acreditar que não é ficção. Hoje, à força de vermos governos de esquerda fazerem mais ou menos o mesmo que os de direita, a ficção não se sustenta mais. Por isso aparecem pessoas que dizem: “Não é preciso ter esquerda e direita, eu represento as duas, sou ao mesmo tempo pelo rigor econômico e pela justiça social”.

Há forte crescimento de discursos nacionalistas, xenófobos, racistas. Por que os períodos de crise, como foi o caso nos anos 1930, favorecem a direita dura, e não a esquerda?

Em crises sistêmicas médias, se os partidos estão habituados à ficção de que falei, eles deixarão seu lugar àqueles que sempre criticaram essa ficção. Os partidos fascistas e nacionalistas sempre criticaram a ficção e sempre disseram que somente eles representavam a vontade popular, a nação etc.

Eles propuseram ao capitalismo outra doutrina. Nos regimes fascistas, os capitalistas continuaram à vontade. A ficção do jogo democrático entre esquerda e direita foi substituída pela ficção da independência nacional do capital a serviço da grandeza da nação, da raça etc.

O capitalismo é polimorfo. Em períodos de desenvolvimento concorrencial simples, valem o parlamentarismo e a ficção direita-esquerda. Mas, quando sua capacidade de fazer redistribuição é diminuída, quando há menos dinheiro, ele é mais avaro, prioriza os capitalistas e prefere protocolos de autoridade. É o que se passa hoje.

Em períodos de crise, a ficção direita-esquerda desmorona, e as forças autoritárias levam a melhor. É preciso que o Estado mantenha a disciplina. O capitalismo precisa mais do que nunca que a polícia controle greves, que as pessoas possam trabalhar e que os desempregados se mantenham tranquilos.

Até hoje, os Estados autoritários não puderam se assumir plenamente como capitalistas. Eles necessitam de uma ideia intermediária. E a ficção fascista é a ideia nacional, racial, xenófoba etc. A ideia de que, se tudo vai mal, não é culpa do capitalismo, mas dos metecos, dos judeus, dos negros, dos árabes.

Por que é o regime autoritário que vence nesses momentos? Porque ele é sustentado pelo verdadeiro mestre, pelos dirigentes reais. Eles se lembram de que, na Comuna de Paris, na Revolução Russa, na China, grandes crises provocaram vitórias comunistas. Por isso, vão se proteger apoiando e financiando regimes que podem ser militares ou de partidos fascistas.

Estamos ameaçados por isso, e tudo vai depender do tamanho da crise. De qualquer forma, esta crise enfraqueceu muito a ficção direita-esquerda. No fim das contas, penso que entraremos em um período de redistribuição geral ideológica e política. Veja o espetáculo da eleição presidencial francesa.

Qual sua visão sobre a disputa presidencial na França?

Analiso o regime parlamentar como um regime que enquadra quatro orientações, e não duas.

Há as orientações conservadora e reformista, fundamentalmente de acordo quanto ao essencial, o sistema capitalista como via única etc. Os conservadores são mais levados a manter a disciplina da tradição, e os reformistas são mais ligados à ideia da necessidade de certas reformas sociais. Não há muita diferença entre os dois, e em alguns países eles governam juntos.

Em cada um dos lados, encontramos polaridades mais contraditórias. A extrema direita assume abertamente um princípio identitário forte, nacional ou racial. Na extrema esquerda, há certa ideia de que é preciso permanecer fora da cumplicidade evidente entre direita e esquerda tradicionais.

O período de crise aparece quando o jogo central entre forças conservadoras e reformistas está desregulado, e as alas extremas se reforçam de forma muito desigual. Por vezes, para o lado da extrema esquerda, e com mais frequência para o da direita nacionalista.

Analiso as eleições francesas nesse contexto. Nota-se grande crise dos dois organismos centrais, o partido conservador Os Republicanos e o Partido Socialista [PS].

Os Republicanos nomearam um candidato de sua ala mais à direita, François Fillon. O PS tem um candidato da ala mais à esquerda, Benoît Hamon. O partido propriamente antissistema, a Frente Nacional (FN, de extrema direita), de Marine Le Pen, está em posição de força.

Não se tem ideia do que vai acontecer. O dado atual é o surgimento, no meio, de uma tentativa interna do centro, mas que diz: “Terminemos com a ficção, porque não funciona mais; quero ser o representante do bloco central, sem divisão entre conservadorismo e reformismo, eu sou os dois”. É Emmanuel Macron, que se diz conservador reformista ou reformador conservador. A ficção direita-esquerda está tão doente que aquele que a representa a declara superada.

Aparentemente, Macron é apoiado por grande parte do capital dominante do país. Dirigentes de grandes empresas são favoráveis a sua candidatura porque sabem que terão paz com ele no poder.

Como o senhor analisa a vitória de Donald Trump nos EUA?

É uma vitória que eu chamaria de niilista. É o preço pago pela desindustrialização violenta dos EUA. As produções foram deslocadas para a China, o Camboja… Exatamente como em certas regiões da França. A primeira vitória de Trump ocorreu nas primárias republicanas, com um discurso populista. Ele prometeu expulsar os mexicanos, criar empregos, repatriar fábricas.

