Relatório da reunião do dia 19/06/2012

A reunião do dia 19/06/2012 encerrou os trabalhos da quinta edição do Grupo de Estudos de Geografia Histórica, referente ao primeiro semestre de 2012. Nela foi discutido o último capítulo do livro Metamorfoses do Espaço Habitado, realizado o balanço dos participantes em relação ao grupo e escolhido o livro a ser discutido no próximo semestre. Abaixo o relatório da Tatiane sobre a reunião:

            Inicio da reunião do dia 19 de junho de 2012, Marcelo inicia a reunião justificando a ausência dele, de Ana e da Tatiane na reunião do dia 12 de junho de 2012. Devido aos três se encontrarem em trabalho de Campo em Foz do Iguaçu. Marcelo pede que a reunião se inicie com a leitura do relatório que foi feito pela Nágila, do encontro do dia 12 de junho de 2012.

Em seguida passamos a palavra a Marcelo, que anuncia o inicio da apresentação do capítulo10. Arelatora é a Mirian que fala sobre como definir o espaço, onde este espaço é formado por dois conjuntos que são praticamente inseparáveis um do outro. Esses espaços são a configuração territorial e a dinâmica social.

Retomando a opinião de Milton Santos, os fixos representam os recursos. E os fluxos representam a mobilidade.

Em seguida ela passa a palavra para o Tadeu, que fala sobre uma análise do sistema operacional como que essa relação operacionaliza todo esse trabalho de fixos gerando fluxos. Quando na verdade tudo se relaciona, isto possui a finalidade do bem estar do ser humano no espaço habitado.

Marcelo agradece a apresentação de Miriam e Tadeu, e abre o debate devido a terem faltado os debatedores da reunião.

Miriam fala sobre a caracterização das coisas, colocando cada uma no seu devido lugar e como este espaço se estabelece a partir desta caracterização. Ela fala sobre o estudo mais aprofundado para uma melhor utilização dos fixos.

José Philipe fala sobre o fato de por muitas vezes sermos governados por alguém que não possui a capacidade de estar lá.

Miriam critica o porto do Açu, e diz que o Estado tem capacidade de impedir aquele empreendimento, mas que, no entanto ela incentiva a construção do distrito industrial.

Hélio fala que o Estado na verdade não existe, mas que por muitas vezes ele é naturalizado pelo todo. Onde o governo é mais uma massa de manobra da grande burguesia. Gramsci não pensa o estado como parte do poder da burguesia, para ele o Estado é composto por homens e mulheres que se encontram articulados, em múltiplas escalas.

Marcelo diz que deve ser colocado no devido lugar, quando Aike Batista pretende iniciar o empreendimento, ele não fez isso sozinho. Ele teve uma ideia, pediu apoio do Estado e o mesmo apoiou. Ou seja, quando vamos criticar, deveríamos na verdade criticar também o Estado. Que foi quem está financiando e avalizando o empreendimento.

José Philipe vê Eike Batista mais como um prestador de serviço. E que devemos avaliar essa nova estruturação governamental.

Gabriel Olavo fala que dê um lado existe um estado voltado para a corrupção, pois na    o há uma preparação para aqueles que ocupam os cargos.

Tatiane fala que acredita que deveria haver faculdades para se preparar os políticos.

José Philipe fala que em partes concorda com Tatiane que deveria sim haver um mínimo de preparação para se trabalhar no governo.

Marcelo fala sobre as carreiras de Estado.

José Philipe fala que acredita sim que cada povo possui o governo que merece.

Priscila fala sobre a questão de gestão administrativa, onde ela diz que todos são capazes, e que todos devem se assumir como seres sociais.

José Philipe fala que existe muitos motivos, mas que não é apenas o fato de se ter um diploma, mas o mínimo de condição.

Lana fala que a mudança vem de nós, e que é necessária uma formação da população geral para uma mudança nos governantes.

Tadeu concorda com Lana e cita o exemplo do estado do Espírito Santo, em que um primo dele derrubou toda uma área de mata para levar para o Rio de Janeiro.

