Relatório da reunião do 5 GEGH do dia 10.04.2012

Secretariado da reunião de 10 de abril de2012. A reunião se inicia com o secretariado da reunião anterior, e em seguida Marcelo explicando que hoje iremos unir as discussões devido ao pouco tempo.

Lana inicia a apresentação do capítulo 5, dando ênfase à produtividade e a relação do valor estado. Nágila fala sobre a relação sociedade natureza que se dá através do tempo e fala também das três instancias, jurídico-polico, econômico e ideológico cultural, e a importância da tecnologia. O espaço é usado como espaço valor, o espaço se torna condição da produção por conta da localização e não do seu uso.

Nágila: Espaço da circulação e da distribuição, as produções aumentam cada vez mais em virtude do capital e com este aumento é necessária um aumento da circulação, devido ao capital dinheiro. A necessidade da rápida circulação.  A divisão territorial do trabalho, o domínio de ofertas e domínio de empresas.

Lana: “O espaço do consumo” O poder de aquisição depende muito de território de lugar para lugar. O valor dos lugares, e que cada lugar desenvolve um lugar regional. Fala sobre a região de campos, e a produção de petróleo em Campos.

Geane: O local possui independência podendo influenciar a escala nacional.

Nágila: O espaço não se divide como espaço de produção, espaço de distribuição, espaço de circulação. Essas divisões não existem, apenas se dão essas divisões para o nosso entendimento.

Comentadora Ana: As totalidades do espaço, pensando esta questão no enfoque das ciências e como este enfoque se dão para a sociedade. Qual a importância dessa totalidade desse indivisível para uma análise? E como essas ciências se comunicam entre si.

Tadeu: A questão acumulativa do espaço, a produção, que esta pressupõe a produção e a produção pressupõe o espaço. Ele chama atenção às atividades produtivas do mesmo. E que por muitas vezes isso fica fora da análise. Essa análise regional da relação sociedade natureza por muitas vezes nós desconhecemos o processo produtivo.

Olavo: O espaço como valor do processo produtivo, e da questão de valor de uso e valor de troca. O processo é locacional, e que este é muito articulado e muito vinculado ao lugar, ao local. E como este chega ao produtor final e como o espaço está instalado e a influencia do local no espaço.

Ana: Espaço circulação, na circulação e as hierarquias da circulação.

Marcelo: O ciclo do capital D-M-D’. Os produtos antes duravam muito, hoje os produtos são feitos para durarem um tempo estimulado, é uma obsolescência programada.

Olavo: O vídeo no Youtube sobre a “História das coisas”.

Marcelo: A coordenação dos processos e que nesta guerra de localização sempre quem ganha são as empresas, logo que aos locais interessa.

Hélio: Petrópolis, rua Teresa. O ultimo levantamento sobre esta rua Tereza de 20% de tudo que se vende lá comprados na China. E que isso está gerando uma desindustrialização irreversível. Logo um ou outro está conseguindo competir com isso. E com isso faz com que algo local, se estende para a escala global.

Marcelo: A questão da moeda, do cambio flutuante. E como o nome diz ele varia de acordo com a oferta e com a demanda. Já na China eles mantêm a moeda deles constante sendo mais fácil para poder se exportar. Na lógica da fração aqui é quem fornece mais benefícios, na China as empresas que vão para lá tem que seguir regras para se instalar lá. Geograficamente guerra dos lugares. Voltando a pergunta da Ana disserta que a totalidade é indivisível.

Marcelo: Avisos: As mudanças no quadro de tarefas. E ele passa uma lista para uma pré-inscrição do Mini-curso “Espaço Simbólico: Paisagem e Representações. Outro aviso é da saída da bolsa de extensão, que será da aluna Tatiane Cardoso. O Martins justificou sua ausência devido a participação de um evento do setor dele.

Foi realizada uma leitura do capítulo 6.

Apresentação do capítulo 7 “O Estudo das Regiões Produtivas” por Letícia. As representações do espaço.

