Reunião do dia 09.11.2011

Na reunião do dia 09.11.2011 foram discutidos os capítulos 15, 16, 17 e 18 do livro do Konder. A reunião foi secretariada pelo Hélio, cujo texto será lido no início da próxima reunião.
O capítulo 15, que tratou da relação entre Ideologia e Linguagem, foi apresentado pela Ana Carolina que utilizou o seguinte roteiro:
A QUESTÃO DA IDEOLOGIA
[Leandro Konder]
Capítulo 15 – Ideologia e Linguagem

· Um dos campos mais rico para se observar os fenômenos ideológicos é o da linguagem.

· As palavras, as inflexões, o modo de construir as frases, cada uma dessas coisas tem a suma própria história. A linguagem põe a nu os valores das sociedades que os criaram e os mantêm vivos.

· É necessária uma maior reflexão sobre a presença do ideológico na estrutura de linguagem.

· O autor apresenta três autores que desenvolveram importantes considerações teóricas sobre o nexo da ideologia com a linguagem: Walter Benjamin, Mikhail Bakhtin e Jürgen Habermas.

· Benjamin atribuía uma significação decisiva à linguagem. Para ele a realidade estava expressa na língua. A teoria benjaminiana da linguagem tem como uma dimensão inequivocamente teológica. Para Benjamin existia a linguagem das coisas (era divina) e a linguagem dos homens (que completava a primeira), no entanto, com a sua aproximação ao marxismo suas formulações foram submetidas a algumas complementações corretivas.

· Para Mikhail Bakhtina linguagem estava sendo sempre criada, e o povo desempenhava um papel absolutamente essencial nesse processo de criação permanente, considerava que as camadas populares aptas para reagir contra a coisificação da linguagem.

· O alemão Jürgen Habermas contrapõe a pretensão de lidar com sujeitos humanos como se fossem coisas. Para o autor a base capaz de nos proporcionar a possibilidade de compreender com alguma objetividade a nossa realidade, a realidade social é a intersubjetividade. A chave que nos abre a possibilidade de compreender a inserção da dinâmica das subjetividades na dinâmica da intersubjetividade é a linguagem. É na linguagem que podemos efetivamente tomar consciência do nosso ser e do nosso ser do mundo.

· Em suma, a linguagem não é só o meio pelo qual nos comunicamos e nos expressamos, é também um elemento constitutivo do que somos. Uma revelação do que somos e como podemos nos tornar. No entanto, a própria linguagem nos Poe diretamente diante da contradição mais evidente: a dela mesma. O paradoxo da linguagem nos ajuda a perceber que a questão da ideologia não pode ser efetivamente resolvida no âmbito exclusivo da linguagem.

Já o capítulo 16, que trata das “Objeções à ideologia”, foi apresentado pela Tatiane que utilizou o seguinte roteiro:

Konder cap. 16 - Tatiane 09.11.11

O capítulo 17, “Ideologia e pós-modernismo” foi apresentado pela Ranna, que utilizou o roteiro abaixo, bem como disponibilizou cópias do artigo “O mundo pós-ideológico” de Slavoj Zizek:

Konder cap. 17 - Ranna - 09.11.11

Por fim o capítulo 18 que abordou a relação entre “Ideologia e História” foi apresentado pelo Lucas, que utilizou o roteiro abaixo:

Konder cap. 18 - Lucas - 09.11.11

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Arquivado em 04º GEGH 2011-2, Grupo de Estudos de Geografia Histórica

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