Relatório da Reunião do dia 15/05/2014

 

Abaixo o relatório da reunião do dia 15/05/2014 do 9° Grupo de Estudos de Geografia Histórica (2014-1), feito pelo Prof. Marcelo Wermer:

Relatório da reunião do 9º GEGH 2014-1

             A reunião foi iniciada com a leitura do cap. 8, “Vidal – um cruzamento de influências”. Participaram da leitura Martins, Priscila Caetano, Dayane, Talles, Priscila Viana, Nathalie e Daniele. Por não ter relator no dia, o coordenador Marcelo solicitou que Martins coordenasse a reunião enquanto fazia o relatório do dia.

O debate do capítulo foi realizado pelo Martins que destacou o pouco hábito, na geografia, em ler os clássicos, limitando-nos a interpretações realizadas por outros autores dos originais. Priscila Caetano destaca que a visão vigente é que os clássicos são ultrapassados. Martins também destaca a pretensão da geografia em integrar fatos estudados separadamente por outras ciências.

A seguir o debate foi aberto. Daniele expressa sua dúvida de como, na geografia, se dá o debate e a oposição ao determinismo. Dayane esclarece o debate existente na geografia entre determinismo e possibilismo. Martins destaca que esses rótulos (determinismo, por exemplo) foram colocados à posteriori. Marcelo pontua que o texto destaca a multiplicidade de abordagens do próprio Vidal de La Blache. Dayane então coloca a necessidade de ler os clássicos para o aprofundamento das discussões. Hélio dá como exemplo o rótulo colocado em Karl Marx, em que suas primeiras obras são classificadas como do “jovem Marx”, comentando a piada corrente de que se Marx fosse desenterrado não se reconheceria diante das inúmeras “leituras” de sua obra, fazendo com que exclamasse “eu não sou marxista”. Por isso alguns chamam a obra de Marx como marxiana, assim como de Vidal seria vidaliana. Também ilustra com a análise literária, que para, por exemplo, falar de Machado de Assis, é necessário ler Machado de Assis. Como sua formação é em História, Hélio declara que desconhecia a profundidade da discussão teórica (epistemológica) na geografia. Comentou também a produção do conhecimento geográfico em uma perspectiva holística, New Age e destacou a produção de Gilberto Freire. Também comentou que o debate de idéias no século 19 tinha sabor de novidade e que hoje há maior propriedade nas discussões, destacando não as certezas quanto as resultados produzidos, mas sim a ênfase nos procedimentos (a sua cientificidade). Martins destacou os limites à atividade racional para alcançar a essências das coisas (a partir de Kant). A seguir Martins lê sua avaliação sobre o texto para fomentar mais discussões, destacando a “descrição científica” de La Blache. Bruna destaca que a cienficidade dos procedimentos citada por Hélio, não traz conforto, mas segurança, citando parte do texto. Martins destaca que sempre se ouve dos profissionais que o que move (a ciência) é a dúvida e não as certezas. À luz da declaração do Martins, Hélio pergunta que obra trataria das condições geográficas dos fatos sociais, sendo esclarecido pelo Martins. Marcelo destaca a polêmica entre seguidores de Vidal de La Blache e Durkheim. Priscila Caetano cita então o livro de Ruy Moreira, “O pensamento geográfico brasileiro II (as matrizes da renovação) em que está detalhada a polêmica envolvendo Durkheim e L. Febvre.

O capítulo 9, denominado “A renovação crítica”, foi apresentado por Priscila Caetano e Dayane, que utilizaram o seguinte roteiro de apresentação (anexar). Da apresentação pode-se destacar as perguntas de Priscila Caetano: o local se explica por sim mesmo? O local é menos complexo que o global? Após a apresentação que recebeu elogios, Marcelo exerce a função de debatedor. Destaca que o roteiro de apresentação das autoras segue o modelo do “fichamento comentado” utilizado no Grupo de Estudos de 2013-1. Também que os autores abordados no capítulo representam a transição entre a geografia clássica e a geografia moderna. Que marca também a ascensão dos Estados Unidos, que se dá também no plano das idéias. Justifica estar também fazendo o relatório pela transição de bolsistas, necessitando demonstrar, na prática, como o relatório deve ser feito. Ao abrir o debate Hélio comenta, a ascensão neste período também, da Escola de Chicago nas ciências sociais, que recebeu financiamento direto de Beto Rockfeller. Thalles comenta que Sauer apela para o modelo de causa-efeito através da utilização do método histórico. Martins realiza um apanhado geral dos três autores, considerados intermediários em classificações estanques. Hélio abre um debate sobre a utilização da palavra moderno, pois o autor chama o próximo período a ser estudado no livro de “O Advento dos Tempos Modernos” (Parte 3 do livro Geografia e Modernidade). Marcelo destaca a contradição existente no livro. Por um lado o livro aponta os dois pólos que percorrem a modernidade (o racionalismo e seus opositores) e por outro a contraposição entre a Geografia Clássica e a Geografia Moderna. Aponta que essa contraposição pode ser melhor explorada na continuação dos debates.

Para finalizar Hélio realiza o informe sobre a Bienal do Livro a ser inaugurada no dia seguinte da reunião e sua importância para a cultura da cidade. Assim se encerram a reunião, estando presentes: Marcelo, Thalles, Daniele, Nathalie, Martins, Bruna Magalhães, Priscila Caetano, Dayana, Hélio e Priscila Alves.

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