Relatório da reunião de 12/06/2012

A reunião do dia 12/06/2012 foi coordenada pelo Olavo e secretariada pela Nágila, tendo em vista que eu, Tatiane e Ana Carolina estávamos em trabalho de campo para Foz do Iguaçu/PR. Pelo que me foi informado a reunião transcorreu normalmente e foi muito bem coordenada e secretariada. Abaixo transcrevo o relatório da Nágila:

5° Grupo de Estudo de Geografia Histórica – Terça feira 12 de Junho de 2012

Secretariado executado pela Nágila.

A reunião se inicia com o Olavo justificando a ausência do coordenador Marcelo Werner, e as integrantes do grupo Tatiane e Ana Carolina, no qual se encontravam em um trabalho de campo em Foz do Iguaçu.

Em seguida passa a palavra para a Priscila que relata o comparecimento no 1º seminário de Juventude Rural e Políticas Públicas, que aconteceu entre 21 e 24 de maio, em Brasília, justificando sua ausência no grupo na terça do dia 22. Relatou que o evento almejou discutir a construção de políticas públicas para a vivência no campo. O seminário propôs uma discussão conjunta entre governo e sociedade. Relatou que teve a presença de um representante do INCRA no qual defendeu que estavam trabalhando para reverter à posição no qual se encontra o agronegócio, pois não ocupa um lugar de destaque como antes. Priscila se opôs a esse argumento do representante no qual afirmou que não está ocorrente esse “olhar” para o campo.

Em seqüência Olavo passa a palavra para Bruna começar a sua apresentação do capítulo 7 do livro de Milton Santos.

Bruna comenta que o tema do capítulo chamou muito a sua atenção “Do Físico ao Humano. Do Natural ao Artificial. Geografia Física, Geografia Humana.”

Fala que o fator determinante que destaca o homem da natureza e sua capacidade de trabalhar e produzir.

Relata dizendo que o trabalho em questão é aquele em que o homem aplica sua energia sobre a natureza através de dispositivos mecânicos. Diz que o homem é o único que reflete sobre a realização de seu trabalho e prevê o seu resultado. Afirma que o trabalho é um processo de troca recíproca e permanente entre o Homem e a Natureza.

Continua dizendo que a ação humana é ação sobre o meio, e essa ação é um trabalho geográfico. E que o homem tem capacidade de transformá-la e impor suas próprias formas, e que as formas hoje são complexas por ser uma acumulação de formas passadas, ou seja, são resultado de uma serie de heranças. Relata que o processo de vida é um processo de criação do espaço geográfico, e com isso a natureza torna-se cada vez mais artificial e humanizada. E nesse processo de desenvolvimento o homem não se separa da natureza, então não tem como haver a divisão entre geografia Física e geografia Humana. Afirma que a natureza socializa-se e o homem se naturaliza.

Diz que o que há na verdade é a geografia do homem que se divide em geografia humana e geografia física. E que na verdade o homem é o sujeito, a terra é um objeto, a natureza é um conjunto de objetos e a natureza útil é um sistema eficaz. Afirma dizendo que Habitat e ecúmeno são agora, sinônimos e a comunidade humana se confundem num todo único.

Relata que o homem tem o poder de modificar a ação das forças naturais, e a natureza tem o poder de obrigar os humanos a se adaptarem.

Diz que existem três tipos de ação humana
1ª Modificar o quadro natural em segunda natureza para seus fins

2º Prever as mudanças do quadro natural

3º Socialização da natureza: quando a sociedade se torna responsável pela ação do homem.

E que para solucionar essa problemática seria necessário buscar uma sistematização horizontal da geografia física através do conhecimento dos sistemas, desenvolverem o método regional, existir uma interlocução entre a geografia física e humana, trabalhar numa ótica abrangente os fenômenos sociais e naturais e levar em conta toda a historia que o homem vem carregando da natureza e sua relação de como o homem vem explorando a terra. Finalizando assim sua apresentação.