Mirian volta ao texto falando em cérebro humano, mas que se não valorizar o conhecimento, democracia, e que a maior riqueza de um povo deveriam ser as pessoas e não as coisas. Ou seja, ocorre uma inversão de valores. E que a única forma é a capacitação.

Hélio diz que ausência da intervenção correta nem sempre produz o resultado que se deveria ter. Burocracia é a administração das políticas públicas.

Marcelo realiza um apanhado geral para o encerramento do debate. Fala sobre as exigências para se assumir cargos públicos. Marcelo pede então que cada um dos participantes reflita sobre o que representou o grupo, por ser esta a última reunião do 5° Grupo de Estudos de Geografia Histórica. E que gostaria que cada um fizesse oralmente o que o grupo representou para si.

Abaixo a transcrição das falas:

Martins: fala que nós estudamos “Espaço e Método” e “Metamorfoses do Espaço Habitado”. Fala que ele já está na 5ª participação com o grupo e que ele nunca havia lido nenhuma dessas obras e que ele achou as obras excelentes e que ele gostou muito, que foi muito importante pra ele, que ele gostou muito do grupo este período, que são pessoas novas, que o grupo cresceu que as discussões estão mais embasadas. E que através do grupo estamos tentando entender melhor o mundo global.

Gabriel Olavo, diz que para ele foi muito interessante e que os livros teóricos alimentam muito a formação acadêmica, e que o grupo serve como uma complementação dos estudos, do que, muitas vezes, não vemos em sala de aula. E que muitos conceitos são imprescindíveis para a sala de aula, e que a dinâmica do estudo coletivo é sempre uma contribuição para a leitura um do outro.

Nágila participa pela primeira vez no grupo, porque tanto professores como alunos contribuem para a formação do grupo. E que ela nunca havia lido um livro inteiro de Milton Santos. E que ela apenas havia lido alguns capítulos. E que com certeza ela irá continuar, pois é uma das exigências. E que o debate faz com não aceitamos tudo que nos é imposto.

Ana fala que gostou muito da dinâmica do minicurso intercalar com o grupo, que ela não gostou muito da proposta de seguir direto o próximo grupo. Que o grupo foi diminuindo e ficando mais fácil os debates e proporcionando que os participantes se sentissem mais a vontade para expor suas ideias.

Priscila Alves diz que gostou muito dos minicursos, que ela vem participando desde 2010 quando ela entrou na geografia. E diz que Milton Santos gera um debate maior. E que de todos os grupos que ela participou este foi o que ela mais gostou. E que esses dias ela estava lendo um livro que foi organizado por um grupo de estudos, dando a idéia de que realizamos algo parecido no contexto do GEGH.

Ranna diz que adorou os minicursos, fala que os livros para ela foram como que um fechamento para a disciplina que ela acaba de cursar, de Teorias da Geografia. E que este grupo foi melhor que o outro na opinião dela, porque o outro ficou muito pequeno.

Geane diz que nunca havia lido Milton Santos. E que a troca com o pessoal da “alta” é muito interessante, a relação com engenheiros, e entre outros doutores. E que esta presença de tantas pessoas com grande qualificação acabou inibindo um pouco a fala dela. E que ela acredita que ela precisa estudar mais para poder alcançar o grupo.

Hélio fala sobre as suas deficiências na área de geografia na sua formação, nesse 5º grupo ele diz que há uma passagem do livro de Leandro Konder sobre ideologia, “Decifra-me enquanto te devoro-te” e que esta é a sensação dele com a geografia. E que ele gostou muito do grupo, pois ele não viu como algo mecânico. E que ele acha que doutores não devam inibir, mas instigar o outro. E que gostou muito dos minicursos. E que ele preferiu o segundo livro “Metamorfoses do Espaço Habitado”.

