Relatório da 9ª reunião, dia 09/07/2013

No dia 09/07/2013 foi realizada a 9ª Reunião do 7º Grupo de Estudos de Geografia Histórica (2013-1). Abaixo o relatório produzido por Gabriel Olavo:

No dia 09/07/2013, a partir das 15 horas, foi realizada a 9° reunião do 7º Grupo de Estudos de Geografia Histórica (2013-1), na sala multiuso do bloco C, no Instituto de Ciências da Sociedade e do Desenvolvimento Regional da Universidade Federal Fluminense Campos dos Goytacazes.

O encontro se iniciou com a leitura do relatório do encontro anterior feita pelo participante Gabriel Olavo, após isso, excepcionalmente neste encontro, assistimos ao filme: O Caçador de Andróides (1982), que David Harvey comenta em seu texto falando que o cinema faz “uso serial de imagens, bom como a capacidade de fazer cortes no tempo e no espaço em qualquer direção, liberta-o das muitas restrições normais, embora ele seja, um última análise, um espetáculo projetado num espaço fechado numa tela sem profundidade.” (pg. 277) Deste modo, após a exibição do filme o participante Martins fez o debate. Ele começa destacando a fala dos replicantes: “Quanto tempo eu tenho? / Quem sou eu?”, apontando que tem muito a ver com o que David Harvey descreve como condição pós-moderna, onde a falta de identidade e a busca pela identificação simbólica são abordados, assim como a dificuldade da noção de tempo. Martins fala também do aspecto caótico, sujo, multifacetado, aculturado da cidade pós-moderna e destaca a arquitetura do prédio da Corporação Tyrell como pós-moderna. O prof. Marcelo dá continuidade ao debate falando que em outra edição deste filme o único momento em que são exibidas cores, além do tom acinzentado, é no final do filme, onde o detetive Dick Deckard (Harrison Ford) e a replicante Rachael (Sean Young) vão para fora da cidade, escapando desse caos urbano pós-modenista em direção ao “campo”. Marcelo também levanta uma questão embasada em algumas evidências: seria o detetive também um replicante? Hebert destaca uma possível evidência para a confirmação dessa questão, seriam as fotos em cima do piano. O prof. Marcelo destaca que David Harvey frisa no seu texto da imagem como símbolo da verdade. Hélio, aluno da geografia da UFF Campos participa desta atividade e faz suas considerações sobre a fragmentação dos espaços na cidade, o espaço central e a sede da Tyrell Corporation aparecendo como poder central, destacando a empresa privada frente às relações de medição do espaço na condição pós-moderna. O participante Tadeu fala que o ser humano tem liberdade, mas está sempre sobre controle de agentes que não vemos e muitas vezes não percebemos. Martins relembra que o detetive como um agente público, e sua autonomia e liberdade de ação frente à sociedade. Miriam destaca que as relações de trabalho são deturpadas e os personagens se confundem com as máquinas. Tadeu aponta as construções centrais vazias, como uma evidência da acumulação flexível da propriedade privada a espera de valorização, enquanto boa parte da população vive em uma condição subalterna. Hélio fala da cidade como um montante de problemas. O prof. Marcelo reitera a que não são somente replicantes de humanos, mas também de animais e que não se torna difícil diferenciar artificiais e naturais. Por fim a participante Bruna faz um apanhado geral do contexto do filme falando que a sensação das paisagens é que estamos à espera de alguma coisa, uma mudança abrupta, pois as imagens dos espaços do possível futuro pós-moderno são ruins e deprimentes. E assim, encerra-se mais um encontro.

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Arquivado em 07º GEGH 2013-1, Grupo de Estudos de Geografia Histórica

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