Em seguida Olavo abre um debate geral, pois a debatedora do capitulo não compareceu e inicia falando a importância desse estudo, porque ainda hoje a geografia é dicotomizada e isso é ruim para a ciência. E que o estudo da natureza só é ressaltado no estudo da ação do homem sobre a natureza e que a geografia estuda a essa relação na criação do espaço.
Bruna comenta que a geografia não existiria antes do homem. Pois o homem em sociedade possibilitou a relação homem-homem e homem-meio, e a geografia estuda essas inter-relações.

Mirian complementa que quem analisa a ciência geográfica é o homem.

Martins indaga se existiria uma geografia física? Todo esse estudo físico do planeta é um estudo humano e geográfico então toda a geografia é humana.

Olavo questiona se futuramente ainda existirá geografia física, como proposto pelo autor, pois o homem em sua relação com a natureza, a degrada cada vez mais.

Martins responde com outra pergunta: O homem existirá pra sempre?

Priscila destaca que momento nenhum ele falou que geografia física é natural, e que geografia física é o estudo da configuração espacial e não da natureza. O estudo da natureza outras ciências fariam dando exemplo da Biologia. Geografia é sociedade e não natural. Diz que o trabalho durante a história teve vários significados. Afirmou que o trabalho é bom porque possibilitou a relação homem-homem, depois trabalho é ruim porque não dá nenhum conhecimento então o estudo é melhor, depois trabalho é bom por causa do advento do capitalismo, ele permite que temos dinheiro e depois quanto mais trabalhar e tiver experiência somos bons profissionais.

Martins toma como si exemplo e diz que através do tempo as técnicas mudam e nos temos que aprender a utilizar essas novas técnicas, então o trabalho e nem escolas formam bons profissionais.

Olavo diz que discorda que todo homem reflete sobre seu trabalho e cita exemplo dos trabalhos dos alienados.

Martins diz que até um pássaro sabe quando e como fazer sua casa, associando a reflexão como o João de Barro, mas tem coisas que Milton relata que são questionáveis, como essa questão de trabalho, e que o homem não se acha pertencente da natureza.

Mirian diz que Milton às vezes se contradiz e discorda com o que ele fala que a natureza se socializa. Afirma que a natureza nunca será socializada.

Tadeu contribui dizendo que discorda com Milton na questão que o trabalho dá inteligência, porque o homem coloca outro homem que sabe atuar com as técnicas para trabalhar, como exploração capitalista.

Olavo diz que o homem aprende a trabalhar e ele apreende a natureza e vice-versa.

Bruna diz que o homem tem que especializar e uma área, mas não deve se esquecer do todo. Afirma que não deve estudar na vertical e sim na horizontal.

Tadeu contribui falando que: O sistema capitalista atropelou a mente humana, o nosso trabalho serve para produção em massa e consumo em massa tornando um trabalho indigno. O homem não raciocina que isso nos prejudica e que tem que se pensar sobre as reações da natureza.

Bruna diz que a natureza inclui todos os seres e dá equilíbrio e o homem está desestabilizando isso.

Olavo encerra a discussão para começar a apresentação do capitulo 8

Martins se disponibiliza a apresentar já que ele tinha preparado para debater, isto porque a apresentadora não compareceu.

Martins inicia falando que Milton vai brincar com a noção de interno e externo e diz que isso depende da escala de observação. E fala que teorizar serve para entender fenômenos geográficos que seria uma situação geográfica que é um lugar em um determinado momento. Diz que para Milton o lugar é a menor porção do espaço geográfico que também pode ser o local, mas para os humanistas o lugar é o seu lugar, teu quarto é teu lugar, sua casa é teu lugar. Continua dizendo que lugar é um resultado de elementos e que esses elementos são variáveis porque muda de significado através do tempo, esse tempo é o tempo histórico. Martins ressalta que a percepção de Milton é dinâmico e isso é importante pois o espaço está sempre em mudança, que nos estudos isso tem que se levar em consideração, prossegue dizendo que até o próprio homem muda, tudo se movimenta. Esse movimento é chamado por Milton de diacrônico que é sempre dialético e não é harmoniosa, cada coisa tem seu ritmo.