Mirian diz que se encontra muito satisfeita com o grupo, e que é a sua primeira vez e que ela teve pouco tempo para se qualificar. E que ela acha que ter um professor da história aqui nos ajuda bastante. E que ela gostou muito da dinâmica do grupo, e que este tipo de trabalho só tende a enriquecer a gente. E que ela pretende continuar os seus estudos engrenando em um mestrado. E que lamenta não ter conseguido participar de todos os minicursos devidos aos horários de trabalho. Mirian fala que tomando a liberdade por todas nós, sobre a valorização dos fixos.

Tadeu possui formação da economia que é uma formação que trabalha muito com exatidão e que por incrível que pareça tem muito haver com o que nos lemos hoje. E que para ele Milton Santos incentiva e muito a pesquisa. E que o livro de Milton Santos é meio que um técnico filosófico e que temos que saber aonde ele quer chegar. E que o fluxo é outro e que isso acontece em vários momentos da vida do outro. E que ele gostaria de agradecer a simplicidade do professor lidar com os participantes. E que ele experimentou um curso na UENF em que alunos são semi-deuses e que os professores são os deuses.

Lana diz que gostou e muito e que achou muito válido apesar de não conseguir por muitas vezes passar o conhecimento adquirido. E que cada um passa a visão que tem e que assim nós vamos reformulando a nossa forma de pensar e também as questões das nossas discussões que passam da parte teórica para a parte prática.

Priscila Barroso disse que, para ela, foi muito válido pois ela nunca havia lido Milton Santos e que mesmo sendo do curso de Economia ela aproveitou muito os debates.

José Philipe fala que não há muito que dizer só complementar. E que para ele o Milton Santos é uma leitura muito difícil que requer muita atenção, que exige bater de frente, tentar entender ao máximo o que se encontra ali, isso inclui as entrelinhas e que para ele “Metamorfoses do Espaço Habitado” foi uma surpresa interessante que possui muitos conceitos válidos. E que a sua formação de origem é a biologia, e que Milton Santos chama ao estudo, a criação de uma metodologia cientifica.

Marcelo agradece a todos por terem participado e prestigiado o grupo de estudos e que ele gostaria de fazer uma recapitulação desta trajetória é um trabalho continuo e que esta área a geografia história não tem grande reconhecimento na academia. E que um autor de trabalhos nessa área foi o professor Mauricio Abreu que foi seu orientador, e que até mesmo a dinâmica do grupo ele aprendeu com o professor Mauricio Abreu, e que para a geografia histórica segundo o professor Mauricio Abreu não se precisa voltar ao presente para se realizar um estudo de geografia histórica. E que ele trabalhou no doutorado em dois grupos de estudo para o estudo da natureza do espaço e que estes grupos o surpreenderam tendo até mesmo a presença de particpantes de laboratórios de geografia física da UFRJ. E que por ele já se teria encerrado o trabalho do grupo que surgiu como algo a ajudar a iniciar o curso, pois quando ele veio pra cá o curso não estava formado ainda. E que este adquiriu uma dinâmica própria que ele até mesmo para homenagear o professor Mauricio ele mantém em evidência o nome geografia histórica. E que este era um grande pesquisador, mas muito discreto e que não gostava muito de se auto-promover.

Marcelo passa os informes sobre o III Encontro Nacional de História do Pensamento Geográfico e I Encontro Nacional de Geografia Histórica a ser realizado em novembro, no Rio de Janeiro.

Ao final foi realizada a votação do livro a ser debatido no próximo semestre. O livro escolhido pela maioria foi “Pensar e ser em Geografia: ensaios de história, epistemologia e ontologia do espaço geográfico”, de 2007, do Ruy Moreira.

Abaixo o resumo realizado pela Mirian, para parte do capítulo 10:

 

Metamorfoses do Espaço Habitado – Esquema de parte do cap. 10 – Mirian

Sendo isso, encerramos este 5° Grupo de Estudos de Geografia Histórica referente a 2012-1. Agradecemos a todos pela participação e esperamos encontra-los novamente na próxima edição do grupo de estudos.

Att.

Marcelo Werner da Silva

Anúncios

Deixe um comentário

Arquivado em 05º GEGH 2012-1, Grupo de Estudos de Geografia Histórica

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s