>Relato da reunião de 31.08.2010 por Ana Carolina

>RELATÓRIO DA REUNIÃO DO DIA – 31/08/2010

Neste dia foi apresentado o primeiro capítulo do livro de Milton Santos, “A Natureza do Espaço: Técnica e Tempo. Razão e Emoção”, intitulado, “As Técnicas, o Tempo E O Espaço Geográfico”. Neste capítulo o autor salienta que a técnica durante muito tempo foi negligenciada por alguns autores. Aborda em sua obra a importância da técnica, pois esta funciona como principal elemento que faz intermédio da relação homem e meio, “a técnica é um conjunto de meios instrumentais e sociais, com os quais o homem realiza sua vida, produz e ao mesmo tempo, cria espaço” (Santos, p.29). Mas é importante ressaltarmos, como menciona o livro, que a técnica não é absoluta, embora esta ajude na interpretação do espaço, também não explica tudo, logo, podemos dizer que ela cumpre o seu papel, tem uma relevância, mas, no entanto, não é absoluta. A técnica tem toda uma historicidade envolvida em seu processo, desde a sua criação até sua operacionalidade. E de contraponto, a geografia aborda as relações sociais negligenciando a historicidade presente no espaço. A técnica nos possibilita uma melhor interpretação do espaço como já foi dito, pois esta leva em conta não só o espaço, como também a história que ele contém, tornando tempo e espaço concretos, possibilitando melhor percepção destes. Elas não só definem como também são redefinidas pelo espaço.
O coordenador do grupo, Marcelo Werner da Silva foi responsável pela apresentação da reunião levantando os pontos principais abordados pelo autor, e o exemplificou para melhor compreensão dos participantes.
O comentador Anadelson Martins Virtuoso, parabenizou o relator responsável pela apresentação e destacou no texto a questão da técnica universal (p. 58).
Durante o debate foi levantado questões, tais como, as rugosidades, que segundo Marcelo Werner da Silva, estas não implicam em uma refuncionalização, entrando em contraponto, com a idéia de outros participantes como a participante Nina Maria de Souza Barreto, que considera o termo levando em conta a sua refuncionalidade; Foi abordado, pelo participante Carlos William Maia de Oliveira Rapozo a adequação das técnicas, pois estas não são absolutas e não explicam tudo. O mesmo participante colocou em pauta as diferenças entre técnicas rudimentares e avançadas; Muito se falou também sobre a periodização, esta estuda o espaço levando em conta o contexto histórico, ou seja, o tempo. Fechamos o debate com algumas considerações finais do coordenador Marcelo Werner sobre tempo, globalização e capitalismo.

Campos dos Goytacazes, 31 de agosto de 2010.

Ana Carolina Soares Cruz.
Aluna e relatora dessa reunião.

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Arquivado em 02º GEGH 2010-2, Grupo de Estudos de Geografia Histórica

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