Reunião do dia 18.06.2013

Abaixo o relatório da reunião do dia 18.06.2013 do 7º Grupo de Estudos de Geografia Histórica (2013-1), feito pela Beatriz e pela Bruna:

Iniciou-se a reunião com a leitura do relatório da semana anterior realizada pela bolsista Bruna Caroline. Logo após, o prof.º Marcelo Werner fez um pequeno relato sobre o II Simpósio de Geografia, Literatura e Arte, realizado na USP/SP, e que encontra-se por escrito no blog do grupo. O prof.° destacou uma indagação levantada por uma palestrante “seriam os romancistas bons geógrafos?”. Essa indagação estimulou debates e levou o prof.° Carreras a perguntar “E os geógrafos? São bons geógrafos? Por que os romancistas tem que ser bons geógrafos?”. O prof.° Marcelo Werner falou também de sua presença momentos antes da manifestação que ocorreu na cidade de São Paulo no último dia 13, com concentração em frente ao Theatro Municipal de São Paulo, na praça Ramos de Azevedo (região central), e relatou os momentos de concentração policial e a preparação dos manifestantes para o ato. Falou também da mobilização dos manifestantes no dia 17, que fecharam a ponte estaiada Octavio Frias de Oliveira, na marginal Pinheiros, símbolo da cidade e que a emissora de TV Rede Globo utiliza como cenário de seus telejornais. Após essas informações, foi dado prosseguimento às apresentações do livro “Condição Pós-moderna”, de David Harvey, a começar pelo capítulo 11 “Acumulação Flexível – transformação sólida ou reparo temporário?” por Daniele Correa, e que deveria ter sido apresentado na semana passada (CAP11 – APRESENTAÇÃO DANIELE). Daniele começou com o questionamento sobre a transformação na crise e com a crise. Ressaltou a mudança do fordismo para acumulação flexível, e a mudança no mercado provocada pela crise. Destacou a abordagem de 3 posições de diferentes autores, a começar por Piore e Sabel (1984) que evidenciaram “uma reconstituição das relações de trabalho e dos sistemas de produção em bases sociais, econômicas e geográficas” (p.177), projetando uma nova classe trabalhadora e, com as novas tecnologias, uma nova demanda. Falou também do modo de superar as crises através da flexibilidade de questões que não estão concentradas na prática, destacando a segunda posição. E na terceira, comentou que mesmo com a mudança/transição ainda há modelos patriarcais. Antes de abrir para os debates, o professor Marcelo Werner explicou o esquema da “Terceira Itália”, um tipo de produção de atividades de pequenas empresas, formada por familiares, e que possui um modelo de subcontratação. Um esquema de centro, onde a Itália apresenta o norte mais desenvolvido e o sul mais agrário, ocasionando novas oficinas. Aberto os debates, José Felipe explanou da sua má experiência com cooperativas e Tadeu levantou um questionamento “Qual o tipo de flexibilização no sistema capitalista?”, e a resposta colocada é que foi forte no Brasil com o presidente Fernando Henrique Cardoso, em defesa do sistema e não do trabalhador. Destacou-se a exaltação da mídia, o avanço sobre os direitos e a metodologia de diferentes cooperativas. Tadeu frisou que a cooperativa que funciona é, principalmente, a educacional. Dando inicio a parte III – A experiência do espaço e do tempo, destacada pelo professor Marcelo Werner como a parte mais importante do livro, começou-se pela leitura do capítulo 12 – Introdução, feita pelo Martins, Priscila Viana e Clara Lua. O professor Marcelo Werner iniciou os debates com uma pergunta “O pós-modernismo enfatiza o espaço e o Modernismo o tempo?” Com isso o grupo falou sobre a diminuição do modelo de produção que o tempo é importante na produção e que já chegamos ao limite dessa produção, que tudo está inserido em uma economia única para todos e da eficiência da produção, do trabalho, de tudo. Os participantes também comentaram que a modernidade é caracterizada pelo “vir a ser”, pelo futuro, e a pós-modernidade pelo “ser, você é”, pelo agora em um lugar no espaço. Perguntou-se também “qual a mudança/transição do regime trabalhista?” Os participantes expuseram o atual aumento da importância do espaço, o ápice da otimização do tempo e o acumulo de insatisfações das pessoas envolvidas. E assim encerra-se mais um encontro.

 

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Arquivado em 07º GEGH 2013-1, Grupo de Estudos de Geografia Histórica

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