Lucineiva: Especificidades e articulações do território. E a relação de interligação entre fixos e fluxos. Cada região possui as variáveis mais importantes para ser estudada.

Letícia: A periodização de cada período e porque cada região passou a se modificar, e as periodizações de Milton Santos e as modificações das características de cada região toda esta característica muda tudo. O estudo das articulações de cada região. Fala sobre o fato de uma maior articulação de Campos e São João da Barra com o passar dos tempos.

Debatedora Capitulo 6 Bruna: Gostou muito de falar sobre região devido a ser um conceito muito complexo. Fala sobre as relações internas e a falta de reconhecimento de relações mais amplas. As relações internas geralmente eram muito mais significativas que as relações externas. São também metrópoles com grande numero de serviços e também de produção. A fluidez espacial e a circulação. E essa circulação passou a ser uma rede de capitais fixos, o regional passou a ser uma distinção de capitais fixos e essas comparações, as multiplicidades do capital produtivo. E a relação do conhecimento amplo.

Debatedor Capítulo 7 Olavo: Analise dos processos produtivos, das organizações espaciais de cada período. A necessidade de entendimento de cada analise do espaço. E como o espaço é uno, e que mesmo que se recorte a região e os modos de cidades vinculados aos meios de produção. As distancias das indústrias do consumidor final. A periodização, se hoje temos uma região que abriga uma indústria de metalurgia, antes pode ter abrigado uma produção agrícola de cana-de-açucar por exemplo. Os recortes temporais são chamados de regime: pedaço de tempo ou duração, no qual, em torno de um dado tipo e forma de produção.

Ana: Disserta sobre as estruturas e comenta o caso da região Norte Fluminense, que para se entender o presente é necessário buscar a resposta no passado. A instalação das indústrias, das classes dominantes.

Marcelo: Anuncia o mini curso do professor Luiz ex-diretor do polo que falará sobre “A Região Norte Fluminense como Objeto de Pesquisa”.

Miriam: Comenta sobre a região como mais um sistema produtivo, da região urbana e da região agrícola, e como muitas vezes como professor é complicado falar sobre região.

Olavo: Região cultural entra também como um certo aspecto e isso entra como uma variável de análise daquela época e os modos de produzir de hoje.

Bruna: Cultural foram uma das variáveis como forma de proporcionar uma certa autonomia. Mas acabava por algumas vezes não sendo.

Hélio: Em algumas vezes região é uma questão de identidade, mas por outras vezes também não é. As identidades, os particulares e os globais.

Marcelo: A distinção de cultura, e o que o cultural algumas vezes mantém coisas que deveriam ser mudadas. Povos na África que mutilam as mulheres maltratam e isso não deveria permanecer por ser apenas cultural.

Encerra a reunião falando sobre o mini curso que ocorrerá na semana que vem. (Texto de  Tatiane Cardoso Tavares).

Roteiro de Apresentação do cap. 5, feito por Lana e Nágila:

Roteiro de Apresentação do cap. 5 – Lana e Nágila

O cap. 6 foi lido, mas inserimos abaixo o ótimo resumo realizado pela Bruna:

Capítulo 6

Uma discussão sobre a noção de Região

Hoje:

Grande influência da instância econômica sobre o conceito de região.

Em um dado momento:

Categoria par excellence do estudo espacial.

Enfoque que não considerava o papel do Estado e a existência de classes sociais.

Certa autonomia apesar da formação social nacional como um todo sobre o fenômeno regional.

  • · Países industrializados:

Fluidez no       Atratividade dos          Facilitados por uma

espaço total  X  núcleos urbanos  → acessibilidade aos serviços

Regiões históricas que asseguravam a manutenção de muitas relações “internas” reforçadas pela falta de reconhecimento de relações mais amplas.

Peso do passado na configuração do espaço e na vida econômica e cultural.

