Relato da Discussão do Tema 4 do Ciclo de Debates de Geografia Urbana Histórica, realizado em 09/10/2014

Foi realizado no dia, 09/10/2014 das 9 às 12 horas, na sala 205 do Bloco C, a 4ª reunião do Ciclo de Debates de Geografia Urbana Histórica (homenagem a Maurício de Almeida Abreu). Na ocasião foi discutido o Tema 4 – Pensando a cidade no Brasil do passado, de Mauricio de Almeida Abreu, que foi apresentado por Gabriel Olavo Francisco Forti.

Abaixo reproduzimos o relato da reunião realizado por Nathalie:

Relatório Tema 4 – Pensando a cidade do Brasil no passado, de Maurício de Almeida Abreu. Apresentação feita por Gabriel Olavo Francisco Forti em 09/10/2014.

Gabriel Olavo executa sua apresentação e logo após Marcelo elogia e propõe o debate.

Um participante inicia comentando sobre a fala de Sérgio Buarque quanto a diferença das duas colonizações e a oposição da cidade barroca e a cidade iluminista. Além disso, destaca o sentido utilitário da colônia e como o Brasil se tornou sede do Reino com a vinda da família real. Após tal observação, recomenda a leitura do livro “A utopia do poderoso império”, de Maria de Lourdes Viana Lyra para melhor entendimento do assunto. Hélio Coelho comenta que nos primeiros aglomerados não haviam ruas. As cidades do Brasil são um complemento do campo, tal concepção de cidade parece um nó. Qual é o nível de vida que acontece? No século XIX só haviam as câmaras municipais que organizavam o espaço urbano. A ideia de que o Brasil podia se tornar sede do Império estava muito clara nas ações do Marquês de Pombal. Marcelo relembra que os proprietários rurais eram obrigados a ter casa na cidade. Gabriel Olavo comenta que antes da chegada da família real no Brasil, as cidades serviam de espaço para a exportação. A autonomia de gestão gerou grandes transformações. Hélio ressalta que a colônia não era uma repartição pública de Portugal. A noção de cidade como organismo vivo, possuindo artérias, coração e braços é importante. Ressalta também o diálogo entre médicos e engenheiros para a organização e planejamento das cidades. Gabriel Olavo comenta que é importante pensar a cidade como algo para todos, visando o coletivo. Hélio comenta que no período colonial, a igreja católica era oficial e por isso eram proibidas outras formas de manifestação religiosas. Bruna Caroline ressalta que o Brasil é fundamentalmente o campo, e faz uma comparação com o resultado eleitoral do primeiro turno, sobre o fato de Aécio Neves ter uma votação muito expressiva no Centro-Oeste. O pensamento político de Aécio representando o conservadorismo e o agronegócio. Hélio complementa com sua frase “O agronegócio é o que há de mais moderno e também pode ser a expressão do neocolonialismo”. Bruna aborda o assunto do artigo e observa que por mais que tenham teses divergentes, os autores convergem no sentido de que o Brasil é fundamentalmente rural. Gabriel Olavo fala que é interessante fazer esse diálogo entre o pensamento de cidades da colônia espanhola e portuguesa. Marcelo explica que no Brasil existiam normas, apesar de não serem sempre respeitadas. Guilherme comenta que na América espanhola a mineração teve um período muito maior que no Brasil e foi menos centralizada. Marcelo analisa que a descoberta do ouro em Minas levou ao processo de interiorização. Gabriel Olavo ressalta que Maurício de Almeida Abreu faz um recorte para pensar a cidade no Brasil. Até meados do século XIX os instrumentos de comunicação possuíam pouco nível técnico. A constituição das cidades sofre alterações ao longo do tempo e de acordo com suas demandas. Marcelo agradece a presença de todos e encerra o debate.

Algumas fotos da reunião:

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