Na França, desempregados de áreas industriais foram do voto comunista ao voto na Frente Nacional.

A eleição de Trump indica que a desindustrialização, o puro financiamento do capitalismo das grandes metrópoles, cria uma clientela disponível para as hipóteses fascistas. Sobretudo porque nada está previsto contra isso. Só há Le Pen e Trump para dizer essas coisas que, afinal, eles não cumprirão.

Ninguém acredita que os EUA voltarão a ser o grande país industrial do passado. Ou então será instalado um verdadeiro protecionismo, que conduzirá à guerra. A eleição de Trump é um sinal de que há uma doença.

Vladimir Putin encarnou certa liderança nesse crescimento de forças populistas. Como o senhor vê isso?

Eu comparo a situação contemporânea ao momento de véspera da Primeira Guerra Mundial. Havia duas grandes potências, a França e a Inglaterra, que partilharam o mundo entre si. Havia um terceiro elemento, que estava insatisfeito por não ter seu império colonial: a Alemanha. E havia a Rússia, vasta potência com interesses na Europa central. A guerra eclodiu pois não se encontrou solução equilibrada.

Hoje há uma bipolaridade crescente China-EUA. Há uma Europa em declínio. E a Rússia, assim como em 1914, faz valer suas intenções com um Estado autoritário que conta com o apoio da população.

Putin é um chefe de Estado nacionalista que busca vingança pelo desmantelamento da União Soviética. Na minha opinião, ele encarna o papel dos alemães na guerra de 1914.

Desta vez, temos uma partida de quatro jogadores (EUA, Europa, Rússia e China) em uma combinação instável. Há a intervenção no conflito do Oriente Médio, como antes de 1914 havia a intervenção nos Bálcãs. Não sou muito otimista do que vai sair de tudo isso.

O sr. diz que a violência terrorista vem da destruição de três importantes Estados do mundo árabe-muçulmano (Iraque, Líbia e Síria) e da intervenção militar direta ou indireta dos ocidentais em países da Ásia e da África.

Vem da destruição dos Estados na região e, nos países ocidentais, da frustração e do niilismo de uma parte da juventude, representante da terceira geração de imigrantes. Eles não se sentem verdadeiramente franceses [ou europeus] nem integrados, há o desemprego.

E não se insiste o bastante no fato de que esses jovens se suicidam nos atentados. Para ter jovens assim, é preciso que estejam em um determinado estado de pulsão de morte e desesperança. E essa desesperança não vem do islã. Eles estão desorientados no sentido mais amplo. Algo semelhante ocorre quando se pergunta por que os operários do norte votam em Le Pen.

O senhor diz que a resistência de hoje, por meio de manifestações, protestos, petições, faz parte da “inexistência política”. As mobilizações no Cairo ou em Paris não seriam muito diferentes do Maio de 68 pela “linguagem pobre e sem unidade”, em movimentos que se impõem pela negação, e não pela afirmação de uma ideia. Houve o “Fora Mubarak”, no Egito, hoje temos “Fora Temer”, no Brasil.

Primeiro, de um ponto de vista abstrato e geral, é melhor que existam movimentos desse tipo do que não haver nada. Em segundo lugar, penso que o que conta na política é a afirmação. É algo quase filosófico.

A negação sozinha é criadora? Não é completamente verdadeiro que a destruição porta a construção. Claro que a negação é necessária, mas é a afirmação que deve comandá-la, não o contrário.

Noto que, nesses movimentos, o elemento afirmativo é pobre. Não há ideia. Nuit Debout [protesto contra a legislação trabalhista no ano passado, em Paris] foi o último deles, e o mais medíocre se comparado à praça Tahrir, aos movimentos na Tunísia ou aos protestos em Hong Kong. Era muito palavrório.

A luta contra a nova legislação trabalhista também foi negativa, não trazia nenhuma visão diferente do trabalho etc. Sem uma lógica importante da afirmação, só sobram coisas precárias e derrotadas.

O que o senhor pensa das iniciativas do Podemos, na Espanha, e do Syriza, na Grécia?

O Syriza capitulou, e não acredito que vá se reerguer. O caso do Podemos é mais complicado. Eles estão divididos. Uma parte deseja entrar no governo, outra pensa que, se isso ocorrer, eles não permanecerão Podemos por muito tempo. É um movimento simpático, mas não tenho muita esperança neles.

Na sua análise, há 30 anos vivemos um “tempo desorientado”, de ilegibilidade do período precedente. Como é esta época de contrarrevolução econômica, política e ideológica em que estamos, segundo suas palavras?

Há provavelmente três aspectos. O primeiro é o fracasso e o fim das iniciativas que visavam construir Estados sob bases completamente diferentes do capitalismo. Houve a derrocada dos Estados que se proclamavam socialistas, Rússia, China etc. É um elemento que encerra um período histórico no qual se podia crer que outro período histórico poderia surgir.

O segundo ponto é que o balanço desse fracasso foi deixado ao inimigo, à crítica reacionária. Essa época não foi compreendida; foi condenada e praticamente suprimida da história. O fracasso foi adicionado de uma derrota ideológica. Isso levou a uma desmoralização do campo revolucionário tal qual existia desde o século 19.