Diz que há pares dialéticos

Externo e interno, seria basicamente formados por variáveis locais (lugar) e variáveis extra locais (país). Que o interno se relaciona com o local e extra local e essas internalizações externas não são automáticas e que o externo vai ter que se adaptar ao local nessas relações e essas ações vão ser diferenciadas em lugares diferentes.

Novo e velho, que não variáveis de tempo diferentes e que há fatores de organização do lugar que inclui: política, a economia, o social, o cultural, o espaço. E que o novo trás maior eficácia e pode ser absorvido ou não. Que lugar é resultado de variáveis de diferentes idades.

Estado e mercado são mediadores entre o externo e interno e novo e velho. Segundo Adam Smith o mercado é um fator de controle e equilíbrio sendo dispensável a ação do estado. Mas para Keynes o estado também é um fator de controle e equilíbrio e ele é representado pelos estados federais, os municípios. E finaliza dizendo que há uma relação dialética entre estado e mercado.

Olavo agradece pela apresentação do Martins e inicia o debate geral.

Martins acha interessante como o geógrafo pode trabalhar com as escalas observadas no texto.

Martins acha impressionante as técnicas que Milton fala citando exemplo do Japão.

Tadeu: A modernidade fica ultrapassada através do tempo e aquele país que não acompanha essa modernização é intitulado de atrasado.

Olavo cita como exemplo Campos, que anos atrás seria a sede do petróleo, porém os canavieiros rejeitaram e hoje sendo Macaé a sede e com isso houve um avanço na cidade, e hoje é desejado por Campos esse avanço.

Olavo encerra o debate para começar a leitura do capitulo 9, pois o apresentador não estava presente.

Ranna inicia a leitura do primeiro tópico do capitulo;

Priscila segue lendo o 2º parágrafo da pagina 112;

Mirian continua no ultimo parágrafo do 112;

Tadeu ultimo parágrafo da pag 113.

Helio faz comentário focando o lugar e região e das múltiplas regiões e vários fatores da região e lê dois trecho do jornal o Globo estabelecendo uma relação com a leitura feita. E segue lendo a pagina 115.

Martins termina a leitura do capitulo 9

Olavo abre o debate geral

Martins inicia falando que quando Milton fala de geografia geral se refere a geografia do ensino escolar. E afirma que a geografia se renova ou se extingui.

Miriam: Milton chama a atenção para o geógrafo fazer sua tarefa mais imparcial possível.

Helio: Há uma interdependência das ciências. E a geografia precisa de outras ciências. É preciso retomar a universalidade do conhecimento e não desfazer das outras ciências.

Olavo: A geografia trabalha com possibilidade de análise. Usa escalas do regional ao local e ações e efeitos.

Martins explica título do capitulo “Geografia geral não determinista”, pois Ratzel considerava os povos nascidos nas áreas temperadas inteligentes e povos que moravam nos trópicos preguiçosos.

Bruna: Depende do olhar da sociedade para o novo e sua aceitação. Diz que um amigo relatou que quando foi para fora do Brasil parecia que o tempo passou uns 5 anos, e que quando vamos para lugares que as técnicas são avançadas dá essa sensação de avanço no tempo.

Martins ressalta que depende do lugar que se vá, porque pode ser ao contrário.

Hélio: Essas movimentações de migrante e emigrante confundem na identidade da pessoa.

Olavo encerra debate, grupo aplaude a mediação bem executada do Olavo e encerra a reunião.

Abaixo o resumo do capítulo 7 realizado pela Bruna:

Metamorfoses do Espaço Habitado – Resumo cap. 7 – Bruna

Já o capítulo 8, teve um resumo realizado pelo Martins, que pode ser visualizado abaixo:

 

Metamorfoses do Espaço Habitado – Resumo cap. 8 – Martins

Att.

Marcelo Werner da Silva

Um comentário sobre “Relatório da reunião de 12/06/2012

  1. Tadeu Teixeira

    Colegas. O quadro sinótico refere-se ao capítulo 10, Matamorfose do Espaço Habitado- Da Teoria à Prática, apresentado pela Mírian, e não ao capítulo 8.

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