  • · Países subdesenvolvidos:

Metrópoles de ação nacional tardia sendo também metrópoles com grande nº de papéis como:

fornecimento de bens e serviços até ao consumo, e coleta de produção.

Integração tardia

Favorecimento de laços mais diretos de cada subespaço nacional com centros do sistema mundial.

              X

Inexistência de fluidez espacial (mobilidade dos fatores)

Impressão de que cada área funcionava segundo uma lógica própria.

Internalização da divisão internacional do trabalho.

Fluxo de mercadorias → O país inteiro se torna “a região” do seu “centro”.

Internacionalização        Fase técnico-científica        Debilidade do

                                       do capital produtivo   /   atual do imperialismo  →      conceito

Concentração econômica e espacial de capitais pondo à mostra antigas desigualdades.

“Questão regional” ganha nova amplitude e novo significado.

Processo de concentração → produção de bens / serviços tradicionais ou modernos e informações / decisões

Região polar do país: intermediário privilegiado

Para uma Nova conceituação da Região

Capitais fixos geografizados segundo uma lógica do momento da criação → Papel de inércia

Atividade direta dos produtores individuais e dos socialmente criados.

Região → Subespaço do espaço nacional total → melhor lugar para certo nº de atividades.

Resultado das possibilidades de certos capitais fixos exercendo papéis ou funções técnicas e funcionamento econômico por determinada rede de relações.

Regional → Formas-conteúdo

Multiplicidade de atividades produtivas, de firmas e instituições:

Mobilidade própria

Diversos níveis de cooperação (limitado ou amplo)

Abaixo está o roteiro de apresentação do cap. 7, realizado por Lucineiva e Letícia:

ROTEIRO DE APRESENTAÇÃO DO CAP. 7

 

– O ESTUDO DAS REGIÕES PRODUTIVAS

 

– O estudo das regiões produtivas requer dois resultados:

  • Um melhor conhecimento da região dentro do espaço;
  • Um melhor conhecimento do espaço, graças a melhor compreensão de uma das partes que é a região;

-ESTRUTURA INTERNA

  • Para conhecer uma parte da realidade tem que analisar a estrutura interna da região, que vai mostra sua existência, seu funcionamento e sua estrutura;
  • Permite um melhor entendimento do que acontece dentro da região produtiva e seus fenômenos;
  • A preocupação é descobrir as variáveis para se estudar a região para que seu entendimento se torne mais simples que na pg. 96 do livro: (… Entre as variáveis não podem faltar a população e seus ritmos e classes, as atividades e seus ritmos e classes, as instituições, a base territorial (e fundiária), as estruturas do capital e do trabalho utilizadas, os processos de comercialização, os ritmos da circulação interna e para fora, etc.) SANTOS, 2008.

-ESPECIFICDADE E ARTICULAÇÃO NO TERRÍTÓRIO

  • “Território seria formado pelas “redes” e nós” dentro da região produtiva;
  • A unidade espacial de trabalho é a região produtiva, para defini – lá precisa as relações internas e externas juntas;
  • Outra preocupação em tentar definir “região produtiva”, é de tentar mostrar o que é específico daquela região no hoje e em períodos anteriores, dada pela forma como as condições presentes são utilizadas;
  • Somente através do processo produtivo e de um modo evolutivo que se pode entender o processo imediato da produção e porque a mudança;

– DO PRESENTE A PERIODIZAÇÃO

  • Para se trabalhar região produtiva e preciso primeiro, entender o presente, como é hoje, e segundo, entender sua evolução sua história;
  • As variáveis aumentam durante o estudo de um processo histórico e é através dessas que se podem ver as fases anteriores em forma de periodização e nesse estudo devem se levar em conta a parte econômica, política e espacial;
  • Ele vai dizer que poderá delimitar o tempo através do regime;
  • Cada região tem um modo de estudar sua periodização;
  • Para entender a região produtiva devem se saber suas influências internas e externas do Estado, o nível de intensidade dessas ligações e que variam com o tempo;
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