E a terceira razão é que o capitalismo acelerou sua transformação expansiva, realmente se globalizou. E [o fez] consciente de que, não tendo adversário, poderia retornar a sua antiga forma: o liberalismo. Fala-se de neoliberalismo, mas há muito pouco de “neo”. Houve uma nova energia conquistadora.

O espectro do comunismo estava morto, não assombrava mais. Essa desorientação é articulada a partir de uma derrota histórica, e a expansão da visão liberal teve via livre e uma violência particular.

Nesse contexto, encontrar outro caminho, uma orientação estável, uma força coletiva, tornou-se difícil, mas é o que é preciso fazer.

Como seria a “hipótese comunista” que o sr. defende, a invenção de uma modernidade não capitalista?

Se quisermos entender o problema do comunismo hoje, é preciso retraçar a sua história. São duas etapas bastante diferentes.

Houve a invenção da hipótese comunista, de sua criação, Marx e o Manifesto do Partido Comunista, essencialmente no século 19. Era uma ideia consolidada e que começava a se organizar em partidos.

A segunda etapa começa com a Revolução Russa, de 1917. Foi a primeira experimentação histórica da ideia e a primeira tentativa de construir uma sociedade que não se basearia na propriedade privada. Mas foi uma experimentação fracassada. Na minha opinião, porque sua organização se fundiu ao Estado. A ideia comunista foi engolida e devorada pelo poder.

Hoje, ou abandonamos a ideia, ou a fazemos entrar em sua terceira etapa. É uma escolha histórica. Eu proponho manter a ideia.

Qual seria a ideia?

O retorno aos princípios fundamentais do comunismo, ou seja, à ideia de romper com a organização da sociedade em torno da propriedade privada e de acabar com as modalidades de divisão do trabalho. Retornar também à ideia de que a organização, qual seja ela, não se funde ao Estado. Precisa ser uma mediação entre a população e o Estado. Sem isso, tem-se uma construção estatal monstruosa.

É preciso sublinhar que o fracasso da experiência comunista não se deu por uma oposição, ela se decompôs em seu interior.

Qual seria a nova forma da organização adequada a esta nova etapa?

Sabemos que não será o partido leninista. Sinto, hoje, uma tentação de retorno ao anarquismo –estamos de novo na discussão entre Marx e Bakunin–, na ideia de que só importa o movimento.

Não devemos ceder a essa tentação, achando que se desvencilhando do Estado tudo ficará bem, mas ter uma proposição nova e inventiva sobre a organização moderna do comunismo. A fusão do partido com o Estado representou o retorno a uma concepção tradicional do poder político. Se quisermos liberar a política comunista desse fracasso, devemos inventar uma forma de organização diferente da que é obcecada pela questão do poder.

Como o sr. vê as tentativas de procurar vias alternativas dentro do sistema capitalista, como produtores organizados em cooperativas?

Essas experiências podem originar ideias a serem integradas em um novo comunismo. De certa forma, a ideia comunitária sempre acompanhou a hipótese comunista, era a relação entre comunismo científico e utópico, por exemplo. Sou a favor da circulação entre os dois. Mas são experiências destinadas a permanecerem locais. Sair do sistema não basta, em algum momento será necessário quebrá-lo.

*Por que o senhor aprecia especialmente o filósofo grego Platão

Por um conjunto de razões. A primeira, e pela qual ele é muitas vezes criticado, é porque fez a primeira crítica séria da democracia.

Se olharmos de perto, é uma crítica contemporânea. Ele explica que a democracia é agradável, cada um faz o que quer e o que conta são os desejos individuais e o dinheiro. E conclui que a democracia é onde se pode viver sem ideias. Mas ele pensa que viver sem ideias não é bom. Eu concordo: uma vida é mais feliz com ideias do que sem elas.

A segunda razão é por sua intuição de que viver com uma boa ideia supunha o comunismo. Sim, ele reservou o comunismo aos dirigentes. Ele paga o preço de viver na Antiguidade. Mas, no comunismo dos dirigentes, não há propriedade privada, preocupa-se prioritariamente com o bem comum. E chega até a dizer que é preciso a igualdade entre homens e mulheres, o que é muito raro para a época.

Por fim, ele mostra que a chave é a afirmação, não a negação; e que a afirmação circula pela discussão. Por isso deu à sua filosofia a forma de diálogos. Ele mostra que, para partilhar a ideia afirmativa, a única solução é encontrar as pessoas.

DECO FARKAS, 31, é artista visual e ilustrador

FERNANDO EICHENBERG, é jornalista em Paris e autor de “Entre Aspas: Vol. 2” (L&PM)

Fonte: Folha de São Paulo, 16/04/2017.

Disponível em: http://www1.folha.uol.com.br/ilustrissima/2017/04/1875585-geopolitica-atual-lembra-vespera-da-primeira-guerra-mundial-diz-filosofo.shtml

badiou

O filósofo, romancista e dramaturgo Alain Badiou (Foto de Fernando Eichenberg/Folhapress)

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